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Novo acordo entre o Município e a Rodoviária da Beira Litoral aprovado em Reunião de Câmara

15 611 euros mensais é quanto o Município terá de pagar à Rodoviária da Beira Litoral, S.A. (Transdev) para que a empresa continue a assegurar a realização do serviço de transporte público de passageiros, nas linhas rodoviárias a funcionar atualmente no concelho.

Para fazer face ao défice de exploração do conjunto das linhas, esta compensação é assumida há vários anos pela Autarquia, tendo sido recentemente concluída uma negociação com base numa atualização técnica e financeira dos serviços prestados, que resultou numa minuta de contrato aprovada por unanimidade na última reunião da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, realizada a 30 de janeiro.

Para o Presidente da Câmara Municipal, Jorge Custódio, é “lamentável” a “falta de equilíbrio” que se verifica no país a este nível, comparativamente às áreas metropolitanas de Lisboa e Porto”, nas quais a “grande maioria do serviço público de transporte “é subsidiado diretamente pelo Estado central”. Um cenário diferente ao que se verifica em Pampilhosa da Serra, onde “para continuar a haver esta rede de transportes, tem de ser subsidiada pela Câmara Municipal”, acrescentou Jorge Custódio.

No total, perto de 190 mil euros é o montante que a Autarquia pagará em 2023, um “esforço financeiro” que o Presidente da Câmara Municipal não questiona, dada a vital importância do serviço em causa para “Pampilhosenses e visitantes”. “Entendemos que este é um serviço que tem de continuar a ser prestado e se comporta um défice de exploração significativo para a entidade exploradora tem que ser a Câmara Municipal a fazer este papel”, notou ainda Jorge Custódio.

Câmara atribuiu dois lotes na Zona Industrial de Cernache do Bonjardim

A 1 de fevereiro foi assinada a escritura de compra e venda de dois lotes na Zona Industrial de Cernache do Bonjardim para instalação da empresa António M. Antunes, Unipessoal, mais conhecida pela marca Tony Antunes Automóveis. Neste processo de aquisição, esta empresa foi apoiada no âmbito do Regulamento de Apoio às Iniciativas Empresariais e Económicas do Município da Sertã. Carlos Miranda, Presidente da Câmara Municipal da Sertã, manifestou a sua satisfação pelo passo dado com a atribuição dos lotes, esperando que “seja uma nova etapa de dinamismo empresarial em Cernache do Bonjardim e, por conseguinte, no concelho”. Recorde-se que há cerca de vinte anos que não eram atribuídos lotes nesta zona industrial.

António Antunes, proprietário da marca Tony Antunes Automóveis, referiu que esta aquisição permitirá expandir a empresa que já estava instalada na vila, “aumentando o leque de serviços prestados”, assim como a criação de seis novos postos de trabalho a juntar aos oito existentes. Com uma área total de 3518 m2, para além de construção de área de exposição de viaturas, está prevista também a construção de oficina auto para assistência (pós-venda e outros), numa empreitada que o proprietário prevê estar executada dentro de dois anos. António Antunes referiu que vai manter a exposição e venda de automóveis já existente na Rua dos Pinheiros, em Cernache do Bonjardim, e que esta aquisição de lotes da Zona Industrial irá alavancar a expansão e competitividade da empresa.

Relativamente à Zona Industrial de Cernache do Bonjardim, Carlos Miranda revelou que está na calha uma intervenção “no sentido de disponibilizar mais lotes”, estando o município recetivo a pedidos por parte de empresários interessados. Por outro lado, o autarca aproveitou para relembrar que “neste momento, na Zona Industrial da Sertã, está em execução uma obra de requalificação no valor de um milhão de euros”. Esta operação envolve a renovação de infraestruturas de água e saneamento, pavimentação, realização de passeios e criação de lugares de estacionamento para veículos ligeiros e pesados na zona central. Pretende-se, desta forma, criar condições para melhorar a capacidade de acolhimento das duas zonas industriais e dinamizar a economia do concelho.

JMJ? Com este “espírito destrutivo”, hoje “não teriamos monumentos”

O presidente da Câmara Municipal de Coimbra lamentou hoje a forma “destrutiva” como estão a ser debatidos os custos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e defendeu que, se esse espírito prevalecesse no passado, Portugal não teria atualmente qualquer monumento.

