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Pampilhosa da Serra: Município e Empresários assinaram contratos de apoio financeiro

Na passada sexta-feira, dia 19 de maio, foram assinados os primeiros 14 contratos de atribuição de apoio financeiro no âmbito do Regulamento Municipal de Apoio ao Empreendedorismo, um mecanismo que entrou em vigor no início deste ano, com o intuito de estimular a captação de novas empresas e postos de trabalho, assim como a requalificação das empresas concelhias.

Depois de as candidaturas terem sido submetidas a escrutínio pelo júri do procedimento (validação dos critérios e subcritérios) e aprovadas em reunião de câmara, este ato formal de assinatura dos contratos viabiliza assim a atribuição efetiva do apoio financeiro, que na maioria dos casos corresponde a 70% do investimento até um limite de comparticipação, a fundo perdido, de 10 mil euros.

A Autarquia dotou este regulamento com 250 mil euros no orçamento para 2023, sendo que, de acordo com o Presidente da Câmara Municipal, Jorge Custódio, “felizmente grande parte do valor já foi outorgado na sequência das candidaturas aprovadas”, e levará à requalificação dos serviços prestados em áreas como a eficiência energética, a modernização tecnológica, ou a capacidade de produção.

“Este é um sinal de que “a massa empresarial do concelho está atenta e fez candidaturas sólidas para melhorar as condições das suas empresas”, disse ainda Jorge Custódio a propósito deste regulamento, que contribuiu também para a “criação de novas empresas”, nomeadamente na área do turismo de natureza.

Recorde-se que o Regulamento Municipal de Apoio ao Empreendedorismo, consiste num impulso financeiro concreto e diferenciador, que visa promover a criação de novas empresas e potenciar a revitalização/requalificação do comércio concelhio. Quando aos apoios financeiros definidos, são de 60% até 10 mil euros (limite de comparticipação) para a instalação de novos negócios ou relocalização de negócios existentes), 80% até 10 mil euros para negócios de transformação de produtos regionais, ou 70% até 10 mil euros para requalificação de negócios existentes. Estes montantes podem sofrer majorações em função da idade do requerente ou da iniciativa, assim como incentivos financeiros ao arrendamento e à criação do próprio emprego.

No site da Autarquia está disponibilizada toda a informação útil relativamente a este mecanismo, incluindo um simulador de cálculo do mérito do projeto, que de uma forma simples e intuitiva dá a conhecer os critérios em análise e permite avaliá-los.

Anadia: Época termal em Vale da Mó reabre a 1 de junho

As Termas de Vale da Mó vão reabrir, no próximo dia 1 de junho, para mais uma época termal que se irá estender até 31 de outubro.

Situada na freguesia da Moita, concelho de Anadia, esta estância termal, famosa pela sua rara água férrea, tem uma nascente de água, cujas propriedades a tornam indicada para o tratamento de doenças do sangue (anemias e outras por carência de ferro) e gastro-hepáticas (gastro-duodenais e hepatopatias), e ainda anorexias e convalescenças. Para além da ingestão de água, os aquistas inscritos podem usufruir de consultas regulares efetuadas pelo corpo clínico afeto às Termas de Vale da Mó.

Segundo o laboratório da Direção Geral de Geologia e Energia (janeiro de 1993), a água mineral das Termas do Vale da Mó nasce bacteriologicamente pura, sem cheiro e de sabor ligeiramente férreo, fracamente mineralizada, tratando-se, assim, de uma água bicarbonatada magnesiana ferruginosa, o que a torna uma representante única deste tipo no património hidrológico português.

As técnicas termais associadas à água de Vale da Mó consistem na simples ingestão de água, na própria fonte, e só no local (dada a precipitação rápida), fria ou quente, em cinco tomadas diárias, com intervalos de 20 minutos, durante a manhã e a tarde. Os tratamentos podem variar entre os 14 e 21 dias, de acordo com a prescrição médica.

As termas, geridas pelo Município de Anadia, estarão abertas de segunda-feira a sábado, das 8h00 às 12h00 e das 16h00 às 17h00, e aos domingos, das 8h00 às 12h00 e das 15h30 às 18h00. As consultas decorrem às terças e quintas-feiras, das 14h30 às 16h00.

