Início Site Página 914

Estradas cortadas em Abrantes, Constância, Golegã, Almeirim, Santarém e Coruche

A informação foi apurada pela TVC há, nesta altura, sete estradas cortadas por inundações. Está em causa a Nacional 118, nos troços compreendidos entre Concavada e Abrantes e ainda em Santa Margarida, já no concelho de Constância. Registo, ainda, para as submersões da Estrada dos Lázaros, na Golegã; da Nacional 251, entre Couço e Coruche; para além da Municipal entre Vale de Figueira e Santarém.

Nota, ainda, para a circulação impedida na Estrada Nacional 119, no cruzamento para Santo Estêvão, concelho de Benavente, assim como para a Estrada Nacional 114, em Almeirim. Quanto a outras ocorrências relacionadas com inundações, as forças de proteção civil foram chamadas a Santa Margarida da Coutada, em Constância; a São Pedro, no concelho de Alcanena, e à Ribeira das Boas Eiras, em Mação.

Coordenador da Misericórdia de Leiria absolvido no processo das vacinas

O Tribunal de Leiria absolveu o coordenador-geral da Misericórdia de Leiria do crime de falsas declarações, por não se provar que indicou indevidamente o nome de familiares do provedor para a vacinação contra a Covid-19.

A juíza do tribunal singular de Leiria considerou que não se provou que tenha sido o arguido Diogo Batalha a chamar a mulher, o filho e o enteado do provedor da Santa Casa da Misericórdia de Leiria para serem vacinados contra a Covid-19, apesar de não serem elegíveis à data para a imunização, lê-se na sentença proferida na quarta-feira, a que a agência Lusa teve acesso.

Na fundamentação da decisão da matéria de facto, lê-se que a mulher do provedor, Leonor Poço, testemunhou ao tribunal ter recebido uma chamada da Santa Casa da Misericórdia de Leiria, “de uma voz feminina”.

“O Tribunal fundou a sua convicção na análise crítica do conjunto da prova produzida e examinada em audiência (…) mormente, da análise da prova documental junta aos autos, conjugada com a apreciação crítica das declarações prestadas pela arguida e pelas testemunhas ouvidas em audiência”, referiu a juíza na sentença.

Para a magistrada, não ficou provado que “o arguido tenha querido agradar ao dirigente máximo da sua entidade patronal, o provedor Carlos Poço, sabedor da importância que este dava à vacinação”.

“Não conseguimos concluir, para além da dúvida razoável, que o domínio do facto quanto à decisão tomada de que as doses sobrantes do frasco de vacinação em causa seriam concretamente destinadas à vacinação dos familiares do senhor provedor”, refere-se na sentença, que também salienta que numa “dúvida razoável” “faz-se operar o princípio ‘in dubio pro reo’, dando como não provados os respetivos factos”.

Por outro lado, escreveu a juíza, “se a intenção do arguido fosse a alegada na acusação (agradar ao senhor provedor da instituição de que era trabalhador/”administrador”), de acordo com as regras de experiência comum, até seria normal que fosse ele próprio a alertar o senhor provedor ou a família do mesmo para tanto, o que não ocorreu (tendo sido uma voz feminina quem o fez)”.

Acresce referir que “outros trabalhadores da mesma instituição tiveram intervenção nos factos”.

Diogo Batalha foi acusado pelo Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal Regional de Coimbra da prática de um crime de falsas declarações, em novembro de 2021.

De acordo com a acusação, o arguido – que foi indicado com a função de administrador hospitalar, mas que esclareceu ser coordenador-geral, – “prestou informação falsa à equipa de enfermagem, ao afirmar que havia funcionários daquela Instituição Particular de Solidariedade Social para vacinação não incluídos na listagem inicial”, no dia 19 de janeiro de 2021.

Para o MP, “esta conduta levou a que fosse aberto um frasco suplementar e inoculadas pessoas não prioritárias e sem qualquer critério de elegibilidade para a fase de vacinação em curso”.