“Entristece-me um pouco a forma como estão a ser discutidos os custos da Jornada Mundial da Juventude. Não que os custos de tudo não devam ser devidamente debatidos e rigorosamente controlados, mas a forma destrutiva como está a ser feito este debate”, referiu.

Na sua intervenção na abertura das V Jornadas Nacionais da Pastoral do Turismo, que decorrem em Coimbra até sábado, José Manuel Silva defendeu que este tema deve ser discutido com seriedade e respeito, não só pela época que se vive, mas acima de tudo “por aquilo que cada investimento traz ao país e deixa como legado para as gerações futuras”.

“Se esse espírito [destrutivo] prevalecesse no passado, nós hoje não teríamos nenhum monumento no nosso país, pois qualquer monumento construído teve uma realidade extraordinariamente despesista para a época em que foi construído. Se prevalecesse a mentalidade com que estão a ser debatidos estes custos, nós não teríamos, por exemplo, o Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa, entre muitos outros monumentos de norte a sul do país”, sustentou.

O autarca aproveitou a ocasião para realçar que a Jornada Mundial da Juventude irá mobilizar e juntar em Lisboa milhares de jovens peregrinos, estando o Município de Coimbra, “desde a primeira hora, empenhado no apoio a este evento”.

“Tudo faremos para proporcionar a estes jovens uma experiência gratificante e acolhedora. Em abril, iremos receber em Coimbra os símbolos da jornada, que estamos a preparar, com todo o cuidado, de modo a acolher este momento com respeito e a dignidade que merece”, prometeu.

A fechar a sua intervenção, José Manuel Silva confidenciou aos presentes a autoria do seu discurso.

“Porque não gosto de plagiar o trabalho de ninguém, quero agradecer este texto ao nosso vice-presidente, responsável pelo pelouro do Turismo, o professor Francisco Veiga”, concluiu.

Os custos da JMJ têm estado em destaque depois de ser conhecido que a construção do altar-palco do espaço do Parque Tejo (com nove metros de altura e capacidade para 2.000 pessoas), a cargo do município da capital, foi adjudicada à Mota-Engil por 4,24 milhões de euros (mais IVA), somando-se a esse valor 1,06 milhões de euros para as fundações indiretas da cobertura.

A JMJ, considerada o maior acontecimento da Igreja Católica, vai realizar-se este ano em Lisboa, entre 01 e 06 de agosto, sendo esperadas mais de um milhão de pessoas.

As principais cerimónias da jornada decorrem no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.

As jornadas nasceram por iniciativa do papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

Arguido põe em causa acusação sobre disparos em discoteca em Coimbra

O arguido suspeito de tentar matar uma pessoa em janeiro de 2019, na discoteca Avenue Club, em Coimbra, e várias testemunhas ouvidas, esta quinta-feira, no início do julgamento puseram em causa a acusação do Ministério Público.

O Tribunal de Coimbra começou, esta quinta-feira, a julgar um homem de 33 anos, suspeito de ser o autor de disparos a 27 de janeiro de 2019, na discoteca Avenue Club (que se encontra fechada), sendo acusado de um crime de homicídio qualificado na forma tentada, coação e detenção de arma proibida.

O arguido, que está preso preventivamente face a um outro processo relacionado com tráfico de droga, negou hoje todo o teor da acusação, recusando ter sido o autor dos disparos ou de deter qualquer tipo de arma na noite em causa.

Assegurando que foi revistado com detetor de metais antes de entrar na discoteca, o arguido disse que estava a beber junto ao bar da discoteca, quando terá começado “uma batalha campal”, quando o estabelecimento já estava encerrado e tinham ficado “só os bêbados”.

O suspeito admitiu que chegou a envolver-se na tal confusão, mas que não fez nenhum disparo nem tinha na sua posse qualquer arma, fosse uma pistola ou uma faca.

“Fiquei, fui revistado pelos inspetores da PJ, que me despiram, viram que não era eu e mandaram-me embora”, vincou, realçando que foram também retiradas amostras da sua mão e da sua mala a tiracolo, que não tinha qualquer vestígio de pólvora.

