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Autarca de Anadia alerta Governo para impacto negativo da “alta velocidade” na vinha

O Centro de Alto Rendimento de Anadia, em Sangalhos, foi o “palco” escolhido pela Revista Grandes Escolhas para a entrega dos “Prémios Grandes Escolhas”. A iniciativa, que visa distinguir os melhores vinhos, bem como empresas, profissionais e instituições na área de vinhos e gastronomia, em Portugal, contou com a presença de cerca de um milhar de pessoas, tendo decorrido no passado dia 3 de março. O evento foi presidido pela Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, e pela Presidente da Câmara Municipal de Anadia, Maria Teresa Cardoso.

Na ocasião, Maria Teresa Cardoso deu as boas vindas a todos os presentes, com destaque para a presença da Ministra da Agricultura. Endereçou também os parabéns à Revista Grandes Escolhas por, uma vez mais, ter escolhido Anadia para a entrega dos galardões que distinguem os melhores vinhos nacionais, assim como aos produtores/vitivinicultores concelhios que foram premiados na Gala pela excelência dos seus vinhos.

Aproveitando a presença da Ministra da Agricultura, a autarca anadiense reiterou as “preocupações” do Município e as “apreensões dos agentes locais”, face ao traçado da futura Linha de Alta Velocidade que atravessará o concelho, “causando um impacto considerável, nomeadamente na mancha vitivinícola, comprometendo assim, em certa medida, o próprio desenvolvimento económico do concelho”.

Maria Teresa Cardoso apelou à sensibilidade da Ministra da Agricultura para esta preocupação municipal, na expetativa que a transmita aos restantes membros do Governo, nomeadamente ao Ministro que tutela as Infraestruturas e ao Primeiro-Ministro.

O vice-presidente da Câmara de Anadia, Jorge Sampaio, teve ainda a oportunidade de apresentar o concelho de Anadia realçando o enquadramento geográfico entre dois polos urbanos (Aveiro e Coimbra), bem como da região da Bairrada, destacando  a importância da sua proximidade e ligação ao mar e à serra, dos produtos endógenos que a diferenciam, das suas paisagens, cultura, gastronomia e vinhos, e, por conseguinte, da sua importância estratégica para o desenvolvimento agrícola, económico e turístico da região. 

Mulher atropelada na passadeira em frente à Câmara de São João da Madeira

Ao que o Comando Distrital de Operações de Socorro do Porto confirmou à TVC, “a vítima sofreu ferimentos ligeiros e foi transportada a uma unidade hospitalar

Uma mulher foi atropelada na passadeira, esta segunda-feira à tarde, na Avenida da Liberdade, em frente à Câmara Municipal de São João da Madeira, distrito de Aveiro.

O alerta foi dado às 17h33 e no local estiveram os Bombeiros Voluntários de S. João da Madeira, uma Ambulância de Suporte Imediato de Vida de Oliveira de Azeméis e a Polícia de Segurança Pública (PSP).

Creche ilegal encerrada na Feira. Casal suspeito de maus-tratos

Creche estava localizada em Santa Maria da Feira, distrito de Aveiro, e era frequentada por 13 crianças, entre os 5 meses e os 6 anos.

A Guarda Nacional Republicana (GNR), através do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE) de São João da Madeira, constituiu arguidos, no passado dia 2 de março, um homem, de 74 anos, e uma mulher, de 68, por exercerem a atividade ilegal de creche residencial e por maus-tratos a menores.

Em comunicado, esta terça-feira, a força de segurança explica que, no âmbito de uma investigação por maus-tratos a menores, “foi apurado que os suspeitos detinham uma creche ilegal, frequentada por 13 crianças com idades compreendidas entre os 5 meses e os 6 anos, consideradas em risco”. 

No decorrer das diligências policiais, foi dado cumprimento a um mandado de busca domiciliária que culminou na apreensão de diversos géneros alimentícios fora de validade, um medicamento não sujeito a receita médica fora de validade, um saco com diversas pastilhas de veneno para roedores, uma ratoeira e diversos documentos fiscais, revela a GNR na mesma nota.

As crianças “foram retiradas da habitação e entregues aos seus progenitores, sendo sinalizadas junto da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Santa Maria da Feira”.

Intervenção psicológica criada pela Universidade de Coimbra revela impacto positivo na depressão pós-parto

O programa de intervenção psicológica online “Be a Mom”, destinado à prevenção da depressão pós-parto e à promoção da saúde mental materna, demonstrou ter impactos positivos na vida das cerca de 1500 mulheres que participaram no estudo randomizado de avaliação da eficácia.

