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Investir 35 milhões? “Não tenho dúvida de que vamos ter retorno enorme”

O presidente da Câmara de Lisboa disse hoje que assume “com muito gosto” os investimentos do município na Jornada Mundial da Juventude, reiterando o compromisso de “investir até 35 milhões de euros”, com a expetativa de “um retorno enorme”.

“A questão aqui é se nós queremos ou não ser naqueles dias o centro do mundo, como vamos ser, com jovens de todo o mundo que vão estar nesta cidade, e o retorno, acreditem, que vai ser multiplicado, tudo isto que vamos investir, por 10 ou por 20. Eu não tenho dúvida de que vamos ter um retorno enorme”, declarou Carlos Moedas (PSD), referindo-se à Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que se realiza este ano em Lisboa entre 01 e 06 de agosto.

O autarca falava à margem da assinatura de um memorando de entendimento entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Comunidade de Madrid, em resposta a questões dos jornalistas sobre o investimento no palco-altar para a JMJ, obra que “foi adjudicada por 4,24 milhões de euros (mais IVA)”, somando-se ainda a esse valor “1,06 milhões de euros para as fundações indiretas da cobertura”, segundo a informação disponibilizada no Portal Base da Contratação Pública.

O presidente da Câmara de Lisboa teve sempre uma preocupação muito grande com o custo e lembro-me bem quando tive capas de jornais a dizer que o senhor presidente da Câmara de Lisboa estava preocupado com o custo”, indicou Carlos Moedas, explicando que fez “os cálculos no detalhe” sobre quanto poderia investir o município na JMJ, assumindo o compromisso de “investir até 35 milhões de euros”.

“Nós vamos investir e vamos fazê-lo com consciência disso”, reforçou o autarca, realçando o retorno do investimento para cidade, considerando que a JMJ é “uma oportunidade única de pôr Lisboa no mapa, no mundo”.

Partilhando a experiência da JMJ que se realizou na capital espanhola em 2011, a presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso (do partido de direita PP), reconheceu que a organização do evento causa “incerteza e perplexidade”, mas defendeu que é preciso “voar alto e olhar longe”, indicando que o investimento foi na ordem de 50 milhões de euros e o retorno foi de “mais de 350 milhões de euros”.

Sobre a contratação das obras por ajuste direto, Carlos Moedas assegurou que foi “além do que a lei diz”, explicando que a escolha de Lisboa para acolher a JMJ foi anunciada em 2019 e que quando assumiu a presidência da Câmara de Lisboa, em outubro de 2021, “não estava nada feito”.

Considerando os prazos apertados, “tínhamos que ir por um processo que seria uma adjudicação direta, mas eu fui muito mais longe, eu disse ‘eu não vou fazer uma adjudicação direta pura, vamos contactar várias empresas'”, apontou, sublinhando que foram consultadas sete empresas, para negociar os valores até chegar “ao melhor preço”.

“Como presidente da câmara, eu assumo tudo isso e assumo com muito gosto, não preciso de mais ninguém para assumir aquilo que é este projeto”, frisou Carlos Moedas, falando sobre os investimentos do município na JMJ, com a certeza de ter as obras prontas para que o evento seja um sucesso: “Comigo vai estar feito e comecei do zero”.

Relativamente ao investimento no palco-altar para a JMJ, o presidente da câmara reforçou que é “uma infraestrutura para o futuro de Lisboa”, que permite ter 2.000 pessoas em cima e que pode ser utilizada para outras iniciativas, adiantando que já teve “alguns contactos” de promotores de eventos, mas ressalvando que “ainda é muito cedo para falar em que usos e como”.

O autarca realçou a dimensão do evento, em que se espera 1,5 milhões de pessoas, num terreno com 100 hectares na freguesia lisboeta do Parque das Nações, junto ao rio Trancão, envolvendo também o concelho de Loures.

“Nunca tivemos um evento deste nível e eu penso que, talvez, no futuro, nas nossas vidas, não voltamos a ter um evento deste nível, nem desta capacidade, nem com este tamanho, nem com esta capacidade de unir o mundo e de sermos o centro dessa tolerância e dessa paz”, declarou Carlos Moedas.

A Jornada Mundial da Juventude, considerada o maior acontecimento da Igreja Católica, vai realizar-se este ano em Lisboa, entre 01 e 06 de agosto, sendo esperadas cerca de 1,5 milhões de pessoas.

