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Lisboa. Dois mortos e 14 feridos em incêndio em prédio na Mouraria

Fogo deflagrou no rés-do-chão de um edifício da Rua do Terreirinho. Feridos foram encaminhados para os Hospitais de São José e Santa Maria.

Duas pessoas morreram e outras dez ficaram feridas na sequência de um incêndio que deflagrou, na noite deste sábado, no rés-do-chão de um prédio da Rua do Terreirinho, na Mouraria, soube a TVC unto do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa. 

Cerca das 21h40, o fogo já se encontrava “extinto”, avançou ainda a mesma fonte. O edifício foi evacuado.

Os feridos foram encaminhados para os Hospitais de São José e Santa Maria, ambos em Lisboa.

Em declarações aos jornalistas, no local do incêndio, pelas 22h30, o Comandante Tiago Lopes, do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa avançou que “temos a lamentar 14 vítimas, mais duas vítimas mortais”. Os feridos ocorreram por “inalação de fumo”.

Quatro dos feridos “são crianças”, que foram para o Hospital da Estefânia.

No local estiveram 50 operacionais – dos Bombeiros, Polícia de Segurança Pública e INEM -, apoiados por 20 viaturas.

O fogo está em “fase de rescaldo” e as causas deste ainda não são conhecidas.

O alerta foi dado pelas 20h35. 

Operação Policial nas Caldas da Rainha faz 4 detidos. Droga apreendida

Esta operação teve, essencialmente, um duplo objetivo: prevenir a criminalidade violenta e grave ou organizada e aumentar o sentimento de segurança na população, pode ler-se na nota. 

O Comando Distrital de Leiria da Polícia de Segurança Pública (PSP), através da Divisão Policial de Caldas da Rainha, na passada noite e madrugada, desenvolveu no terreno uma Operação Policial para deter “grupos de risco que
habitualmente frequentam artérias e estabelecimentos de bebidas no centro da cidade de Caldas da Rainha”, refere um comunicado a que a TVC teve acesso.

Esta operação teve, essencialmente, um duplo objetivo: prevenir a criminalidade violenta e grave ou organizada e  aumentar o sentimento de segurança na população, pode ler-se na nota. 

Assim, tratou-se de uma Operação Especial de Prevenção Criminal, com “enquadramento legal no regime jurídico das armas e munições e contou com o empenho de várias valências, nomeadamente da investigação criminal e fiscalização policial, de trânsito, patrulha e intervenção rápida”.

No decurso da referida operação foram detidos quatro homens, com idades compreendidas entre os 21 e os 28 anos de idade, pelos crimes de tráfico de droga, posse de arma proibida, condução em estado de embriaguez, resultando ainda na apreensão de diverso estupefaciente: liamba, haxixe, ecstasy, cocaína e anfetaminas.

Além destes resultados foi ainda apreendido estupefaciente a cinco homens, no âmbito do regime contraordenacional de posse para consumo.

Foram também elaborados 17 autos de contra-ordenação por infrações rodoviárias; no âmbito do regime jurídico da segurança privada; no âmbito do regime jurídico que define as medidas de segurança obrigatórias em
estabelecimentos de restauração ou de bebidas que disponham de salas ou espaços destinados a dança, ou onde habitualmente se dance.

Com esta operação policial, refere ainda a missiva, o Comando Distrital de Leiria “acredita ter reforçado a tranquilidade pública da comunidade residente e que diariamente protege”.

Megaoperação da PSP. Oito adeptos do Benfica ficam em prisão preventiva

Oito dos 13 membros ligados à claque do Benfica, No Name Boys’, que foram detidos numa megaoperação da Polícia de Segurança Pública (PSP), na passada quarta-feira, ficam em prisão preventiva, avança a CNN.

“Continuo a achar, e vou plasmar isso no meu recurso, que os indícios são manifestamente insuficientes para uma medida destas”, disse hoje um dos advogados, Bruno Carrêlo Mota, à saída do Campus de Justiça, salientando que os adeptos que representa “ficaram todos em prisão preventiva”.

Outros advogados disseram também aos jornalistas que pretendem recorrer desta decisão, que consideram “desproporcional” e com base “em poucos elementos”.