O arguido admitiu que era cliente assíduo da discoteca e realçou que o espaço “tinha má fama” (dois anos antes, um segurança do estabelecimento morreu, alvejado).

“Como é que eu disparei a dita pistola? É por eu já ter sido condenado?”, questionou o arguido, já condenado no passado por importunação sexual, roubo e sequestro.

Seguranças, funcionárias do estabelecimento e um DJ também não contribuíram para qualquer confirmação dos factos presentes na acusação, com a maioria a não se recordarem do que aconteceu ou a não conseguirem associar o arguido ao autor dos disparos daquela noite.

Perante os lapsos de memória, o Ministério Público pediu para serem lidas as declarações prestadas junto apenas de órgão de polícia criminal, ao qual a defesa opôs-se repetidamente, não podendo as mesmas serem usadas como prova neste julgamento.

Já a testemunha que retirou a arma do autor dos disparos daquela noite afirmou que estava a ver o arguido pela primeira vez na sua vida, mas referiu que lhe parecia idêntico à pessoa da discoteca.

“Consegue afirmar com certeza de quem tirou a arma é esta pessoa?”, perguntou a defesa, apontando para o arguido.

Na resposta, a testemunha disse que, “com as referências” que tinha, conseguia dizer quem era o indivíduo.

Questionado sobre que referências eram essas, a testemunha apenas disse que era um homem alto “com uma bolsa a tira colo e rodeado de várias pessoas”.

Após insistência da defesa, a testemunha assumiu não ter a certeza de que seria o arguido, não se recordando qual o corte de cabelo que tinha ou se o mesmo tinha barba, apenas referindo que este não usaria óculos (o arguido usa óculos).

O julgamento continua a 24 de fevereiro, pelas 15h30, altura em que deverão ser ouvidos os inspetores da PJ associados ao processo.

No final da sessão, o arguido dirigiu-se ao presidente do coletivo.

“Com todo o respeito, o senhor vá a fundo para descobrir as coisas. Vá a fundo”, pediu o arguido.

De acordo com a acusação a que a agência Lusa teve acesso, o arguido terá disparado contra um homem dentro da discoteca, não lhe tendo acertado, e ameaçado outro, já fora do estabelecimento.

Funcionária de centro de saúde condenada a sete anos por forjar atestados

O Tribunal de Santa Maria da Feira condenou hoje a sete anos e nove meses de prisão a assistente administrativa de um centro de saúde daquele concelho suspeita de forjar dezenas de atestados médicos falsos durante vários anos.

Os factos ocorreram entre 2008 e 2021, quando a arguida, de 46 anos, trabalhou como assistente técnica na Unidade de Saúde Familiar Sudoeste, em Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro.

A pena única resultou do cúmulo jurídico das penas parcelares aplicadas à arguida pela prática de um crime de burla tributária à Segurança Social (SS), um crime de burla relativa a seguros, três crimes de falsificação de documentos agravado e um crime de falsidade informática agravado.

A juíza presidente explicou que, pese embora a “grande ilicitude” dos factos em causa, que incluem um elevado número de falsificações e burlas, o tribunal decidiu aplicar penas num quantitativo “relativamente baixo”, dando relevância à confissão quase integral dos factos e à ausência de antecedentes criminais.

Além da pena de prisão, a arguida, que se encontra em liberdade a aguardar o trânsito em julgado da sentença, foi condenada na pena acessória de proibição do exercício de funções públicas por três anos e meio e terá de pagar quase 100 mil euros ao Estado (Autoridade Tributária e SS) e a uma seguradora.

O filho da arguida, de 21 anos, que estava acusado no mesmo processo de um crime de burla tributária à SS e de falsificação de documentos agravado, foi condenado, respetivamente, nas penas de 60 dias de multa à taxa diária de 5,50 euros, totalizando 330 euros, e sete meses de prisão, substituídos por 210 dias de multa à taxa diária de 5,50 euros, totalizando 1.155 euros.

O Tribunal condenou ainda mais seis arguidos (quatro homens e duas mulheres com idades entre os 22 e 52 anos) que terão pedido à principal arguida para falsificar certidões de incapacidade para o trabalho.