Recluso fugiu do Tribunal de Coimbra. Esteve 3 horas a monte

O guarda prisional que o perseguiu ainda terá efetuado três disparos para o ar, mas tal não fez o homem parar.

Um recluso que ia ser julgado na tarde desta segunda-feira no Tribunal de Coimbra fugiu pelas 14h45 saltando um gradeamento, confirmou à TVC fonte da Polícia de Segurança Pública (PSP). 

Avança o Diário de Coimbra que o guarda prisional que o perseguiu ainda terá efetuado três disparos para o ar, mas tal não fez o homem parar.

Fugiu pela Baixa de Coimbra e segundo comunicado da PSP foi apanhado cerca das 17h45, “na Freguesia de São Pedro, sem quaisquer incidentes a registar”.

“Neste momento a PSP encontra-se a efetuar diligências no sentido de confirmar a existência de eventuais crimes praticados durante a fuga que, a serem confirmados, serão oportunamente divulgados”, pode ainda ler-se na nota. 

Montemor-o-Velho vai atribuir 60 mil euros em bolsas de estudo

A Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, vai atribuir 60 mil euros em bolsas de estudo referentes ao ano letivo de 2021/2022, um aumento de cerca de 10% em relação ao ano anterior.


O documento que propõe aquele valor, a abertura do prazo de candidaturas e a constituição do júri do Regulamento Municipal das Bolsas de Estudos 2023 foi aprovado hoje, por unanimidade, na reunião de executivo, informou aquele município do Baixo Mondego, numa nota de imprensa enviada à agência Lusa.

A medida destina-se a apoiar o trabalho dos estudantes do concelho ao atribuir bolsas académicas, de excelência, de mérito e por situações especiais ou incapacidade.

“Este reforço do investimento para as bolsas de estudo demonstra que o município continua firmemente a apoiar e a investir na educação, nos nossos estudantes e no seu crescimento intelectual, ao reforçar um ambiente educativo de excelência, promover a redução de assimetrias e fomentar o desenvolvimento local sustentado”, afirmou, citado na mesma nota, o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão.

O regulamento foi “recentemente” alterado, para “melhorar a sua aplicação”.

A clarificação da fórmula de cálculo das bolsas a atribuir, assim como o regulamento passar, agora, a abranger os munícipes que concluíram o seu ciclo de estudos no ano letivo anterior e que, por isso, já não se encontram matriculados em qualquer estabelecimento de ensino à data da submissão da sua candidatura são alguns dos exemplos dessas mudanças.

O Regulamento Municipal das Bolsas de Estudo vai ser publicado em Diário da República e o período de candidaturas vai decorrer durante os 10 dias úteis subsequentes à publicação, acrescenta a autarquia.

PS critica incoerência em concurso para refeições escolares em Coimbra

A Câmara de Coimbra vai avançar com um concurso público de 20,3 milhões de euros para as refeições escolares dos próximos três anos, com PS a criticar a incoerência do executivo por não avançar com respostas de base local.

O concurso público internacional terá um valor de 6,79 milhões de euros (ME) por ano letivo (renovável por mais dois anos), dividido em vários lotes, garantindo refeições escolares em 110 estabelecimentos escolares do concelho.

A proposta foi hoje aprovada com os votos a favor dos vereadores da coligação Juntos Somos Coimbra (PSD, CDS-PP, Nós,Cidadãos!, PPM, Aliança, RIR e Volt) e da CDU e as abstenções dos vereadores do PS.

O executivo municipal defendeu que continua a querer apostar na confeção local com produtos locais, mas justificou a manutenção de um concurso público internacional face à falta de condições financeiras para assegurar outra opção.

Na sua intervenção, a vereadora socialista Regina Bento recordou as palavras do presidente da Câmara de Coimbra, José Manuel Silva, quando era vereador na oposição, no anterior mandato e na campanha das últimas autárquicas, criticando a falta de qualidade dos serviços de refeições escolares assegurados em larga escala e propondo a replicação do projeto-piloto da escola de Brasfemes (Coimbra), em que as refeições são confecionadas localmente e com recurso a produtos locais.