Desenvolvido por uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC), liderada por Ana Fonseca e Maria Cristina Canavarro, o programa revelou ter impactos positivos na regulação emocional e na autocompaixão em mulheres que apresentavam maior risco para desenvolver depressão pós-parto, reduzindo a sintomatologia depressiva e ansiosa, tendo também impactado positivamente a saúde mental em mães com menor propensão para a depressão pós-parto.

Esta ferramenta de intervenção psicológica «tem como objetivo central reduzir os sintomas depressivos das mulheres depois de se tornarem mães, promovendo a saúde mental materna no pós-parto, uma vez que sabemos que promover a saúde mental nas mães também se reflete positivamente no desenvolvimento e bem-estar da criança», contextualiza a psicóloga clínica e investigadora da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC) e do Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental (CINEICC), Ana Fonseca.

«Os dados internacionais sugerem que a depressão pós-parto afeta uma em cada sete mulheres e, para responder a este problema de saúde pública, é necessário que existam intervenções efetivas que estejam acessíveis para todas as mulheres e, neste caso, as ferramentas online são de grande importância», explica a investigadora da Universidade de Coimbra.

Embora algumas mulheres «tenham fatores de risco que as colocam numa posição mais vulnerável para o desenvolvimento de depressão pós-parto, é um problema de saúde mental que pode afetar qualquer mulher durante a maternidade; além disso, mesmo aquelas que não desenvolvem este quadro clínico podem beneficiar de um conjunto de estratégias para promover a sua saúde mental e o seu bem-estar neste período», explica a também investigadora principal do estudo. Neste sentido, o projeto envolveu dois grupos: mulheres que apresentavam mais fatores de risco (como ter pouco apoio social, ter história prévia de depressão ou ansiedade, ou ter existido alguma complicação de saúde durante a gravidez/parto ou com o bebé) e mulheres que demonstravam menores fatores de risco para o desenvolvimento de depressão pós-parto.

O primeiro grupo, composto por 1053 mulheres com fatores de risco, foi dividido em dois subgrupos, um integrado por mulheres que utilizaram o “Be a Mom” e outro composto por mulheres que não fizeram uso do programa (grupo de controlo).

As 542 utilizadoras do programa «apresentaram uma redução significativa de sintomas de ansiedade e de depressão durante e após a utilização do programa, bem como uma melhoria significativa na sua capacidade de regulação emocional, na flexibilidade psicológica e na autocompaixão – estes são processos psicológicos importantes cuja promoção se associou à redução dos sintomas de depressão e ansiedade neste grupo», destaca Ana Fonseca.

Quanto às 511 mulheres que não utilizaram o “Be a Mom”, «as mudanças da sintomatologia depressiva foram pequenas ou, em alguns casos, inexistentes, tendo revelado apenas melhorias na autocompaixão, embora cerca de cinco vezes menos quando comparado com as utilizadoras do “Be a Mom”», avança a investigadora.

No grupo composto por mulheres com menos fatores de risco para a depressão pós-parto participaram 367 mulheres e foram também divididas em subgrupos de utilizadoras e de não utilizadoras do “Be a Mom”. No caso das utilizadoras, «191 reportaram um grande aumento na saúde mental positiva (entendida como bem-estar psicológico e social, satisfação com a vida)», enquanto que apenas 9% das participantes que não usaram o programa apresentaram melhorias na saúde mental», elucida Ana Fonseca.

Na avaliação feita pelas participantes que utilizaram o programa, foi possível constatar que «85% das participantes recomendariam o programa a outras mulheres e que 76,5% das mulheres voltaria a utilizar o “Be a Mom”, se necessário», acrescenta a psicóloga clínica.

O “Be a Mom” (https://beamom.pt/) é um programa autoguiado, composto por cinco módulos (mudanças na maternidade e emoções; pensamentos; valores e relações com os outros; relação de casal; sinais de alerta e balanço final) e conta também com informação psicoeducativa em diferentes formatos e com exercícios personalizados. Em 2021, uma empresa dos Estados Unidos da América na área da saúde digital (a Curio Digital Therapeutics) fez um acordo de licenciamento com a Universidade de Coimbra, «tendo adaptado o conteúdo do programa “Be a Mom” para comercialização nos EUA, o que demonstra também o impacto dos resultados alcançados neste projeto», destaca Ana Fonseca.