As principais cerimónias da jornada decorrem no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.

As jornadas nasceram por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

PJ apanha grupo suspeito de ataques informáticos a hospitais e municípios

O grupo é suspeito de ter “atacado entidades portuguesas tão distintas como unidades hospitalares, empresas de análises laboratoriais, municípios, companhias de transporte/aviação, unidades hoteleiras, empresas tecnológicas, entre outras”.

A Polícia Judiciária (PJ) revelou, esta quinta-feira, que participou numa operação que culminou no desmantelamento do grupo de ransomware HIVE, um “dos grupos cibercriminosos mais relevantes a nível mundial”.

Segundo a PJ, o grupo é suspeito de ter “atacado entidades portuguesas tão distintas como unidades hospitalares, empresas de análises laboratoriais, municípios, companhias de transporte/aviação, unidades hoteleiras, empresas tecnológicas, entre outras”.

Em comunicado, enviado às redações, a autoridade refere que o grupo “usava o método de dupla extorsão” e “exfiltrava dados sensíveis da rede da vítima”.

“Após cifragem, exigiam um resgate para que os dados fossem desencriptados e a informação exfiltrada não fosse publicada no sítio do grupo HIVE, alojado na Dark Web”, explicou a PJ.

A investigação durou “vários meses” e foi levada a cabo por várias autoridades internacionais. A PJ participou numa das sessões de trabalho operacional que durou uma semana e que contou com mais de 30 polícias de 13 países: Alemanha, Canadá, Espanha, Estados Unidos da América, França, Irlanda, Lituânia, Países Baixos, Noruega, Portugal, Reino Unido, Roménia e Suécia.

A cooperação contou com “diversos parceiros internacionais” e “permitiu identificar a infraestrutura tecnológica usada pelos membros deste grupo criminoso, bem como as chaves privadas usadas pelos mesmos para cifrar os dados das vítimas”.

Após a operação desenvolvida esta quinta-feira, “o grupo criminoso ficou privado dos meios para lançar ciberataques, muitas vezes capazes de paralisar totalmente as operações da vítima afetada e que causavam graves prejuízos económicos e de imagem às instituições visadas”.

No total, foram auxiliadas mais de 1.500 vítimas do grupo a nível mundial, “sem que para tal tivessem de efetuar o pagamento do resgate aos criminosos” e “estima-se que cerca de 120 milhões de euros não tenham sido pagos em resgates”. “Algumas das vítimas que receberam ajuda das autoridades estavam sedeadas em Portugal”, referiu a PJ.

CIM Viseu Dão Lafões reuniu em Bruxelas com Comissária Europeia para a Coesão e Reformas, Elisa Ferreira

The Comunidade intermunicipal Viseu Dão Lafões and Elisa Ferreira

Delegação de autarcas da CIM está a realizar visita de trabalho à Comissão Europeia, para encontros relacionados com a economia circular, energia e o desenvolvimento regional.

Uma delegação da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões, constituída por autarcas e pelo Secretário Executivo, está a realizar uma visita de trabalho à Comissão Europeia, com a duração de dois dias, para contactos e reuniões ao mais alto nível. 

O objetivo geral da deslocação a Bruxelas é aprofundaro conhecimento dos  autarcas relativamente às estruturas da Comissão Europeia e outras entidades e projetos relevantes na área da economia circular, energia e transição digital. 

Hoje, dia 26, no primeiro dia da missão, a delegação reuniu com Elisa FerreiraComissária Europeia com a pasta da Coesão e Reformas. “Foi um encontro muito produtivo”, como explica Paulo Almeida, Vice-Presidente da CIM Viseu Dão Lafões

A CIM e os autarcas da região tiveram a oportunidade de partilhar pontos de vista sobre os problemas e as dificuldades específicas que um território como Viseu Dão Lafões enfrenta à escala nacional e europeia. Tivemos, ainda, oportunidade de sublinhar algumas preocupações relacionadas com a coesão em territórios de baixa densidade, assim como os desafios com que as regiões, o País e a Europa se debatem relativamente à demografiaO PRR e o Quadro Financeiro Plurianual 2030 foram também abordados na reunião com a Senhora Comissária”, sublinha Paulo Almeida. 