Durante o julgamento, foi provado que não foi aberto um frasco adicional. “A certa altura do ato vacinal, a equipa de vacinação confrontou-se com a circunstância de ter de vacinar uma médica por indicação da delegada de saúde e coordenadora da vacinação e de haver ainda um funcionário da ERPI por vacinar, equacionando não abrir o último frasco”, evitando o “desperdício das quatro restantes doses”.

O arguido garantiu que encontraria as pessoas que faltavam. Uma delas foi o próprio, que a enfermeira admitiu que não a chocou porque era funcionário e Diogo Batalha pediu a uma funcionária para “arranjar” outras três.

Ministério afirma que escolas têm autonomia para decidir abrir ou não

Mau tempo está a provocar o caos em Lisboa. Autoridades apelam à população que fique em casa.

O ministério da Educação afirmou, esta terça-feira, que as escolas têm autonomia para decidir se encerram ou não, perante as inundações que estão a provocar o caos em Lisboa.

À  Renascença, fonte do gabinete de João Costa assegurou que o ministério está a acompanhar a situação. Para já não há qualquer indicação para o encerramento generalizado das escolas.

Apesar disso, também segundo esta estação de rádio, há já várias escolas com as portas fechadas. É o caso do Liceu Camões e da Escola Secundária Filipa de Lencastre, assim como a Escola das Laranjeiras, em São Domingos de Benfica, a Escola Pedro Santarém, em Benfica, a Escola Victor Palla e a Escola Luisa de Gusmão, do Agrupamento Nuno Gonçalves.

O empresário Fernando Tavares Pereira dá uma entrevista polémica ao Correio da Beira Serra.

“Gastar milhões numa zona industrial que vai ficar curta, pequena e sem acessos dignos é estragar o dinheiro da população de Oliveira do Hospital”

Fernando Tavares Pereira lembra que o interior do país continua a perder população e acusa os autarcas de não reclamarem para o território as infra-estruturas que lhe são devidas…

O empresário Fernando Tavares Pereira não se conforma com a derrapagem do prazo das obras na zona industrial de Oliveira do Hospital. “Temos uma zona industrial sem acessibilidades e que, lamentavelmente, anda em obras há praticamente dois anos”, refere em entrevista ao CBS, sublinhando ainda que esta intervenção esteja a prejudicar as empresas e não comtemple os acessos necessários.  “Gastar estes milhões numa zona industrial que vai ficar, curta, pequena e sem acessos dignos é estragar o dinheiro da população de Oliveira do Hospital”, diz. Fernando Tavares Pereira volta ainda a acusar os políticos da região de não reivindicarem as infra-estruturas prometidas para a região, mas “que não saem do papel”.

CBS- Tem sido critico em relação às obras da zona industrial de Oliveira do Hospital. Porquê?

Fernando Tavares Pereira – É inaceitável que as obras se prolonguem por dois anos e que não contemplem aspectos importantes como as acessibilidades. Mas todo o Interior anda perdido ao nível da política e das responsabilidades, embora existam uns concelhos melhores que os outros. O concelho de Arganil, por exemplo, antes de colocar empresas na zona industrial criou as infra-estruturas necessárias. Fez acessibilidades em condições. Isso foi esquecido no concelho de Oliveira do Hospital. Como se ficou pelo papel a zona industrial prevista para Nogueira do Cravo. Agora temos uma zona industrial sem acessibilidades e que, lamentavelmente, anda em obras há praticamente dois anos. É inacreditável.

As empresas que se encontram naquela zona estão a ressentir-se com as obras?

Quem lá está a trabalhar, como é o nosso caso, sofre com as dificuldades que as obras estão a causar. Em minha opinião, foi tudo feito levianamente. Antes de se começar um projecto tem de se pensar no que se quer fazer. Depois deve-se criar condições para que as empresas que lá estão instaladas possam continuar a laborar sem dificuldade. Não é isso que se verifica. No centro de inspecções temos perdido alguns clientes. Os acessos que lá estão são uma vergonha e andam à volta daquilo, repito, há dois anos.

Houve ausência de planificação por parte da autarquia?