“Perdeu a oportunidade de fazer tudo aquilo que defendeu”, notou Regina Bento, considerando que não foram também aplicadas várias das propostas quando José Manuel Silva estava na oposição, nomeadamente uma comissão independente para acompanhar as refeições escolares e realizar relatórios sobre as mesmas.

Regina Bento notou que o atual executivo camarário teve dois anos para preparar e fazer diferente em relação ao passado (o anterior executivo era liderado pelo PS), mas “nada muda”.

A vereadora do PS alertou ainda para o facto de o concurso público ter apenas um prazo para apresentação de propostas de 15 dias, antevendo que o mesmo ficará deserto ou será a empresa que hoje assegura as refeições a apresentar proposta.

“Isto tem tudo para correr mal”, constatou, referindo que o anterior concurso foi lançado em março, temendo que se possa iniciar um novo ano letivo sem refeições escolares asseguradas.

Também o vereador Francisco Queirós (CDU), que votou a favor porque não se pode “votar contra uma solução que assegure refeições escolares”, considerou que o município deveria caminhar para refeições escolares com recurso a confeção local e produtos locais.

A vereadora com o pelouro da educação, Ana Cortez Vaz, explicou que se houvesse verba, o executivo apostaria na confeção local, notando que muitas das escolas não têm cozinha e as que têm equipamentos municipais “não estão em bom estado”.

“Até ao final, tentei arranjar alternativas, nomeadamente IPSS [instituições particulares de solidariedade social], para fornecer alimentação mais caseira, mas, por questão de falta de verbas, não conseguimos ultrapassar esse facto”, explicou.

O presidente da Câmara de Coimbra reafirmou que continua “a defender o mesmo”, mas não há “circunstâncias para fazer diferente”.

“O concurso tem uma flexibilidade que nos permite fazer alteração para o futuro, já que é renovável de ano a ano. Agora, nós sabemos o que queremos, a senhora vereadora não sabe”, disse José Manuel Silva, dirigindo-se a Regina Bento, acusando-a de não dizer “o que defende, nem propor nada”, para não se comprometer “com nada”.

Guarda lança concursos para recuperar infraestruturas municipais

A Câmara Municipal da Guarda decidiu hoje lançar três procedimentos para concursos, no valor de 1,6 milhões de euros (ME), para recuperação de infraestruturas municipais que foram danificadas pelos incêndios do verão de 2022.

Segundo o presidente da autarquia, Sérgio Costa (Movimento pela Guarda), os concursos destinam-se a recuperar o pavimento de vias rodoviárias, pequenos troços de caminhos, pintura e sinalização rodoviária, railes de proteção e condutas de água e de saneamento básico, entre outras infraestruturas, nas freguesias de Guarda, Famalicão da Serra, Alvendre e Valhelhas.

A proposta foi aprovada por unanimidade e o investimento será apoiado em 50% pelo Fundo de Emergência Municipal.

Sérgio Costa referiu aos jornalistas, no final da reunião quinzenal do executivo municipal, que o município “tem que despender cerca de 800 mil euros do seu orçamento para fazer face à recuperação destas infraestruturas”.

“Não deveria ser assim, mas são as regras que temos. E, se nós queremos ter a comparticipação de pelo menos metade, temos de avançar com outra metade, porque as populações não têm culpa dos incêndios”, admitiu.

Na sua opinião, quando existem catástrofes “deve existir um mecanismo para apoiar estas necessidades, porque se existe um financiamento a 100% para a estabilização pós incêndio nas encostas, se existe um financiamento a 100% para a recuperação das linhas de água, também por esta via, [para a realização das intervenções referidas] deveria existir [comparticipação] a 100%”.

O autarca lembrou que, este mês, o município também lançou concursos para intervenções na área ardida pelo incêndio que em 2022 atingiu a serra da Estrela, no valor de 1,5 milhões de euros, para obras nas bacias dos rios Zêzere e Mondego.

As intervenções vão ser realizadas na zona sul do concelho, na área do rio Zêzere, nas freguesias de Valhelhas, Famalicão da Serra e Gonçalo e no curso do rio Mondego, concretamente nas freguesias de Videmonte, Aldeia Viçosa, Porto da Carne e Vila Cortez do Mondego, que foram “grandemente afetadas” pelos incêndios do ano passado.