A Missão Viseu Dão Lafões na Comissão Europeia prossegue esta tarde com mais duas reuniões: a primeira com o responsável pela gestão de políticas da Direcção-Geral da Política Regional e Urbana para Portugal e Espanha; e outra com a “Energy Cities”, uma rede que reúne representantes de autoridades locais de 30 países na área da transição energética e neutralidade carbónica nas cidades. 

Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo registou uma taxa de crescimento de 80% do número de visitantes face a 2021

Depois de ter sido distinguida pela Organização Mundial de Turismo (UNWTO) com o prémio Best Tourism Villages, a Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo registou 75 769 visitantes em 2022, um aumento de mais de 80% face ao ano anterior, em que registou 41 892 visitantes.

Uma das particularidades notadas neste aumento de visitantes é o número de turistas estrangeiros a ultrapassar, em larga margem, o número de turistas nacionais. Em 2021, Castelo Rodrigo recebeu 22 953 portugueses e 18 939 estrangeiros. Já em 2022, o número de visitantes portugueses subiu para 27 026 e o número de estrangeiros para 48 743.

Relativamente ao número de visitantes estrangeiros, o destaque vai para os turistas provenientes dos Estados Unidos da América, alcançando as 16 353 pessoas, quase um terço do total dos visitantes registados que vêm de fora do país. Este aumento deve-se muito ao turismo fluvial no rio Douro, com os passageiros a entrar no concelho, depois de desembarcarem no Cais Turístico e Fluvial de Barca D’Alva. Seguem-se os turistas ingleses (11 164), espanhóis (6 088) e alemães (5 198). Há outras nacionalidades a passar por Castelo Rodrigo, essencialmente turistas franceses, suíços, belgas, austríacos, brasileiros, israelitas, noruegueses, holandeses, canadianos, finlandeses e italianos.

Para Carlos Condesso, Presidente da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, este aumento deve-se “à valorização da nossa Aldeia Histórica e ao turismo do interior e também à prioridade que os turistas e visitantes têm dado à nossa história, cultura e património edificado. Aqui, cada recanto tem um encanto, há mistério e cada pedra da muralha revela segredos, por isso, se valoriza o tempo e a qualidade do espaço e da oferta numa das melhores aldeias turísticas do mundo, que ainda é habitada, que tem vida e que tem sido gerida no sentido de ser preservada para o futuro, respeitando sempre o seu passado”.

O edil salienta ainda que “estes números são apenas os que estão registados no Posto de Turismo, sendo que o número total de visitantes é muito superior, tendo em conta a dinâmica que se verifica diariamente em Castelo Rodrigo, demonstrando que a sua promoção e divulgação traz resultados profícuos não só para a aldeia, mas também para a economia local do concelho”.

Exemplos da valorização desta Aldeia Histórica são a aposta na Recriação Histórica da Batalha de Castelo Rodrigo; o Turismo Literário, com iniciativas como a Rota Turística Literária ‘Viagem do Elefante’ e o Off Road Caminho de Salomão (que termina em Castelo Rodrigo); o melhoramento de acessos pedonais e rodoviários.

“Naturalmente que o envolvimento da comunidade local e o bom acolhimento e a qualidade da oferta dos agentes que aí operam também é de relevar, diante de números tão surpreendentes”, acrescenta ainda o autarca.

Curso de Especialização com candidaturas abertas até 10 de fevereiro

Estão a decorrer até 10 de fevereiro as candidaturas para o Curso de Especialização em Promoção de Estilos de Vida Ativos e Saudáveis em Territórios de Baixa Densidade, que começa já em março na Sertã.  

Ministrado pela Universidade Coimbra e apoiado pelo PRR, o curso decorrerá de março a julho e estará isento do pagamento de propinas. As candidaturas estão a decorrer até dia 10 de fevereiro em https://apps.uc.pt/courses/PT/course/10164 . Poderão ser obtidas mais informações sobre o curso em: https://ucpages.uc.pt/cursos-nao-conferentes-de-grau/cursos-prr-lfa/promocao-de-estilos-de-vida-ativos-e-saudaveis-em-territorios-de-baixa-densidade/

A componente presencial do curso decorrerá nas instalações do SerQ – Centro de Inovação e Competências da Floresta, na Zona Industrial da Sertã. Proporcionará formação complementar na área da promoção da atividade física, do exercício físico e da alimentação saudável, a profissionais de territórios de baixa densidade, com experiência em diferentes contextos socioculturais. Visa o desenvolvimento de competências de promoção de estilos de vida ativos e sustentáveis em territórios de baixa densidade nos domínios da redução do risco global de doença, promoção da saúde mental e do bem-estar, eliminação de disparidades de género e promoção das igualdades de acesso, fomento de conhecimentos e de competências necessárias à promoção do desenvolvimento sustentável e promoção de intervenções locais orientadas baseada em políticas inclusivas.