Parece-me óbvio. Como é que se pode andar dois anos em obras numa zona industrial como aquela? Só demonstra que não há programação, não há dinâmica, não há vontade…. Enfim, não há nada. Quem tem lá empresas, como eu tenho, obviamente que se sente prejudicado. Tudo aquilo, além dos prejuízos directos, passa uma má imagem do concelho. E tudo porque não existiu uma planificação decente, nem respeito por quem lá está. Gastar estes milhões numa zona industrial que vai ficar curta, pequena e sem acessos dignos é estragar dinheiro da população de Oliveira do Hospital.

As responsabilidades devem ser atribuídas apenas ao actual presidente?

Não. O descontrolo já vinha do seu antecessor. E digo isto, não por o ter o actual presidente como amigo, mas porque é a realidade. Apanhou com o processo em andamento. As pessoas deviam ter conhecimento antes de ir para a política. Se fosse assim as coisas eram diferentes. Mas impera a ignorância e, como eles têm o seu vencimento garantido, está tudo bem. Na zona industrial estão a gastar uns milhões de euros sem terem construído acessibilidades. Isso é um erro. Há muito que defendo um acesso em condições, uma via de quatro faixas para aquele local a partir da Catraia de São Paio ou de outro ponto. Era fundamental.

Quando prevê que as obras na zona industrial estejam concluídas?

Não faço ideia. Mas tenho a certeza que aquilo está a demorar tempo a mais e que as obras estão a prejudicar as empresas. Quando se começa uma obra deve saber-se quando vai terminar. Não é o que se passa aqui.

Quem é o responsável?

A Câmara Municipal é que deixou chegar as obras ao actual estado. Se o empreiteiro não cumpre, há que

imputar-lhe as responsabilidades. Mas é a autarquia que tem de responder perante as empresas que se encontram ali instaladas e que estão a ser prejudicadas. Pelo menos, podia pedir desculpa. Mas nem isso.

Falou da zona industrial, mas existem outras empreitadas do município que estão com atrasos elevados?

Não conheço os projectos e os contratos. Se existem prazos, estes têm de ser cumpridos ou tem de existir uma explicação válida a justificar o atraso. Tem de se responsabilizar quem não cumpriu. O povo é que não pode pagar pela culpa de outros. Se quem está à frente do município não tem capacidade para cumprir as obrigações para com quem o elegeu, então que coloque o lugar à disposição e convoque eleições.

Muitos autarcas da região estão acomodados e por vezes perdem o sentido democrata…”

Há quem o critique por falar de Oliveira do Hospital, quando é de Tábua e foi mesmo candidato a essa Câmara Municipal…

Normalmente quem diz isso nunca fez nada por Oliveira do Hospital. Para quem não sabe, tenho em Oliveira do Hospital mais de cem funcionários. Sempre investi lá. Além disso, não só lá tenho empresas, como ajudei muitas firmas a nascer naquele concelho. E só não investi mais porque os presidentes de Câmara não quiseram que eu investisse. Impediram-me de concretizar os projectos que até já estavam aprovados pela CCDR e outras entidades. A sorte de Oliveira do Hospital é ter dos melhores empresários do país. Dos mais resilientes. Pessoas que, contra todas as dificuldades, continuam a manter as suas empresas a laborar.

Continua a reclamar acessos e a acusar os autarcas de não exigirem as vias rodoviárias que estão previstas para a região…

Depois de tanta mentira, já nem vou por aí. Vamos tentar colocar a funcionar, se ainda estiver activo, o Núcleo de Desenvolvimento Empresarial do Interior e Beiras (NDEIB), para fazer chegar a indignação do povo das Beiras ao Governo. Acho que o poder central também não investe na região porque ninguém exerce pressão sobre eles. Espero que os empresários se juntem para podermos reivindicar os direitos que são devidos à região. Estou convicto que um dos problemas é também a ausência de exigência. Não podemos estar à espera dos autarcas e dos políticos locais. Grande parte deles está acomodada. Os empresários devem unir-se. Se estivermos todos juntos, o respeito é outro. Mesmo por parte do Governo.