Na próxima sexta-feira, dia 10 de março, entre as 09h30 e as 13h30, vai decorrer o encontro final do projeto para a apresentação e discussão dos principais resultados do programa “Be a Mom”. A sessão vai decorrer online.

Esta intervenção online foi criada no âmbito do projeto de investigação “Be a Mom Trial – um programa de intervenção psicológica online para promover a saúde mental materna: resultados de eficácia e compreensão de mecanismos de mudança em mulheres de alto-risco e de baixo-risco para depressão pós-parto”, financiado pelo Centro 2020 e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. O projeto contou ainda com a colaboração de uma empresa na área da tecnologia, sediada em Coimbra, a Redlight Software. Além das investigadoras principais do projeto (Ana Fonseca e Maria Cristina Canavarro), a equipa foi constituída por outros investigadores e psicólogos clínicos (Anabela Araújo-Pedrosa, Carlos Carona, Fabiana Monteiro e Marco Pereira).

Politécnico de Coimbra recebe selo de excelência em alimentação saudável

O Politécnico de Coimbra recebeu o Selo de Excelência “Alimentação Saudável no Ensino Superior”, atribuído pela Direção-Geral da Saúde (DGS), no passado dia 3 de março.

A Vice-Presidente do IPC, Ana Ferreira, recebeu o prémio das mãos da secretária de Estado da Promoção da Saúde, Margarida Tavares, da diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, e da diretora do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, Maria João Gregório, que pretende distinguir as instituições de ensino superior que promovam uma alimentação saudável.

Para a responsável, a candidatura do Politécnico de Coimbra, da responsabilidade do Serviço de Saúde Ocupacional e Ambiental e da Unidade de Alimentação e Nutrição dos SASIPC, referente a todas as Cantinas e Cafetarias, “reflete o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no sentido de melhorar os hábitos alimentares da comunidade académica”. 

Alguns exemplos deste trabalho desenvolvido no IPC são a disponibilização de opções mais saudáveis nas cantinas e cafetarias, o aumento da oferta e diversidade dos produtos hortícolas como acompanhamento das refeições servidas nas cantinas, o aumento da oferta de leguminosas nas refeições, a disponibilização de água nos espaços de utilização comum, bem como a promoção de campanhas e ações de sensibilização para a promoção da alimentação saudável da comunidade académica.

Esta distinção é fruto de uma candidatura realizada pelo IPC no âmbito do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS) e da Estratégia Integrada para a Promoção da Alimentação Saudável (EIPAS).

Segundo a organização, trata-se de uma iniciativa pioneira a nível europeu e que resulta da experiência desenvolvida na DGS e na estratégia alimentar nacional nos últimos anos. Para a atribuição do selo, as Instituições de Ensino Superior devem cumprir e implementar um conjunto de critérios, tendo por base dois objetivos principais: facilitar a disponibilidade e o acesso a opções alimentares mais saudáveis nos espaços da instituição e aumentar a literacia da comunidade académica na área da alimentação saudável.

“O Governo deve descentralizar serviços pelo país. Retiraria pressão sobre a habitação nos grandes centros e combateria a desertificação” (entrevista ao Correio da Beira Serra)

O empresário Fernando Tavares Pereira acredita que o Governo poderia transformar a actual crise na habitação numa oportunidade para combater a desertificação. O líder do Grupo TAVFER defende a descentralização pelo país dos serviços concentrados sobretudo em Lisboa, levando população para o interior e aliviando a pressão sobre a habitação nos grandes centros. Muito critico em relação aos políticos do interior, este empresário considera que quem é eleito deve abraçar uma causa, defender quem o elegeu, sem esquecer o país como um todo. “É preciso um projecto estruturante que faça do interior uma área atractiva para quem investe e para quem trabalha, com incentivos fiscais para as empresas e para as pessoas”, insiste em entrevista ao Correio da Beira Serra, sem esquecer o problemas da ausência vias de comunicação na região da Serra da Estrela há muito prometidas, mas que teimam em não sair do papel. Fala também do problema do aumento dos juros que no seu problema pode “esmagar” empresas que já vivem nos seus limites com os custos da interioridade. “Este aumento das taxas de juro, repito, pode ser uma sentença de morte para algumas das empresas que por aqui vão resistindo contra tudo e contra todos”, explica.

CBS – No final da visita que realizou durante uma semana ao distrito da Guarda, Luís Montenegro defendeu que a representatividade das regiões do interior na Assembleia da República deveria aumentar. Defendeu que a mesma fosse calculada em função do território. Seria uma medida positiva?