Estes arguidos foram punidos com penas de multa e penas de prisão suspensas, que variam entre um ano e três meses e dois anos, por crimes de burla tributária à SS e falsificação de documentos agravado.

Apesar de neste caso estarem em causa valores relativamente baixos, a juíza também censurou a atitude destes arguidos, afirmando: “Todos os cêntimos fazem falta à SS e todos os cêntimos fazem falta às pessoas que realmente precisam”.

A acusação do Ministério Público (MP), consultada pela Lusa, refere que a arguida, aproveitando-se das funções que exercia e do acesso às bases de dados do sistema do Serviço Nacional de Saúde, obteve para si, para o então companheiro e para o filho do casal isenções de taxas moderadoras, por serem dadores de sangue e estarem reformados, o que não correspondia à verdade, para deste modo não pagarem consultas ou exames médicos.

Além disso, forjou atestados médicos multiúsos falsos em seu nome e do marido para dessa forma receberem indevidamente reembolsos em sede de IRS, usando ainda tais atestados para obter isenção de outros impostos nomeadamente de Imposto Único de Circulação.

Ainda de acordo com a investigação, a arguida terá forjado sucessivos atestados de incapacidade para o trabalho em seu nome e do seu marido, sem estarem doentes, tendo recebido de forma indevida mais de 27 mil euros em subsídios de doença.

Produziu também para si própria e para o marido documentos médicos falsos, entre os quais, notas de alta, declarações de internamento, declarações de assistência médica, bem como certificados de incapacidade temporária para o trabalho, apresentando-os nas seguradoras para receber os prémios a que não tinham direito, no valor global de mais de 52 mil euros.

A acusação refere ainda que a arguida forjou atestados médicos a pedido de familiares ou amigos, recebendo em troca recompensas que não foram apuradas.

Apreendida mais de uma tonelada de peixe fresco. Vale 10.106 euros

Condutor da viatura que transportava o pescado foi identificado.

A Unidade de Controlo Costeiro da Guarda Nacional Republicana (GNR) apreendeu, na quarta-feira, 1.001 quilos de diversas espécies de pescado fresco, na localidade de Gafanha da Nazaré.

“No âmbito de uma operação destinada ao controlo do cumprimento das normas que regem a captura, descarga e o transporte de pescado fresco, os militares da Guarda abordaram uma viatura que fazia o transporte de diverso pescado sem se fazer acompanhar dos documentos de transporte correspondentes“, começa por informar a GNR, numa nota divulgada esta quinta-feira.

Após uma análise da carga, “os militares confirmaram a presença de pescado que não tinha sido sujeito ao regime de primeira venda em lota, com um valor de 10.106 euros“.

No decorrer da ação foi identificado o condutor da viatura, um homem, de 54 anos, e “elaborado o respetivo auto de contraordenação cuja coima pode ascender aos 125.000 euros”.

O pescado apreendido foi entregue à lota de Aveiro, para ser sujeito ao regime de primeira venda em leilão, segundo a GNR.

Bombeiros de Fornos de Algodres compram veículo depois de um ter ardido

Os bombeiros de Fornos de Algodres adquiriram um veículo de combate a incêndios para substituir aquele que ardeu no verão de 2022, mas vão continuar com a angariação de fundos, disse hoje o seu presidente.

“O novo Veículo Rural de Combate a Incêndios (VRCI) já foi encomendado e metade do valor está pago. Estamos a angariar fundos para acabar de o pagar e para nos ser entregue no mês de junho, no início da época de combate aos incêndios florestais”, disse hoje à agência Lusa o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fornos de Algodres (AHBVFA), no distrito da Guarda.

Segundo Fernando Rodrigues, a viatura, que não é totalmente nova, tem um custo total de 127.200 euros, já com IVA incluído: “O chassi é em segunda mão e toda a estrutura é feita à medida pela empresa nacional a quem foi adquirida”.

“O veículo vai ser uma realidade. Se não conseguirmos [o resto da verba que falta pagar] com donativos, com ações de angariação de fundos, que tencionamos continuar a fazer, e com a ajuda da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, que ainda não chegou, vamos fazer um empréstimo bancário para a acabar de pagar”, garantiu o responsável.