“O que é dado a conhecer aos advogados torna estas medidas — oito presos preventivos — totalmente desadequado, injusto, desproporcional para os elementos que os advogados viram, e muito menos por [colocar] todos [os detidos] no mesmo saco”, considerou a advogada Ana Antunes, considerando que os arguidos foram colocados no local do crime com base em “declarações de um ofendido” e sem outras provas.

De acordo com a informação enviada pelo presidente da comarca de Lisboa, através do Conselho Superior da Magistratura (CSM), foi determinado que os oito arguidos aguardassem o desenvolvimento do processo em prisão preventiva por “existir perigo de continuação da atividade criminosa e de perturbação do decurso do inquérito”.

Outros cinco arguidos vão aguardar em liberdade, sujeitos a termo de identidade e residência e obrigação de se apresentarem diariamente às autoridades da sua área de residência, proibição de contactarem, pessoalmente ou por interposta pessoa, com os outros arguidos e com as vítimas e testemunhas, assim como com outros elementos dos ‘No Name Boys’. Estão ainda proibidos de se deslocarem a qualquer complexo desportivo e às suas imediações, segundo a mesma fonte.

Recorde-se que  30 pessoas  entre os 18 e os 47 anos de idade foram detidas, esta quarta-feira, pelo Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública (PSP), através da Divisão de Investigação Criminal, devido a vários episódios de violência em Lisboa e outras zonas da área metropolitana relacionados com claques desportivas.

Sublinhe-se que, tal como o Notícias ao Minuto já havia noticiado, esta quarta-feira, a PSP, através do Comando Metropolitano de Lisboa, deu cumprimento a “29 mandados de detenção emitidos por autoridade judiciária, bem como a 30 mandados de buscas domiciliárias, na área da Grande Lisboa e margem sul do Tejo”.  Foi ainda detido um suspeito em flagrante delito “na posse de uma arma proibida, tratando-se de uma arma de fogo”.

Em causa está o movimento ‘Casual’, ligado ao fenómeno desportivo. A operação foi promovida em articulação com a 11.ª Secção do DIAP de Lisboa e “foi suportada nas diligências de investigação produzidas no decurso dos inquéritos, visando dois grupos afetos ao movimento dos ‘casuais’, com adeptos do Sporting Clube de Portugal e do Sport Lisboa e Benfica”.

A ação resultou na detenção de “30 indivíduos” e na apreensão de três armas de fogo,” na qual se inclui uma pistola de 9mm e 755 munições de variados calibres”, várias armas brancas e armas artesanais, diverso material pirotécnico, como petardos, potes de fumo e tochas, 13 artefactos de sinalização marítima, 5840,38 doses individuais de haxixe e 1016,40 doses individuais de heroína.

Na operação foram empenhados “dezenas de operacionais ligados à investigação criminal, apoiados pela componente da polícia técnica forense, núcleo de armas e explosivos e outras valências da PSP de ordem pública”. A operação contou também com o apoio da Guarda Nacional Republicana.

“Nos inquéritos que decorrem e que deram origem a esta operação, são investigados vários factos suscetíveis de configurar os crimes de ofensas à integridade física qualificadas, sobre adeptos e sobre polícias, bem como os crimes de roubos, danos, participação em rixa, ameaças e desobediência de interdição em recintos desportivos”, informa a força de segurança.

Note-se, por fim, que os 16 adeptos do Sporting Clube de Portugal (SCP) detidos, na quarta-feira, na sequência de uma operação relacionada com claques desportivas da Polícia de Segurança Pública (PSP) já foram presentes a tribunal e ficaram em liberdade.

Décio tem novo single com nova editora intitulado “ESTOU AQUI”

Estou Aqui é o novo single do cantor Décio, que habita em Cantanhede, numa nova imagem e também com nova editora.

Está de regresso à editora onde começou a sua carreira (Mundial) lançando hoje o seu primeiro single e já disponível em todas as plataformas digitais.

“Este é o primeiro de um conjunto de temas que estou a produzir, sabendo que mudam a minha carreira, mas também conciente que me apresento numa linha musical muito mais próxima de todos”, explicou Décio à TVC.

Para mais informações das datas disponíveis do artista poderá consultar o site da editora ou ligando (+351) 234 060 771.

Defesa pede absolvição de advogado acusado de ajudar a escapar a multas

A defesa de um advogado de Coimbra acusado de 555 crimes de falsificação para ajudar clientes a escaparem a multas de velocidade pediu hoje a absolvição do seu cliente, realçando a elevada taxa de prescrição dos processos contraordenacionais.