Em março, também foram lançados outros concursos, no valor de 1,4 milhões de euros, para recuperação de infraestruturas municipais que foram danificadas nas freguesias de Famalicão da Serra, Guarda, Alvendre e Valhelhas.

Na reunião de hoje do executivo municipal, foi aprovado, por unanimidade, um voto de pesar pelo falecimento do padre Virgílio Mendes Ardérius, que morreu na terça-feira, com 90 anos, vítima de doença, e cumprido um minuto de silêncio.

O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa, determinou o cumprimento de dois dias de Luto Municipal, cumpridos na quarta e na quinta-feira, um gesto que, simbolicamente, visou “enaltecer um dos ilustres nomes” do concelho.

Mais de 20 concelhos de quatro distritos em perigo máximo de incêndio

Mais de 20 concelhos dos distritos de Viseu, Coimbra Guarda e Bragança apresentam hoje um perigo máximo de incêndio rural, apesar da previsão de chuva, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O IPMA colocou também em perigo muito elevado cerca de 50 concelhos de Leiria, Coimbra, Guarda, Castelo Branco, Vila Real, Porto, Bragança, Aveiro, Viana do Castelo e Viseu.

O perigo de incêndio, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo e os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

Desde o início do ano, as 3.299 ocorrências de fogo já afetaram 8.467 hectares de espaços rurais.

Comemorações do centenário de Eduardo Lourenço começam hoje na Guarda

As comemorações do centenário do nascimento de Eduardo Lourenço começam hoje, em Almeida e na Guarda, e prolongam-se durante um ano, com dezenas de atividades e o objetivo de celebrar a vida e o pensamento do filósofo e ensaísta.

O arranque da homenagem ensaísta, patrono da Biblioteca Municipal da Guarda e do Centro de Estudos Ibéricos (CEI), é dado na sua aldeia natal, São Pedro do Rio Seco (Almeida), pelas 10:30, com a inauguração de um memorial e de um percurso literário.

A Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (BMEL), na Guarda, receberá, pelas 14:30, a sessão solene de abertura do programa, seguindo-se a inauguração da exposição da exposição de fotografia “Contrariado, mas vou…”, de Alfredo Cunha, e a apresentação dos livros “Fotobiografia de Eduardo Lourenço” (da autoria de Maria Manuel Baptista, Manuela Cruzeiro e Fernanda de Castro) e “Eduardo Lourenço – Uma Geopolítica do Pensamento” (da autoria de Margarida Calafate Ribeiro e Roberto Vecchi). O Teatro Municipal da Guarda acolherá o concerto “In Memoriam de Eduardo Lourenço”.

O programa das comemorações, coordenado pela Câmara Municipal da Guarda e pelo CEI, irá prolongar-se até 23 de maio de 2024.

Eduardo Lourenço nasceu em 23 de maio de 1923, em São Pedro do Rio Seco, distrito da Guarda, e morreu em Lisboa, em 01 de dezembro de 2020, com 97 anos.

Detido duas vezes durante concertos dos Coldplay (e com 155 mil euros)

Numa das vezes, o homem fez-se passar por membro do staff. Noutra, foi apanhado a vender artigos contrafeitos.

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) deteve, ao longo dos últimos meses, 32 pessoas pelo crime de venda irregular de bilhetes para os concertos dos Coldplay.

Num comunicado, esta segunda-feira, os inspetores revelaram que, no total, apreenderam 56 bilhetes que estavam a ser comercializados nas redes sociais a preços muito acima do seu valor facial.

Só nos dias dos concertos, de 17 a 21 de maio, foram apreendidos 35 bilhetes e detidos 18 pessoas pelo crime de especulação na venda dos bilhetes comercializados “que atingiam margens líquidas especuladas entre os 305 e os 325 euros”, por bilhete.

Todos os detidos foram presentes às autoridades judiciárias, tendo sido aplicadas várias medidas de suspensão provisória do processo que variaram entre os 4 e os 10 meses e/ou pagamento de injunções entre valores de 300 a 600 euros.