Os autarcas não estão a desempenhar o cargo como deveriam?

Não tenho grandes dúvidas sobre isso. O PIB da região está a cair a cada dia que passa e os políticos que se encontram em Lisboa não se preocupam. Para eles quanto pior melhor. Menos peso temos, quer em termos de investimento, quer empresarial e demográfico. Muitos autarcas da região estão acomodados e por vezes perdem o sentido democrático. Em Oliveira do Hospital, por exemplo, segue-se o lema de quem não é por mim é contra mim. Quando assim acontece não há democracia. E esta ausência de colaboração com os empresários é transversal praticamente a todos os concelhos do Norte da Serra da Estrela. Não reclamam as acessibilidades que merecemos por direito, como o IC6, o IC7 e o 37. Sem esses acessos quem é vem para cá investir?  Não estão no orçamento e não vejo ninguém indignado com isso. Porque é que nos mentem? Será que nós não somos portugueses? Por vezes chego a pensar que não.

A população está adormecida, porque, principalmente nos concelhos mais pequenos, há sempre alguém de uma família que está dependente da Câmara Municipal…

Os autarcas são eleitos pelos munícipes…

Claro. E nisso também tenho a minha parte de culpa ao apoiar um determinado candidato. Acho que a escolha de um presidente de Câmara deveria ter em conta o conhecimento que ele tem das causas e a sua disposição para se bater por elas. Mas, demasiadas vezes, escolhemos por simpatia. Pela forma de estar com o povo. Isso só não chega. Fui enganado como muitos oliveirenses. Apoiei um indivíduo que disse que se demitia se não fossem construídas as vias há muito prometidas e depois, apesar de nada ter sido feito, manteve-se no cargo. Perante isto, está tudo dito. O Norte da Serra da Estrela tem sido uma vergonha em termos de políticos. Deixam fugir tudo e o povo é que fica prejudicado. Oliveira do Hospital, por exemplo, chegou a ser uma cidade, hoje é uma necessidade. Não tem acessibilidades, não tem saúde, justiça…

Se as coisas estão nesses moldes, a população não deveria reclamar mais?

A população está adormecida, porque, principalmente nos concelhos mais pequenos. Há sempre alguém de uma família que está dependente da Câmara Municipal. E não podem falar, caso contrário são perseguidos. Falo por experiência própria. Comecei do nada, como muito dos meus colegas. E tenho pena que quando as coisas estão mal ninguém diga nada. Se mantivermos esta inércia as coisas ficam mal para os empresários, para os trabalhadores e para a região. Não havendo trabalho não há desenvolvimento.

Existe uma subsidiodependência a nível nacional em que o Estado paga para que haja pessoas a não fazer nada. O país não pode ser isto. Vejo pessoas a passarem tempo Programas Ocupacionais (POC), tirar cursos apenas para receberem o subsídio e que depois não lhes serve de nada. É só estragar dinheiro. A aposta devia passar por escolas profissionais a fim de promover cursos de acordo com as aptidões das pessoas e da necessidade das empresas. Mas isso não dá votos. Dá trabalho.

Concorda com a transferências de competência para os municípios?

Não. Estou em crer que, principalmente nos concelhos pequenos do interior, vai ser dramático. As Câmaras já estão mal financeiramente. Já recebem pouco e com isto vão ter ainda menos capacidade para investir. Vamos assistir ao fim de mais aldeias, só para manterem aquilo que deveria ser suportado pelo Estado. Quando começar a faltar o dinheiro como é que se desenvolve o ensino e a saúde destes concelhos pequenos? Delegação de competências e transferência de menos capital? Não me parece que possa funcionar. Se fosse presidente de Câmara não assinava, tal como não assinou Rui Moreira da Câmara Municipal do Porto. Se houvesse muitos a tomar a mesma posição, as coisas seriam diferentes. Coesão assim? Não.

Fonte: Correio da Beira Serra

Oficial: Depois de deixar Estoril, Thiago Rodrigues reforça Arouca

Acordo formalizado esta segunda-feira.