Dirigido a licenciados das áreas das Ciências do Desporto e da Educação Física e de áreas correlatas, o curso terá a duração de um semestre, em horário pós-laboral, à sexta-feira e sábado, e terá funcionamento também em b-learning. A parte presencial decorrerá na vila da Sertã, no SerQ. O curso é composto por seis unidades curriculares: Políticas de desenvolvimento e de saúde em territórios de baixa densidade; Estilos de vida, comportamentos sustentáveis e alimentação saudável; Sedentarismo e atividade física na saúde e no bem-estar; Dinâmicas de intervenção local numa perspetiva inclusiva; Atividade Física e Exercício em Ambientes Naturais e Projeto de Intervenção comunitária.

Ílhavo avança com Orçamento Participativo para envolver a comunidade no futuro do Município

O Município de Ílhavo assinala o Dia Nacional da Participação, que se celebra hoje, com o lançamento do Orçamento Participativo de Ílhavo.

O Orçamento Participativo de Ílhavo é um instrumento de participação dos cidadãos na gestão autárquica e visa contribuir para uma participação informada, interventiva e responsável dos munícipes nos processos governativos locais.

Com esta iniciativa, a Câmara Municipal de Ílhavo pretende estimular e garantir a participação dos munícipes nas decisões sobre os investimentos municipais, contribuindo assim para uma cidadania ativa, envolvida e comprometida com a valorização do Município.

O Orçamento Participativo de Ílhavo beneficia a democracia participativa, dando aos cidadãos o poder de decidirem como devem ser investidas as verbas dos orçamentos públicos, apresentando propostas e determinando, através de votação pública, os projetos vencedores.

Na sua primeira edição, o Orçamento Participativo de Ílhavo tem disponível um montante total de 85 mil euros, que se destina a financiar a concretização dos projetos vencedores.

O Orçamento Participativo de Ílhavo arranca no dia 27 de março com a fase de Submissão de Propostas e a Realização dos Encontros de Participação que se irão realizar em todas as Freguesias, em datas a divulgar oportunamente.

Calendarização:

Submissão de propostas e Encontros de Participação27/03/2023 a 30/04/2023
Análise técnica das propostas01/05/2023 a 04/06/2023
Audiência dos interessados05/06/2023 a 19/06/2023
Análise e decisão20/06/2023 a 09/07/2023
Divulgação dos projetos finalistas10/07/2023
Votação dos projetos finalistas11/07/2023 a 10/09/2023
Apresentação pública dos projetos vencedores16/09/2023

Durante o mês de março serão realizadas, em todas as freguesias do Município de Ílhavo, diversas Ações de Divulgação, onde os Munícipes poderão ficar a conhecer melhor o processo e as regras do Orçamento Participativo de Ílhavo e esclarecer todas as questões.

Para saber mais sobre o Orçamento Participativo de Ílhavo 2023, consulte o Regulamento Municipal e as Normas de Procedimento e Participação 2023 em www.cm-ilhavo.pt.

Dois homens detidos por conduzirem sem habilitação legal

A PSP de Coimbra efetuou na noite de ontem, 25 de janeiro, duas detenções na Avenida Fernão de Magalhães, em Coimbra, ambas por condução sem habilitação legal para o efeito.

Dois indivíduos, com 33 e 36 anos de idade, foram detidos por volta das 22h30m, no âmbito de uma ação de fiscalização.

Campeonato de Carrinhos de Rolamentos arranca em fevereiro em Pedrógão

O Campeonato Nacional de Carrinhos de Rolamentos arranca em 12 de fevereiro, na aldeia de Mosteiro, no concelho de Pedrógão Grande, norte do distrito de Leiria, passando até ao final da competição por mais quatro Aldeias do Xisto.

Numa nota de imprensa, as Aldeias do Xisto referiram que o campeonato “está de volta e, como habitualmente, regressa também o Circuito Aldeias do Xisto”.