A viatura de combate a fogos florestais da AHBVFA ardeu no dia 02 de julho, no combate a um incêndio que deflagrou na freguesia de Arrifana, no concelho da Guarda.

“Desde esse dia, sentimos uma onda de solidariedade proveniente de instituições, associações, empresas e cidadãos, alguns de forma anónima, que cientes das dificuldades de substituição dessa viatura, nos ajudaram de alguma forma. Agradecemos a todos, incluindo as câmaras municipais da Guarda e de Fornos de Algodres e os Bombeiros Voluntários de Celorico da Beira, que também contribuíram para a aquisição da viatura, o que demonstra a sua solidariedade para com a nossa associação”, disse.

Fernando Rodrigues adiantou, ainda, que no ano passado a AHBVFA recebeu dois tratores de camião (oferecidos pelas empresas Patinter e Lucrofusão, de Mangualde), uma cisterna com capacidade para 20 mil litros de água (oferta da empresa Alnia, de Fornos de Algodres) e um reboque para transporte de máquinas de rasto (doado pela Câmara Municipal de Fornos de Algodres) que “já estão ao serviço da comunidade”.

“São ofertas que nós também agradecemos, porque a cisterna permite transportar água para abastecimento às aldeias do concelho que no verão têm essa dificuldade e o reboque permite-nos que a máquina de rasto esteja operacional para os fogos florestais”, justificou o dirigente.

Os dois tratores são utilizados para a movimentação da cisterna e do semirreboque porta máquinas.

A AHBVFA “não tinha capacidade financeira para adquirir” estes equipamentos, pelo que Fernando Rodrigues faz um “agradecimento público” às três empresas da região e ao município de Fornos de Algodres “por todo o apoio” manifestado.

Cerca de 50 alunos de Cinfães terão sofrido intoxicação alimentar

Cerca de 50 alunos da Escola Secundária de Cinfães foram hoje assistidos, seis no centro de saúde e os restantes no estabelecimento de ensino, por “suspeita de intoxicação alimentar”, disse à agência Lusa fonte do comando sub-regional Tâmega e Sousa.

“Recebemos um alerta, inicialmente, para uma doença. Depois, pediram reforços, porque vários alunos começaram a sentir-se indispostos depois do almoço na escola, o que levanta a suspeita de uma intoxicação alimentar”, referiu a mesma fonte.

À agência Lusa, o Comando Sub-regional do Tâmega e Sousa da Proteção Civil esclareceu que “seis dos 48 alunos foram assistidos no centro de saúde de Cinfães e os restantes receberam tratamento na própria escola”.

O alerta foi dado às 16h11 e no local estiveram 22 operacionais apoiados por 13 veículos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), dos Bombeiros Voluntários de Cinfães e da GNR.

Empresa autuada por operar sem licenciamento em areal de Leiria

Tudo aconteceu na sequência de uma denúncia recebida pelas 16h, que dava conta de que se encontravam máquinas a efetuar movimentação de areia na praia do Pedrógão.

Os elementos do Comando-local da Polícia Marítima da Figueira da Foz detetaram e autuaram, na segunda-feira, uma empresa que se encontrava a efetuar trabalhos de movimentação de areias sem o devido licenciamento, junto a um concessionário na praia do Pedrógão, no concelho de Leiria.

Segundo dá conta uma nota publicada no site da Autoridade Marítima Nacional, tudo aconteceu na sequência de uma denúncia recebida pelas 16h, que dava conta de que se encontravam máquinas a efetuar movimentação de areia na praia do Pedrógão.

Foram, de seguida, ativados para o local elementos do Comando-local da Polícia Marítima da Figueira da Foz. Lá, confirmou-se a presença de máquinas a operar na praia, “que pertenciam a uma empresa que terá sido contratada por um concessionário para movimentar areia com o objetivo de proteger o respetivo apoio de praia”, explica a nota.