O advogado de 40 anos, com escritórios em Coimbra e Pombal, e com especialização em contraordenações, está a ser julgado por 555 crimes de falsificação, sendo suspeito de “ludibriar” o sistema para os clientes escaparem a coimas por infrações do Código da Estrada.

O arguido cobraria 50 euros pelo serviço em que indicava o seu nome como o condutor infrator das multas passadas aos seus clientes, a maioria empresas, o que obrigava a um novo processo contraordenacional, que, em todos os casos em apreço, acabaram prescritos, por falta de resposta da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

Nas alegações, que decorreram hoje à tarde no Tribunal de Coimbra, o advogado de defesa do arguido, Rui Silva Leal, realçou que o arguido confessou a prática dos factos constantes da acusação, mas questionou se tal se poderá enquadrar num crime de falsificação, questionando o próprio sistema que leva a que haja uma grande taxa de prescrições de multas que são contestadas.

Para a defesa, não havia intenção, por parte do arguido, de obter algum tipo de benefício para si ou prejudicar o Estado.

“Estamos a falar de um advogado que conhece muito bem o que se passa na ANSR e, como o arguido tem carta de condução, se soubesse que haveria possibilidade de ficar sem carta ao pôr o seu nome, não ia agir como agiu, porque, eventualmente teria a carta cassada”, realçou.

Rui Silva Leal sublinhou que o arguido, quando deu o seu nome aquando da receção das multas dos seus clientes, “sabia perfeitamente que não tinha nenhuma chance de vir a perder pontos ou ver cassada a sua carta”.

“O arguido pensou: ‘Não vou perder tempo, acelero o processo administrativo, indico já o meu nome, que isso não tem influência nenhuma, porque quero é rapidamente apresentar contestação”, sustentou, realçando que haveria a “certeza absoluta” no despacho de arquivamento.

Rui Silva Leal apontou para os casos em concreto, em que dos 555, só em 53 é que foi notificado para contestar, e na sua totalidade os processos contraordenacionais prescreveram.

A defesa apoia-se também na própria diretora da Unidade de Fiscalização de Trânsito que não há capacidade para dar resposta aos processos contestados.

“Quem alguma vez foi autuado por excesso de velocidade sabe perfeitamente que, se apresentar uma contestação, prescreve. É sempre assim”, vincou, realçando que a intenção do arguido era, sobretudo, contestar a contraordenação.

O advogado recordou ainda que o Ministério Público e a PJ, neste caso em particular, chegaram a pensar que poderia haver um crime de corrupção e que alguém na ASNR estaria a receber para garantir que os processos prescreviam, “sem se aperceberem que isto é o dia-a-dia da ASNR, que não tem pessoal”.

Apesar de pedir a absolvição, Rui Silva Leal entende que, caso haja algum tipo de condenação, esta deve ser por um crime único e nunca de falsificação de documento — considera que não houve intenção de prejudicar o Estado ou terceiros -, mas de um crime de falsas declarações.

Já a procuradora do Ministério Público pediu a condenação por 554 dos 555 crimes de que o arguido vem acusado, defendendo a absolvição de um desses crimes.

Antes das alegações, quando o arguido se pronunciou, a juíza que preside o coletivo, Ana Gordinho, notou que o advogado parecia “estar convencido de que não lhe ia acontecer nada”.

“O senhor disse que tinha 100% de sucesso neste tipo de contraordenações. Parece-me que há aqui alguma arrogância intelectual, de que achar que nunca o iriam apanhar. Quem faz isto, é como se achasse que nada lhe ia acontecer”, notou.

Dupla que tentou assaltar ourivesaria começa a ser julgada na 2.ª-feira

O Tribunal de Aveiro vai começar a julgar na segunda-feira dois cidadãos estrangeiros suspeitos de terem tentado assaltar uma ourivesaria no centro daquela cidade e sequestrado a funcionária, em abril de 2022.

Os dois homens, de 33 e 50 anos, que se encontram em prisão preventiva, estão acusados de um crime de roubo agravado, na forma tentada, em concurso aparente com um crime de sequestro.

O caso remonta à tarde de 16 de abril de 2022, quando os dois arguidos se dirigiram à ourivesaria Crisálida, na Avenida Lourenço Peixinho, para a assaltar.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), consultada pela Lusa, os arguidos entraram no estabelecimento, onde se encontrava apenas uma funcionária, e começaram a experimentar relógios.