O Arouca oficializou, esta segunda-feira, a contratação de Thiago Rodrigues para a baliza da equipa orientada por Armando Evangelista.

Sensivelmente dois meses depois de ter rescindido com o Estoril, o guardião brasileiro vai agora prosseguir carreira na I Liga, porém, a duração do contrato não foi anunciada.

Recorde-se que Thiago Rodrigues fez formação no Flamengo e, antes de chegar ao Estoril em 2019, passou também pelo América Mineiro.

Pelos canarinhos, o guardião de 26 anos realizou um total de 27 jogos, 14 dos quais na última temporada.

Constituída arguida após furtar carteira de idoso em centro comercial

Uma outra mulher foi constituída arguida por furtar 300 euros do interior de um veículo, em Moimenta da Beira.

Duas mulheres, com 50 e 54 anos, foram constituídas arguidas, na passada sexta-feira, pelo crime de furto, no concelho de Moimenta da Beira, revelou a Guarda Nacional Republicana (GNR).

Em comunicado, enviado esta segunda-feira às redações, a autoridade revelou que as mulheres foram constituídas arguidas no âmbito de duas investigações por furto. 

No primeiro caso, os militares apuraram que a “suspeita furtou a carteira a um idoso que se encontrava a efetuar compras numa superfície comercial”. Foi então possível apurar a identidade da suspeita, de 50 anos, e recuperar os 160 euros furtados.

No segundo, os militares “levaram a cabo diligências policiais que permitiram apurar que a mulher de 54 anos tinha furtado uma carteira do interior de um veículo, com recurso a chaves falsas”. Durante a ação policial, foi possível recuperar 300 euros em numerário.

Os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Moimenta da Beira.

Aveiro. Furtam material de empresa no setor da indústria e acabam detidos

Os dois homens tinham na posse cobre e cabos elétricos.

Dois homens, de 20 e 22 anos, foram detidos no domingo, por suspeitas de furto em estabelecimento no setor da indústria, no concelho de Aveiro.

Segundo o comunicado da Guarda Nacional Republicana (GNR), os suspeitos foram intercetados “nas imediações do estabelecimento industrial na posse de diverso material furtado, nomeadamente, cobre e cabos elétricos”.

“Foram, ainda, apreendidos dois velocípedes elétricos”, referiram as autoridades.

Os detidos foram constituídos arguidos e serão presentes no Tribunal Judicial de Aveiro, para aplicação das medidas de coação.

Homem de 76 anos suspeito de maltratar a mulher durante 30 anos

Um homem de 76 anos, de Oliveira do Hospital, é suspeito de praticar violência doméstica contra a sua mulher, ao longo dos cerca de 30 anos da relação, afirmou hoje o Ministério Público de Coimbra.

Numa nota publicada na sua página de internet, o Ministério Público de Coimbra afirmou que o arguido está indiciado pela prática de um crime de violência doméstica, sendo suspeito de molestar “física, verbal e psicologicamente a vítima, com quem vivia maritalmente há cerca de 30 anos”.

“Os factos indiciados ocorreram, praticamente, ao longo de toda a relação de ambos, até dezembro”, acrescentou.

Nessas circunstâncias, o arguido, alegadamente, “insultou a vítima, intimidou-a, chegando a encostar-lhe uma navalha ao pescoço, e agrediu-a, empurrando-a contra uma porta e provocando-lhe ferimentos na cabeça”.

No início de dezembro, após a vítima ter manifestado a intenção de se separar do arguido, “este empunhou uma espingarda e apontou-a na direção da companheira, ao mesmo tempo que lhe dizia que a matava”, salientou o Ministério Público de Coimbra.

Ouvido por um juiz de instrução criminal no sábado, o arguido foi proibido de contactar, por qualquer meio, a vítima e não comparecer na residência onde habita a vítima nem no seu local de trabalho.

O arguido ficou ainda proibido de deter qualquer arma e de contactar as testemunhas dos autos, estando também obrigado a apresentar-se semanalmente perante autoridades policias.