Fernando Tavares Pereira  Claro. Felizmente há políticos nacionais que começam a interessar-se pelo interior do país, coisa que não tenho visto aos políticos da nossa região. Rui Rio também já tinha dito que os territórios de baixa densidade deveriam receber mais investimento. Luís Montenegro está alinhado com essa ideia. É bom. Defender uma maior representatividade dos distritos do interior na Assembleia da República, em função do território, é um sinal extremamente positivo. É necessário que o interior tenha uma nova vida e meios para travar a desertificação. Repare que onde há uns anos havia 300 mil pessoas, hoje existem 150 mil e daqui a dez anos haverá 75 mil. É insuportável. Mesmo para o litoral. A defesa desta medida, que visa aumentar a representatividade na AR, deve envergonhar os políticos eleitos pelo interior que nunca fizeram nada nesse sentido.

Estas visitas aos distritos do interior têm dado uma perspectiva mais real do país ao líder social-democrata?

Penso que absorveu aquilo que são os problemas e anseios destas gentes. Viu o abandono a que foram votadas estas regiões nas últimas décadas e a falta de respeito para com quem cá vive. Esta população não tem culpa. O defeito começa nos políticos destes distritos que parecem ter sido eleitos apenas para baterem palmas no Parlamento. E também pelos políticos nacionais que olham para o interior como uma forma de ir buscar dinheiro à Europa para investir no litoral. Luís Montenegro já se apercebeu que o país tem aqui um grande problema que é mau para o interior e para o litoral.

Qual a fórmula que defende para amenizar estas assimetrias?

Sei que podem considerar que me estou a repetir. Mas a desertificação de vários distritos do país é demasiado grave para ser relegada, como tem sido, para segundo plano. Têm de existir incentivos para investimentos a partir de 50 quilómetros do litoral para o interior. Nos últimos 50 anos apenas houve investimento nos territórios de baixa densidade durante dez anos. Nos restantes 40 só existiu o litoral. Agora é preciso um projecto estruturante que faça do interior uma área atractiva para quem investe e para quem trabalha, com incentivos fiscais para as empresas e para as pessoas. É muito positivo que o líder da oposição e candidato a Primeiro-ministro comece a ganhar consciência desta realidade. Rui Rio bateu-se por isso, mas ninguém o ouviu.

É preciso também não esquecer que necessitamos de investimento na agricultura e na floresta. Estas áreas fazem parte do quotidiano das pessoas. O investimento nestes sectores da economia permitiria retirar dividendos directos e também realizar uma poupança significativa com a consequente prevenção dos incêndios.

Acredita que se houvesse união entre aqueles que ocupam cargos políticos nas autarquias desta região e aqueles que foram eleitos para a Assembleia da República, poderíamos ter um país com menos assimetrias?

Não é preciso inventar nada. Já falei várias vezes no exemplo da Catalunha que se desenvolveu a um ritmo muito superior ao da restante Espanha. Por uma razão simples: os deputados catalães, independentemente das cores políticas, defenderam sempre uma causa comum: a Catalunha. Em Portugal, os nossos deputados, que já são poucos, depois de serem eleitos nunca mais se lembram de quem cá está. Isto faz toda a diferença. Conheci a Catalunha no passado e conheço-a actualmente. Tem um elevado desenvolvimento comercial, industrial e empresarial. Teve união política. É um exemplo a seguir. Os nossos deputados têm a sua orientação política, mas acima de tudo deveriam ter as suas causas que é defender a Serra, o interior e fazer força para que sejamos vistos como gente de primeira e não de segunda. Toda a gente conhece a minha cor política, mas se tivesse no Parlamento os interesses políticos nunca se sobreporiam à defesa dos interesses da população que me tivesse elegido. Isto sem esquecer o país como um todo.

Como é que vê o actual problema que se tem colocado em termos de habitação?

O problema é a concentração nos grandes centros urbanos. O Estado tem de repartir por todo o país os serviços públicos que estão centralizados em Lisboa e, menos, no Porto. Se isso fosse feito, parte da população seria distribuída pelo território. Porque este problema é também um reflexo da desertificação do interior, dos serviços que vão encerrando e da concentração no litoral. Por aqui temos inúmeras casas abandonadas que poderiam ser aproveitadas para arrendamento de baixo custo. Não é necessária esta corrida desenfreada à construção. Não se pode tirar a casa a quem poupou dinheiro durante uma vida. Há milhares de casas devolutas no interior que poderiam reabilitadas. Resolvia parte do problema e dinamizava este território desertificado.