No dia 18 de maio, as autoridades detiveram também um homem que tinha na sua posse uma credencial falsa e, como tal, fazia-se passar por elemento do staff dos Coldplay. Com esta documentação falsa, procedeu à venda de vários documentos de acesso, tendo sido apreendidas três credenciais e quatro pulseiras usadas.

Além de se encontrar em situação irregular em Portugal, o homem vai ser acusado da prática dos crimes de falsificação de documento, usurpação de funções e burla contra a entidade organizadora, tendo sido presente à autoridade judiciária, que decidiu pela suspensão provisória do processo.

Contudo, dois dias depois, a 20 de maio, o mesmo homem foi detido pela ASAE, junto com outro suspeito, por estarem a vender artigos têxteis contrafeitos na via pública. Foram-lhes apreendidos 169 artigos e 155 mil euros em dinheiro.

Barragens do Cabril e Castelo de Bode com capacidade acima de 80%

As barragens do Cabril e de Castelo Bode, no rio Zêzere, estão com capacidade acima de 80%, em situação melhor do que há um ano, disse hoje o vice-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado.

Hoje, a barragem do Cabril, no Zêzere, está com 83% da sua capacidade máxima, sendo que o ano passado, por esta altura, estava a 34%”, afirmou Pimenta Machado, adiantando que Castelo de Bode, que também faz parte da bacia do Zêzere, “hoje está com 87% e o ano passado estava cerca de 60%”.

À margem da sessão de apresentação de investimentos da Empresa Intermunicipal de Ambiente do Pinhal Interior em Figueiró dos Vinhos (Leiria), Pimenta Machado reconheceu que este ano a situação é “muito melhor do que o ano passado”, mas defendeu a necessidade de preparar sempre “os territórios para aquilo que são os sinais futuros”.

“[Os estudos] dizem duas coisas muito claras: vamos ter menos água, vamos ter menos precipitação”, declarou, explicando que o roteiro de adaptação às alterações climáticas refere que, “por cada 10 anos, sete serão secos”.

Segundo o vice-presidente da APA, “dos últimos 20 anos, dos 10 anos mais secos, seis foram depois do ano 2000”.

Assinalou ainda que “há uma redução da precipitação em cerca de 15 a 20%”, pelo que é a este cenário que todos se têm de adaptar.

“É muito positiva a situação este ano (…). Este ano estamos muito melhor do que o ano passado, diria que estamos tranquilos, claramente tranquilos”, adiantou, esclarecendo que em dezembro e janeiro houve “eventos de precipitação”.

Seguiu-se “um fevereiro muito seco, um março muito seco, um abril também, para além de ser seco, muito quente”, sendo que “quando a temperatura aumenta, aumenta a evaporação e aumenta o consumo de água”.

“Temos de adaptar o sistema a essa nova realidade”, segundo a qual “a chuva que vem, vem em curtos períodos de tempo, eventos extremos”, e vão ocorrer “longos períodos de ausência de precipitação”, adiantou o vice-presidente da APA.

A situação de seca meteorológica agravou-se em Portugal continental no mês de abril, estando 89% do território continental em seca, 34% da qual em seca severa e extrema, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

De acordo com o último boletim climatológico do IPMA, verificou-se no fim de abril um aumento significativo da área e da intensidade em seca meteorológica, destacando-se a região Nordeste na classe de seca moderada e na região sul os distritos de Setúbal, Évora, Beja e Faro nas classes de seca severa a extrema.

No fim do mês passado, 33,2% do território estava em seca moderada, 22% em seca fraca, 19,9% em seca severa, 14,1% em seca extrema e 10,8% normal.

Em abril do ano passado, todo o território de Portugal continental já estava em situação de seca, a maior parte em seca moderada (87,2%).

Os dados do boletim indicam que no mês de abril o total de precipitação (18,2 milímetros) foi muito inferior ao valor médio (23%), sendo o 3.º abril mais seco desde 1931.

No que diz respeito à percentagem de água no solo, o instituto referiu que houve uma diminuição muito significativa da percentagem em todo o território.

O IPMA adiantou também que o mês de abril classificou-se como muito quente em relação à temperatura do ar e extremamente seco em relação à precipitação.

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