A investigação é dirigida pelo Ministério Público da unidade local de Oliveira do Hospital, com a coadjuvação do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE) do Comando Territorial de Coimbra da GNR.

Coimbra promove curso para intervir em emergências e catástrofes

A Universidade de Coimbra (UC) vai promover um curso de especialização em Intervenção em Contexto de Emergência e Catástrofe, que pretende dar uma resposta inovadora com o envolvimento de quatro parcerias consideradas estratégicas.

O curso será realizado em parceria com a Unidade de Ensino, Formação e Investigação da Saúde Militar (UEFISM), o Instituto Universitário Militar (IUM), o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e a Associação Lusitana de Trauma e Emergência Cirúrgica (ALTEC).

Segundo a vice-reitora da UC para os Assuntos Académicos e Atratividade de estudantes pré-graduados, Cristina Albuquerque, “este é um curso com caráter muito inovador, apoiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência, no âmbito do projeto ‘Living the Future Academy'”.

Cristina Albuquerque salientou que este curso foi “orientado para princípios de qualidade e de excelência, alinhado com parceiros que têm conhecimento aprofundado acerca destes assuntos”.

“Temos a noção de que estes desastres continuam a aumentar em número e intensidade. Este contexto lembra-nos de que temos de aumentar o conhecimento e a preparação, obter mais dados”, considerou, por seu turno, o comandante do IUM, tenente-general António Martins Pereira.

No seu entender, “quanto maior conhecimento e informação estiverem disponíveis”, maior será a capacidade de responder a situações de risco.

Durante a apresentação do curso, a necessidade de investimento numa educação aprofundada para o reconhecimento e gestão do risco foi justificada pelo “aumento da frequência e da intensidade dos cenários de risco e/ou catástrofes naturais, no âmbito de alterações ambientais, ou consequência de agentes de geodinâmica interna/externa, ou como resultado de acidentes tecnológicos ou outros”.

Em Portugal, existe uma oferta formativa pós-graduada “relativamente escassa e intermitente” no domínio da educação e treino para intervenção em catástrofe.

“É obrigação da universidade estar presente na oferta formativa e disseminação de conhecimento em áreas como esta. Este curso tem um grande potencial a nível nacional e internacional”, considerou o reitor da UC, Amílcar Falcão.

O reitor garantiu que se trata de “um curso com qualidade, com todos os condimentos ao nível das entidades envolvidas, e uma área de formação fundamental para o país”, e fez votos de que “sirva para algo em concreto e seja muitas vezes repetido ao longo do tempo, porque, infelizmente, as catástrofes vão continuar a acontecer”.

De acordo com dados apresentados durante a cerimónia, entre 2000 e 2019 ocorreram 510.837 mortes e houve 3,9 mil milhões de pessoas afetadas por 6.681 desastres naturais.

Na opinião do presidente do conselho de administração do CHUC, Carlos Santos, “estão reunidas as condições para mais uma parceria bem-sucedida” da instituição com as outras entidades envolvidas.

O curso de especialização destina-se a licenciados em Medicina, Enfermagem, Psicologia e outras licenciaturas no domínio da saúde, Forças Armadas, Geografia, Ciências da Terra, Engenharia, Proteção Civil, Ciências da Comunicação e Jornalismo.

Foto: Diário de Coimbra

Saúde? Utentes de Abrantes pedem que autarca use “peso político”

A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Concelho de Abrantes (CUSPCA) pediu hoje ao presidente da Câmara Municipal para que use o seu “peso político” junto do Governo para tentar resolver problemas da saúde e sociais.

“Nós levávamos, essencialmente, três temas à reunião com presidente da câmara, sendo questões relacionadas com a saúde, as portagens na Autoestrada 23 e a ação social”, disse à Lusa Manuel José Soares, porta-voz da CUSPCA e também da Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (CUSMT), sublinhando o apelo feito ao uso do “peso político” e “tomada pública de posição” do presidente daquele município do distrito de Santarém, Manuel Jorge Valamatos (PS), para tentar desbloquear a resolução de alguns problemas sobre os temas abordados.