Ninguém apresentou essa solução…

Porque para isto ser uma realidade seria necessário que quem está no poder tivesse uma visão do país como um todo. E a deslocação de alguns serviços públicos para o interior, de resto, não seria uma novidade, porque é uma promessa antiga que nunca viu a luz do dia. A juntar a isto, entre outras, deveriam aplicar, insisto, medidas de majoração no IRS das pessoas e no IRC das empresas que escolham os territórios de baixa densidade. Mas o Estado tem de dar o exemplo. A descentralização teria ainda a vantagem de voltar a dar vida às nossas aldeias que podem oferecer uma excelente qualidade de vida às pessoas.

A ausência da construção da rede rodoviária que está prevista e teima em não sair do papel tem merecido muitas críticas da sua parte. Mas aquando da recente proposta do PCP, que previa a conclusão do IC6 até à Covilhã, o PS chumbou essa iniciativa e um deputado da região disse mesmo que construir a via até à Covilhã era actualmente inviável…

Se esse deputado diz que é inviável para que é que fizeram o projecto? Foi para gastar dinheiro? O problema é mesmo esse: gasta-se dinheiro em projectos e a obras não andam. É o país e os políticos que temos. Mas esse deputado, especificamente, fica-lhe muito mal dizer isso, uma vez que fez várias ameaças para obrigar à construção dessa via. Disse que se demitia da Câmara se não fizessem o IC6 e IC7. Que não se candidatava. A verdade é que não se demitiu, candidatou-se e as obras não avançaram um metro. Agora como deputado devia abraçar essa causa, mas não tem coragem para o fazer. Prefere dizer que o líder do PSD disse em Oliveira do Hospital que se fosse poder não fazia o IC6. É mentira. Eu estava lá e em nenhum momento disse isso. Mas tudo serve para desviar as atenções.

O traçado está feito. Coloquem-no em prática e avancem com o pedido de projecto. A desculpa de que o projecto não está feito é desculpa de mau pagador. Andamos de desculpa em desculpa. A última era que seriam necessárias as verbas do leilão do 5G. Pois bem, o leilão já se realizou e o IC 6 não aumentou um centímetro.

Pelo que diz dá a entender que o IC6 e IC7 já poderiam estar construídos?

Há muitos anos. Será que os políticos não vêem que não temos como sair daqui? Para ir de Oliveira do Hospital para o Sul da Serra da Estrela demoramos 1h30. Para nos deslocarmos para Celorico da Beira demoramos também mais de uma hora. Depois temos os radares para apanhar quem supera os 50 quilómetros por hora. E vão fazer o IC31? Para quê? E nós aqui, somos portugueses de terceira? É uma vergonha. Lamento que os deputados destes distritos não se juntem e exijam a obra. Com o dinheiro que já se gastou só em projectos, o IC6 já tinha chegado a Seia. Esse senhor deputado diz que o PSD não fez nada. Devias saber que quem começou o IC6 foi o PSD. Esse senhor devia ter sido coerente e ter-se demitido da Câmara como prometera e falar com outros colegas para agirem em conjunto. Mas não fez nada. Não é para todos.

O presidente da CM de Viseu defendeu que seria imperdoável que o Governo construísse o IC31 com perfil de auto-estrada, esquecendo o IP3…

O IP3 é repará-la e fazer duas faixas para cada lado. Não seria um investimento demasiado elevado. Com o dinheiro que tem sido gasto em projectos e reparações já teríamos a auto-estrada, menos mortes, menos acidentes e uma via que facilitaria o desenvolvimento. O problema é a falta de vontade política. Não temos votos, não temos deputados e os que temos não têm a coragem de se juntar, independentemente da sua cor política, e lutar pelas suas regiões. Estão acomodados.

O PS chumbou também, recentemente, propostas de redução e mesmo de abolição das portagens nas ex-Scuts …

É mais um dado que demonstra o sentido de responsabilidade desta gente. Como é que alguém que é eleito para defender os interesses de região pode votar contra uma medida que visa apenas repor alguma justiça e facilitar a mobilidade desta gente e retirar custos às empresas. Aliás, as Scuts nunca deviam ser portajadas. Mas pelos vistos, os deputados, que elegemos pela nossa região, acham que devemos continuar a pagar e que as nossas empresas devem suportar esse custo acrescido. Como é que os deputados socialistas do interior, da Guarda, Castelo Branco, círculo eleitoral que elegeu a ministra da Coesão Territorial, ou Viseu vão justificar este chumbo perante os seus eleitores? O que é que se pode dizer perante isto?