A autoridade elaborou o respetivo auto de notícia, uma vez que a empresa não apresentava a devida autorização nem o devido licenciamento para efetuar os trabalhos na praia. Por essa razão, os elementos da Polícia Marítima deram indicações para que os mesmos terminassem e para que a areia fosse reposta, “indicações que foram prontamente acatadas pelos trabalhadores”.

Nesta ação estiveram empenhados dois elementos do Comando-local da Polícia Marítima da Figueira da Foz, apoiados por uma viatura, tendo o processo sido remetido para a Administração da Região Hidrográfica do Centro, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Projeto coordenado pela Universidade de Coimbra recebe mais de 1 milhão de euros para envolver escolas na promoção de estilos de vida saudáveis

O projeto europeu “RYHEALTH – A holistic approach to rocking your health”, coordenado pela Universidade de Coimbra (UC), quer juntar escolas, famílias, crianças e jovens na promoção de estilos de vida saudáveis desde a infância. O “RYHEALTH” vai receber mais de 1 milhão de euros de financiamento da Comissão Europeia, no âmbito do programaEU4Health, que apoia projetos que respondem a desafios na área da saúde, e vai juntar instituições de Portugal, Alemanha e Espanha.

Abordando o estilo de vida saudável de forma holística (que agrega atividade física, dieta saudável, saúde mental e bem-estar), e com o envolvimento da família e da escola, o projeto é direcionado a estudantes dos ensinos básico e secundário. Com o trabalho que vai ser desenvolvido até 2025, pretende-se que «crianças e jovens deixem de orientar a sua saúde por fatores extrínsecos e passem a tomar opções (sobre exercício, alimentação, entre outros) de forma intrínseca, para que a vida saudável seja uma escolha e não uma imposição», explica a docente da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra (FCDEFUC) e coordenadora do projeto, Paula Tavares. 

«É fundamental promover esta visão holística junto de crianças e jovens para que experimentem, aprendam e vivam vários comportamentos saudáveis, de forma sustentada, ao longo da vida, sendo a escola um lugar de grande relevância para adquirirem e experienciarem esses comportamentos», contextualiza a coordenadora do projeto. Além disso, ao envolver a família, o projeto pretende ter também «um impacto intergeracional, em que todos participam ativamente na promoção de estilos de vida saudáveis, independentemente da idade», destaca ainda Paula Tavares.

As atividades que vão ser desenvolvidas pelo “RYHEALTH – A holistic approach to rocking your health” assentam em cinco pilares: 1) apoiar a promoção de atividades ao ar livre e estilos de vida saudáveis junto de alunos de escolas básicas e secundárias; 2) melhorar as competências de professores e famílias para a promoção da saúde e prevenção de doenças através da adoção de comportamentos saudáveis; 3) facilitar e aumentar as práticas de atividades que melhorem a saúde desde tenra idade; 4) aumentar a consciencialização sobre os impactos positivos de hábitos saudáveis; 5) criar uma rede de instituições, escolas, estudantes e famílias na Europa para a promoção do desporto, de atividades ao ar livre e de estilos de vida saudáveis.

Em Portugal, além da Universidade de Coimbra, o “RYHEALTH” vai envolver o Agrupamento de Escolas da Anadia (através da Escola Básica de Vilarinho do Bairro), o Agrupamento de Escolas da Sertã, «estando em curso o recrutamento de escolas do município de Coimbra, dado que o projeto está aberto à participação de mais escolas e que se pretende que os contributos do projeto possam vir a ser aplicados, no futuro, em outras instituições de ensino», salienta a docente da UC.

O projeto vai envolver ainda a Outdoor Against Cancer (Alemanha), a Escola Internacional Montessori de Munique – Campus de Mónaco (Alemanha) e a Universidade de Cádiz (Espanha). Na Universidade de Coimbra, o projeto conta também com a participação de Alain Massart, Beatriz Gomes, Maria João Campos e Paulo Nobre, docentes da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física.

Mais informações sobre o projeto “RYHEALTH – A holistic approach to rocking your health” estão disponíveis em https://ryhealth.net/

Em anexo seguem nota de imprensa e fotografia da equipa da Universidade de Coimbra (da esquerda para a direita: Alain Massart, Beatriz Gomes, Paula Tavares, Maria João Campos e Paulo Nobre, docentes da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra).

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