“Uma questão premente que nós salientámos e que achamos que também deve ser tomada posição pública, e acompanhado aquilo que a comissão de utentes tem feito, é de exigir, de uma vez por todas, que o Governo coloque uma assinatura na portaria de extensão de encargos financeiros, relativamente à urgência do Hospital de Abrantes, onde funciona a urgência médico-cirúrgica”, afirmou o dirigente.

Manuel Soares lembrou que a Comissão de Utentes já tomou “várias vezes posição” e que o vai continuar a fazer, tendo defendido que, neste caso, “a autarquia de Abrantes deveria fazer o mesmo” e utilizar o seu “peso político” para ultrapassar o problema.

Segundo o dirigente da CUSMT, as obras na Urgência do Hospital de Abrantes, “prometidas e necessárias há anos e anos”, têm projeto, financiamento, concurso feito e empresa escolhida para fazer a obra, mas apenas falta a assinatura de um membro do Governo numa portaria de extensão para que se concretize a adjudicação e o consequente início das obras” no hospital, ligado ao Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), que agrega ainda as unidades hospitalares de Tomar e Torres Novas.

“Nós apelámos para que o peso político que a Câmara de Abrantes tem fosse utilizado na resolução dessas questões, porque são questões que muitas vezes só têm a ver com uma interpretação rígida e ortodoxa de algumas questões regulamentares e que levam, além de muito tempo a resolver, muitas vezes é impeditivo que essa resolução apareça à luz do dia”, disse Manuel Soares, tendo referido “múltiplos exemplos” de situações similares.

O porta-voz da CUSMT apontou as questões relativas à “saúde pública, cuidados primários e cuidados hospitalares”, tendo defendido como “necessário” que um conjunto de “entidades se juntem, falem umas com as outras e procurem soluções concretas para os problemas que existem” ao nível da saúde.

“Deveriam ser juntas à volta de uma mesa e procurar soluções concretas para os problemas que existem, aproveitando os meios que existem, poupando meios e facilitando a vida, quer a quem precisa de cuidados de saúde, quer a familiares”, defendeu.

Ainda ao nível da saúde e da maternidade do hospital de Abrantes, Manuel Soares disse ter defendido na reunião a “necessidade de a Câmara Municipal e Assembleia Municipal retomarem a posição sobre a nova rede de maternidades e urgências obstétricas”, tendo afirmado que, “pelo impacto social, na coesão territorial e até pela qualidade do emprego”, que esse serviço se “deve manter aberto 24 horas por dia, 365 dias por ano” em Abrantes.

Ao nível das portagens na A23, via que faz a ligação direta entre as três unidades hospitalares do CHMT, que os utentes querem ver “abolidas”, o representante da CUSPCA disse que estão “recolhidas mais de 11.000 assinaturas” num abaixo-assinado que está a circular, número que “corresponde à maior e à mais significativa iniciativa lançada pelos utentes a nível nacional, com caráter reivindicativo”, tendo-se congratulado com a aprovação em Abrantes, “pelo menos, do princípio da abolição das portagens”, numa via à qual “não há alternativa” de circulação.

As Comissões de Utentes “vão continuar a reunir com as autarquias” da região a partir de janeiro de 2023, avançou Manuel Soares, tendo a estrutura decidido “solicitar uma reunião à Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e programar o agendamento de reuniões com o conjunto das câmaras municipais”.

“Atendendo à base da legislação da descentralização de competências, nós temos aqui um novo paradigma e é aos responsáveis autárquicos que compete resolver muitas das situações que têm relação com os serviços públicos e, no conjunto, também com as próprias questões da saúde, porque nós não imaginamos os serviços de saúde hoje sem telecomunicações, não imaginamos serviços de saúde sem transportes e sem bombeiros”, concluiu.

A CUSMT tem na sua área de influência o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, que abrange cerca de 225 mil utentes de 11 municípios (Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha), e o Centro Hospitalar do Médio Tejo, que integra três unidades hospitalares, localizadas em Abrantes, Tomar e Torres Novas.

Destaques