Entretanto, um deles terá agarrado a funcionária pelas costas e colocado um braço à volta do pescoço, imobilizando-a, tendo depois os arguidos arrastado a mesma para a parte mais reservada da loja, acessível apenas aos donos e funcionários, onde lhe amarraram os pés e as mãos e selaram a boca com uma fita adesiva.

Após terem imobilizado e silenciado a ofendida, os arguidos calçaram luvas, fecharam a porta de entrada do estabelecimento e esvaziaram o conteúdo de seis malas que continham diversas peças em prata de lei, com um valor superior a 20 mil euros, para o interior de um saco e das mochilas que traziam.

O MP refere ainda que os arguidos tentaram abrir, sem sucesso, o cofre do estabelecimento, onde se encontravam outros bens de maior valor.

Cerca das 15:40, o gerente chegou ao estabelecimento e, estranhando o facto de a porta ainda estar fechada e ter visto um relógio pousado em cima do balcão, acedeu remotamente às imagens captadas pelo circuito de videovigilância do estabelecimento, tomando assim conhecimento do assalto, pelo que de imediato chamou a PSP, que compareceu no local poucos minutos depois.

Ao ouvir as sirenes dos veículos policiais, os arguidos rodaram as câmaras do sistema de videovigilância, de modo a que não continuassem a captar as imagens da sua atuação.

De seguida, um dos arguidos permaneceu junto à ofendida e o outro percorreu todo o piso superior do estabelecimento, para tentar encontrar uma saída alternativa para fugirem, o que não logrou alcançar.

Ainda de acordo com a investigação, um dos arguidos efetuou três chamadas telefónicas, apelidando o interlocutor de “chefe”, sendo de notar que após o último desses telefonemas, e “aparentando estarem a cumprir ordens superiores”, os assaltantes libertaram a funcionária e, poucos minutos depois, saíram do estabelecimento, tendo sido de imediato detidos pelos agentes da PSP, que ali se encontravam e que tinham montado um perímetro de segurança.

Além destes dois arguidos, as autoridades suspeitam que pelo menos mais dois cidadãos estrangeiros tenham feito parte deste grupo organizado, um dos quais foi intercetado pela GNR uns dias antes do assalto, em Estarreja, quando se encontrava no interior de um carro com matrículas falsas.

Na altura, este indivíduo foi constituído arguido e o veículo em causa foi apreendido, tendo sido encontrados no seu interior objetos ligados à prática de crimes.

Nesse sentido, foi extraída uma certidão para permitir que a investigação continue a decorrer para apurar o envolvimento dos demais suspeitos na prática dos factos.

GNR detém em Seia mulher procurada pelas autoridades francesas

Força de segurança chegou à suspeita após uma denúncia sobre “possível abandono escolar”.

A Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve, esta sexta-feira, no concelho de Seia, uma mulher, de 38 anos, sob a qual pendia um mandado de detenção europeu. 

Em comunicado, a força de segurança explica que chegou à mulher na sequência de uma “denúncia de possível abandono escolar”.

Desta forma, os militares encetaram diversas diligências policiais que permitiram apurar a “localização do aluno” em questão “e do seu encarregado de educação”, a mulher.

“No decurso das diligências, e após identificação do encarregado de educação, foi verificado que pendia um mandado de detenção europeu”, lê-se.

A TVC confirmou junto de fonte da GNR que o mandado de detenção foi emitido em “território francês”, contudo, a mesma fonte não soube precisar o crime/s em questão, apesar de tudo indicar que poderá estar ligado “à situação da criança”, a uma questão de “regulação de poder paternal”.

A detida irá ser presente no Tribunal Judicial de Coimbra para aplicação de medidas de coação.

Adeptos ‘casuals’ do Benfica detidos conhecem medidas de coação este sábado

Os 13 adeptos ‘casuals’ do Benfica, detidos na área da Grande Lisboa e margem sul do Tejo numa operação da PSP, devem conhecer as medidas de coação este sábado, adiantou à Lusa fonte judicial.

Este grupo de adeptos faz parte dos 30 detidos numa operação da PSP junto de grupos de adeptos ‘casuals’ de Sporting e Benfica.