“Este ano, a competição conta com cinco provas, passando por Mosteiro (Pedrógão Grande), Sarzedas (Castelo Branco), Sobral de São Miguel (Covilhã), Álvaro (Oleiros) e Pedrógão Pequeno (Sertã)”, explicou a mesma nota, adiantando que “a grande novidade deste ano é o Campeonato Feminino de Carrinhos de Rolamentos Ladies Adventure 2023, que se realiza pela primeira vez”.

O campeonato, que vai ser apresentado no domingo, na praia fluvial do Mosteiro, “é uma iniciativa da empresa de animação Trilhos do Zêzere, que promove uma forma de diversão amiga do ambiente, reforçando o contacto com o património paisagístico, cultural e gastronómico”.

Por outro lado, “recupera e mantém tradições, ao mesmo tempo que potencia a atividade turística nas localidades por onde passa”.

Segundo o seu sítio na Internet, a Rede das Aldeias do Xisto é constituída por 27 aldeias do interior da Região Centro de Portugal e “assume-se como um projeto de desenvolvimento sustentável, de âmbito regional”.

Liderado pela Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto (ADXTUR), o projeto “integra 230 entidades, públicas e privadas, de entre as quais 23 municípios, três comunidades intermunicipais, sete grupos de ação local e mais de 150 empresas a atuar no território”.

O diretor do campeonato, Luís Dias, também administrador da empresa Trilhos do Zêzere, afirmou hoje à agência Lusa que são boas as expectativas “para a edição deste ano, notando que após “paragem, após abrandamento” devido à pandemia de covid-19, estão a ser retomadas “estas atividades de natureza com normalidade”.

“O ano passado houve campeonato também, um bocadinho mais reduzido porque ainda não sabíamos muito bem o que é que nos esperava enquanto possibilidade de executar as provas”, declarou Luis Dias, recordando que em 2022 houve menos provas.

Este responsável declarou que, à data de hoje, estão inscritos 35 pilotos, o que “representa cerca de 12 equipas”, a que se somam mais seis mulheres, sendo que estas “vão realizar, de acordo com as regras, no mínimo, 15 provas”.

Luís Dias destacou a importância do Campeonato Nacional de Carrinhos de Rolamentos para os locais por onde passa.

“Traz crescimento económico, promoção, também o recordar de uma tradição que era uma tradição de muitas destas aldeias”, disse, lembrando que o carrinho de rolamentos era uma brincadeira de rua.

Segundo o diretor do campeonato, as provas promovem “territórios, muitos deles de baixa densidade populacional”, além do retorno económico ao nível do alojamento ou restauração.

O campeonato conta com 24 provas e termina em 10 de dezembro, em Pedrógão Pequeno.

Investigação da Universidade de Coimbra sublinha a importância do reforço dos cuidados paliativos pediátricos em Portugal

Uma equipa de investigação, coordenada pela Universidade de Coimbra (UC), que analisou o último ano de vida de crianças com doenças crónicas que faleceram no Hospital Pediátrico de Coimbra, sublinha a importância dos cuidados paliativos pediátricos para melhorar os cuidados prestados, sobretudo no que respeita à redução de terapêuticas e procedimentos agressivos neste grupo de crianças. O estudo científico, que decorreu em colaboração com o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), destaca ainda o impacto positivo dos cuidados paliativos pediátricos na redução do consumo de recursos hospitalares.

«Esta investigação corrobora a urgência de se dotarem os serviços de pediatria nacionais de equipas com formação adequada na área de cuidados paliativos pediátricos, por forma a garantir resposta adequada a crianças com doenças avançadas e, na sua maioria, progressivas, cuja evolução para o fim de vida pode ser possível antecipar e planear, garantindo os melhores cuidados», sublinha a equipa de investigação.

Atualmente, «a literatura internacional é, ainda, escassa no que respeita ao consumo de recursos hospitalares com crianças com doença crónica complexa no seu último ano de vida», contextualizam as investigadoras. Adicionalmente, em Portugal «são apenas cinco as equipas especializadas em cuidados paliativos pediátricos, e, apesar de existirem várias em fase de desenvolvimento, há ainda um grande défice em termos de recursos, formação e cobertura geográfica», destaca a equipa.