Tem falado também soluções para amenizar o impacto do aumento das taxas de juro. Teme mesmo que muitas empresas do interior não resistam a estas subidas?

Se nada for feito, haverá empresas nesta região que não vão conseguir absorver esses novos encargos e vão ser esmagadas. Este aumento das taxas de juro, repito, pode ser uma sentença de morte para algumas das empresas que por aqui vão resistindo contra tudo e contra todos…. Tenho falado muito nisso, mas não vejo os políticos muito preocupados. Talvez venham a acordar demasiado tarde. Quando os desempregados começarem a aparecerem perto das suas portas.

Que medidas defende para superar este problema?

Uma muito simples. Bastaria levar os bancos a estender o prazo de amortização em um ou dois anos, conforme as necessidades, o que permitiria às empresas manterem uma prestação semelhante àquela que têm hoje. Não iria prejudicar nem a banca, nem o Estado. E os encargos das empresas com essa medida seriam diluídos no tempo. Além disso, não podemos esquecer que temos uma inflação que não sabemos quando irá terminar. É preciso tomar medidas.

Padre de Ervedosa do Douro em estado grave após ser atingido na cabeça por arma de fogo

O padre de Ervedosa do Douro, no concelho de São João da Pesqueira, está em estado grave nos cuidados intensivos do Centro Hospitalar Tondela-Viseu. Luís Seixeira, pároco naquela localidade há mais de 10 anos, é natural de Ferreirim (Sernancelhe) e é também capelão do Exército, em Lamego e Vila Real.

O padre, de 53 anos, foi atingido por uma arma de fogo na cabeça, estando neste momento a ser investigadas as circunstâncias em que terá ocorrido o disparo. O acidente aconteceu em Penedono.

Em Ervedosa do Douro a notícia foi recebida com surpresa e consternação. Ao Jornal do Centro alguns paroquianos falam num padre “bom, simpático e sempre disponível”.

“Quando soubemos que ele estava em estado muito grave no hospital ficámos em choque. Foi sempre um padre disponível para os paroquianos”, disse um dos paroquianos ouvidos pelo Jornal do Centro.

Contactada, a Diocese de Lamego não prestou declarações.

Coimbra. Homem de 23 anos arrombou casa para “se abrigar do frio”

Aconteceu, na sexta-feira, na Avenida Fernão de Magalhães.

Um homem de 23 anos foi detido por “violação de domicílio” na Avenida Fernão de Magalhães, em Coimbra, na sexta-feira.

De acordo com a nota da Polícia de Segurança Pública ao que a TVC teve acesso esta segunda-feira, o suspeito “ao ser questionado se a residência lhe pertencia ou se tinha autorização do proprietário para permanecer ali, declarou que não, que entrou para se abrigar do frio”.

Os polícias verificaram que a porta da entrada do prédio e a da entrada da habitação tinham sido arrombadas.

A finta de Rony Lopes que está a deixar os franceses em delírio

Médio português com momento de inspiração frente ao AS Monaco.

Rony Lopes, médio português, esteve em destaque no empate do Troyes diante do AS Monaco (2-2), em jogo da Ligue 1 disputado na manhã de domingo. O antigo jogador do Manchester City assinou uma finta que depressa se tornou viral nas redes sociais e que deixou os franceses em… delírio. 

II Liga: Académico Viseu-Estrela da Amadora bate recorde de assistência

Duelo entre candidatos à subida terminou em empate e contou com quase cinco mil espetadores nas bancadas do Fontelo.

O duelo entre Académico de Viseu e Estrela da Amadora (1-1), disputado na tarde de domingo, foi o encontro mais mais espectadores na II Liga na presente temporada, segundo os dados oficiais da Liga. Com um total de 4.657 adeptos presentes no Estádio do Fontelo, o confronto entre candidatos à subida ultrapassou o jogo entre Farense e Benfica B (5-2), disputado no passado dia 15 de janeiro, que contou com 4.655. 

A ‘enchente’ no Fontelo também é reflexo da boa temporada protagonizada pela equipa beirã, que ocupa o quarto lugar da tabela classificativa ao cabo de 23 jornadas. 

Com 39 pontos, o Académico está a apenas dois pontos do Farense, que é terceiro classificado, e a três do Estrela, adversário de ontem. Na liderança isolada segue o Moreirense, com 53 pontos. 

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