Na quinta-feira, 16 adeptos do Sporting foram libertados, proibidos de contactarem entre si e com os ofendidos e ainda proibidos “de se aproximarem e frequentarem todos os estádios a nível nacional nos dias em que existam jogos e as suas imediações, numa distância de pelo menos 500 metros”.

De acordo com o despacho publicado na quinta-feira pelo Conselho Superior da Magistratura sobre as medidas de coação dos 16 arguidos interrogados, um dos arguidos irá continuar com o Termo de Identidade e Residência a que já estava sujeito.

Ainda segundo o documento judicial, os 16 arguidos estão fortemente indiciados de quatro crimes de ofensa à integridade física qualificada.

Três destes arguidos estão ainda fortemente indiciados de um crime de dano qualificado relacionado com o fenómeno desportivo, um crime de participação em rixa e três crimes de ofensa à integridade física qualificada.

Segundo a informação divulgada pelo Conselho Superior da Magistratura a pedido do juiz presidente da comarca de Lisboa, os suspeitos foram separados em dois processos, tendo os adeptos do Sporting sido ouvidos na quinta-feira.

Os restantes 13 adeptos, afetos ao Benfica, presentes hoje a interrogatório, devem conhecer as medidas de coação este sábado, por volta das 10:00, referiu fonte judicial.

Além dos 29 mandados de detenção fora de flagrante delito, a Polícia de Segurança Pública referiu que “foi ainda detido em flagrante delito outro indivíduo na posse de uma arma proibida, tratando-se de uma arma de fogo”.

Este detido em flagrante delito foi libertado e os factos comunicados ao Tribunal de Sintra, explicou à Lusa fonte policial.

A par das 30 detenções, de indivíduos com idades compreendidas entre os 18 e os 47 anos, junto de “dois grupos afetos ao movimento dos ‘casuals'” de ‘leões’ e ‘águias’, foi apreendido “diverso material afeto a esta subcultura”.

Entre os itens apreendidos estão três armas de fogo e mais de 750 munições de vários calibres, material pirotécnico, de petardos a potes de fumo e tochas, armas brancas e outros instrumentos artesanais, “13 artefactos de sinalização marítima”, 5.840 doses de haxixe e 1.016 doses de heroína.

Grupo detido por burlas e crime económico conhece medidas na 3.ª-feira

Os dez detidos numa operação da PSP suspeitos de pertencerem a um grupo que operava através de uma falsa empresa corretora de ações de bolsa devem conhecer as medidas de coação na terça-feira, adiantou hoje à Lusa fonte policial.

Os detidos, oito homens e duas mulheres, entre os 20 e os 40 anos, todos brasileiros, foram hoje presentes ao Tribunal de Lisboa.

Fonte policial referiu à Lusa que os suspeitos vão continuar detidos e que as medidas de coação devem ser conhecidas apenas na terça-feira.

Em comunicado divulgado hoje, o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP referiu que a operação, que terminou na quinta-feira e realizou-se na área metropolitana da capital, foi dirigida a “um grupo criminoso” associado a burlas qualificadas e crimes económicos e financeiros, tendo sido detidas 10 pessoas de nacionalidade estrangeira.

Nas buscas efetuadas, de acordo com a PSP, foi possível apreender “centenas de materiais informáticos e cerca de um milhão de euros que já se encontrava convertido em criptomoedas”.

Em declarações anteriores à Lusa, o comissário André Teixeira referiu que a operação policial era para cumprimento de oito mandados de busca domiciliária e cinco mandados de busca não domiciliária.

Na nota divulgada hoje, o comando metropolitano de Lisboa da PSP adianta que a operação “relacionada com criminalidade associada a burlas qualificadas e crimes económicos e financeiros, incidiu maioritariamente em Lisboa e na margem Sul do Tejo”.

Segundo a PSP, o “grupo criminoso” operava através de “uma falsa empresa corretora de ações na bolsa”, que tinha como único propósito “burlar os seus clientes e despojá-los do dinheiro investido”.

As vítimas eram selecionadas através de aplicações de dados que indicavam aos operacionais da rede “não só os seus números de contacto, mas também os seus ‘hobbies’, interesses, capital financeiro e perfil psicológico”, lê-se na nota.

Após contacto com as vítimas, foi percetível que “muitas delas ficaram numa situação económica muito debilitada”, acrescenta o comando metropolitano, salientando que se crê ter sido desmantelada “uma rede criminosa responsável por milhares de vítimas fora do território nacional”.