A investigação analisou dados de 2016 a 2020, referentes ao último ano de vida de 72 crianças, entre 1 e 18 anos de idade, com doenças crónicas complexas (nomeadamente doenças oncológicas, neurológicas ou cardiovasculares). Foi realizado um estudo comparativo com dois grupos: um grupo que foi acompanhado por uma equipa especializada de cuidados paliativos pediátricos e um grupo que não foi acompanhado. Foram analisados três principais domínios: o impacto do acompanhamento por cuidados paliativos pediátricos na utilização de recursos hospitalares, na terapêutica instituída e nos cuidados prestados na última semana de vida.

Na análise de dados referentes ao grupo que foi acompanhado por uma equipa especializada em cuidados paliativos pediátricos foi possível atestar «a menor utilização de procedimentos e terapêuticas invasivas e de falecimentos em unidade de cuidados intensivos, com otimização da gestão de recursos hospitalares», explica a equipa de investigação. Contudo, verificou-se que a maioria das crianças ainda não é referenciada para cuidados paliativos pediátricos nesta fase. «É, por isso, importante a sensibilização dos profissionais de saúde no sentido de envolverem estas equipas logo que identifiquem uma situação de doença crónica complexa causadora de sofrimento», elucidam as investigadoras.

A equipa de investigação destaca ainda a importância de «prosseguir a investigação sobre cuidados paliativos pediátricos no que respeita ao impacto na qualidade de vida de crianças e família, na sobrecarga associada ao tratamento e aos custos associados aos consumos hospitalares». «Além disso, será fundamental analisar o impacto do apoio domiciliário em cuidados paliativos pediátricos na vida das crianças e da sua família, pais, irmãos, avós e outros, bem como a possibilidade de redução de internamentos hospitalares, com redes de suporte domiciliário bem estruturadas», rematam as investigadoras.

O estudo envolveu investigadoras e docentes da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) e também médicas do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra: Andreia Nogueira (pediatra da equipa de cuidados paliativos pediátricos do CHUC), Bárbara Gomes (investigadora da FMUC), Cândida Cancelinha (coordenadora do estudo, docente da FMUC e médica coordenadora da equipa de cuidados paliativos pediátricos do CHUC), Diana Correia (aluna da FMUC) e Marisa Loureiro (investigadora da FMUC).

O artigo científico “The needs of children receiving end of life care and the impact of a paediatric palliative care team: a retrospective cohort study” encontra-se publicado no European Journal of Pediatric, e está disponível em https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36445514/. Este é o mais recente resultado do Grupo de Investigação em Cuidados Paliativos, Fim de Vida e Luto do Coimbra Institute for Clinical and Biomedical Research (iCBR) da FMUC: www.uc.pt/en/fmuc/icbr/researchlines/palliative.

Ricardo Santos é o novo vereador do município da Mealhada

Ricardo Santos, até agora chefe de Gabinete de Apoio ao Presidente e Vereação, foi empossado vereador, esta manhã, 24 de janeiro, preenchendo assim o lugar deixado por Gil Ferreira.

Ricardo Santos, que era o número quatro da lista da do Mais e Melhor Movimento Independente (MMMI), assumiu, esta manhã, o cargo de vereador a tempo inteiro.

A reunião do Executivo Municipal da Mealhada ficou marcada pelas palavras de boas vindas de todas as forças políticas ao novo vereador e pelo elogio ao trabalho e desempenho de Gil Ferreira, que renunciou ao cargo, por motivos pessoais, no início de janeiro.

“Quero desejar um bom mandato ao Ricardo e não posso também de enaltecer o trabalho de Gil Ferreira, uma pessoa que tive o prazer de conhecer como pessoa, como autarca, dedicado e empenhado, que fez um excelente trabalho e com quem continuamos a contar, nos contributos que pode dar, sobretudo, nas áreas que tutelava”, sublinhou António Jorge Franco, presidente da Câmara da Mealhada.

A entrada do novo vereador dará origem a uma redistribuição de pelouros que será, publicamente, conhecida amanhã, dia 25.

O Executivo Municipal da Mealhada é composto por sete elementos: António Jorge Franco; Filomena Pinheiro e Ricardo Santos, eleitos pelo Mais e Melhor Movimento Independente (MMMI), por Hugo Silva, eleito pela Coligação Juntos pelo Concelho da Mealhada, e por Rui Marqueiro José Calhoa Morais e Sónia Oliveira, eleitos pelo PS (sem pelouro atribuído).

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