Territórios do Interior vão ser a prioridade na promoção turística nacional

Nuno Fazenda, Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, apresentou em Viseu a Agenda para o Turismo no Interior

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Nuno Fazenda, Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, anunciou ontem, em Viseu, o objetivo de promover os territórios do Interior a nível do turismo, discriminando-os de forma positiva em relação ao litoral. As declarações foram feitas numa sessão pública sobre a Agenda para o Turismo no Interior, que decorreu no Auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu.

“A coesão territorial é uma prioridade deste Governo e, nesse sentido, os territórios do Interior devem ser uma prioridade na promoção turística”, afirmou o governante, acrescentando que “o Interior tem produtos turísticos únicos que devem ser valorizados”

Para concretizar esta intenção, o Secretário de Estado exemplificou com medidas que discriminam positivamente os territórios do Interior. São os casos do programa Consolidar + Turismo, que prevê mais apoios para empresas do Interior; do Portugal Events, que vai diferenciar positivamente os eventos que decorram em destinos afastados do litoral; e da valoração adicional das produções internacionais que escolham filmar em territórios de baixa densidade, ao abrigo da Portugal Film Commission. Nuno Fazenda anunciou ainda que o Governo pretende apresentar a Agenda para o Turismo no Interior em abril.

A sessão em Viseu integrou o Roteiro da Agenda para o Turismo no Interior, que o governante está a realizar pelo interior do país entre 31 de janeiro e 3 de fevereiro, com o objetivo de ouvir e debater com os atores locais os desafios, as potencialidades e as prioridades do turismo no interior.

Além de Nuno Fazenda, os discursos de abertura da sessão estiveram a cargo de Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, Leonor Barata, Vereadora do Turismo e Cultura da Câmara Municipal de Viseu, e José dos Santos Costa, Presidente do Instituto Politécnico de Viseu.

Na ocasião, Pedro Machado salientou a preocupação em combater a sazonalidade, a litoralização e a reduzida estadia média, assim como o despovoamento, problemas que afetam a atividade turística no Interior. Para fazer face a estas dificuldades, Pedro Machado defendeu que devem ser destacados os grandes trunfos do Interior do país. “O Interior de Portugal é o luxo do século XXI, uma vez que oferece tempo, silêncio e segurança. Se passarmos esta mensagem aos mercados internacionais, nomeadamente os mercados emergentes, seremos capazes de atrair mais turistas a estes territórios”, disse.

Seguiu-se um primeiro painel, intitulado “O Turismo no Interior e no Centro – Redes e Conhecimento”. Moderado por Filipe Silva, Vogal do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal, o painel teve intervenções de Jorge Brandão, Vogal Executivo do Programa Centro 2020, Carlos Ascensão, Presidente das Aldeias Históricas de Portugal, e Paulo Fernandes, Presidente da ADXTUR – Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto.

Com moderação de Jorge Loureiro, Vice-Presidente da AHRESP, o segundo painel da sessão teve como tema “O Turismo no Interior e no Centro – As Empresas”. Os oradores foram João Cotta (Presidente da AIRV – Associação Empresarial da Região de Viseu), Ana Berliner (Casa da Cisterna), Maria Manuel Silva (Casas da Lapa, Nature & SPA Hotel), Gualter Mirandez (Presidente da Associação Comercial do Distrito de Viseu) e Fernando Daniel Nunes (Administrador da Visabeira).

Antes do Secretário de Estado encerrar a sessão, houve ainda um animado debate com empresários e forças vivas da região.

Refira-se que, no âmbito do Roteiro da Agenda para o Turismo no Interior, Nuno Fazenda visitou, também ontem, a Casa das Fidalgas, em Santar, Nelas, e o Grande Hotel Lisboa, nas Termas de São Pedro do Sul.
Sobre o Turismo Centro de Portugal:O Turismo Centro de Portugal é a entidade que estrutura e promove o turismo na Região Centro do país. Esta é a maior e mais diversificada área turística nacional, abrangendo 100 municípios, e tem registado um intenso crescimento da procura interna e externa. É a região a escolher para quem pretende experiências diversificadas, pois concilia locais Património da Humanidade com a melhor costa de surf da Europa, termas e spas idílicos, locais de culto de importância mundial e as mais belas aldeias.

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