Início Site Página 516

Coimbra. PSP interceta homem em estação e descobre que furtou ourivesaria

Foram encontrados na sua posse diversos artigos de ouro e prata, avaliados em 350 euros.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) de Coimbra identificou no sábado, dia 18 de novembro, um homem, de 36 anos de idade, suspeito da prática de um crime de furto numa ourivesaria, na zona de Vilarinho do Bairro

Segundo comunicado daquela força, o homem foi intercetado, pelas 10h30, num terminal ferroviário da cidade de Coimbra, numa ação de verificação de entrada e saída de passageiros de um comboio que circulava no sentido norte/sul.

Sujeito a uma revista de segurança, após ter adotado um comportamento estranho, foram encontrados na sua posse diversos artigos de ouro e prata, avaliados em 350 euros. “Questionado sobre a proveniência dos artigos, confessou que os furtou”, revela ainda a PSP.

De notar que a identificação do suspeito decorreu no âmbito da operação 24 BLUE RAD, da RAILPOL, direcionada a identificação de suspeitos da prática de crimes de furto.

Pais do suspeito de crime na Murtosa deixam casa com medo de represálias

O suspeito do homicídio de uma mulher grávida da Murtosa vai aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva. Os pais afiançam que está inocente e abandonam a casa família.

Os pais de Fernando Valente, o suspeito do homicídio de uma mulher grávida da Murtosa, abandonaram a casa da família, na mesma localidade. 

Segundo a TVI, que filmou o momento, o casal saiu na parte de trás de um carro, completamente tapados. 

O mesmo canal refere que a mãe do suspeito já terá sido agredida por familiares da grávida desparecida e, com medo de represálias, preferiram abandonar a casa da família. 

O pai do detido diz que o filho está “super inocente”, contudo, “há muitas coisa por trás disto que se hão-de descobrir”. 

Fernando Valente foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) de Aveiro na noite de quarta-feira, dia 15, na sequência de buscas realizadas a diversas propriedades e veículos pertencentes à família do suspeito.

O detido, que ficou em preventiva, é um homem com quem a vítima de 33 anos terá tido um relacionamento amoroso e que alegadamente será o pai do bebé que ela esperava.

A mulher, que estava grávida de sete meses, foi vista pela última vez a 3 de outubro, quando saiu de casa com as ecografias da gravidez, ligando pouco depois ao filho a dizer que estava a regressar a casa, o que não chegou a acontecer.

A família participou o desaparecimento junto da GNR da Murtosa no dia seguinte, tendo sido levadas a cabo buscas que, até ao momento, se revelaram infrutíferas.

A Polícia Judiciária prossegue as buscas pelo corpo de Mónica Silva. 

Trânsito cortado no acesso da Ponte 25 de Abril para Caparica esta noite

O acesso estará interdito ao trânsito entre as 22h00 de hoje e as 6h00 da manhã de amanhã, terça-feira.

A Auto-estradas do Baixo Tejo (AEBT) anunciou na tarde desta segunda-feira que o trânsito estará cortado esta noite no acesso da Ponte 25 de Abril ao IC20 para a Costa de Caparica

O acesso estará interdito “entre as 22 horas de hoje e as 6 horas da manhã de amanhã”, devido a “trabalhos de beneficiação”.

A alternativa é “optar pelo ramo de saída para Almada e inverter a circulação na Rotunda Centro-Sul”, de acordo com a AEBT, através de um comunicado enviado às redações.

O caminho alternativo ao que estará cortado à circulação das viatura vai estar “devidamente sinalizado”.

Fundação e presidente vão a julgamento por maus-tratos a utentes de lar em Aveiro

O Tribunal da Relação do Porto (TRP) decidiu levar a julgamento a Fundação CESDA e o seu presidente pelo crime de maus-tratos aos utentes de um lar gerido pela instituição em Aveiro, devido à alegada falta de funcionários.

O acórdão, datado de 18 de outubro e consultado hoje pela Lusa, concedeu parcial provimento ao recurso do filho de uma utente, revogando a decisão recorrida, que deverá ser substituída por outra, da qual resulte a pronúncia da Fundação pertencente à igreja Metodista e do seu presidente.

Contactado pela Lusa, Eduardo Conde, presidente da Fundação CESDA, mostrou-se tranquilo quanto ao facto de o caso seguir para julgamento e negou a existência de falta de funcionários, afirmando que à data dos factos até havia “funcionários a mais do que os acordos da Segurança Social estipulavam”.

O processo surgiu na sequência de uma denuncia apresentada pelo filho de uma idosa, que se queixa de ter sido mal alimentada e sofrido diversas lesões enquanto foi utente da estrutura residencial, entre 2018 e 2020, devido à falta de funcionários para assegurar os cuidados aos utentes de forma adequada.

O caso foi arquivado pelo Ministério Público (MP), mas o assistente pediu a abertura de instrução, na sequência da qual veio a ser proferido o despacho de não pronuncia, por não ter sido detetada qualquer conduta dolosa perpetrada pelo lar contra os utentes, pese embora se tenha verificado “eventuais situações de negligência a nível da prestação de cuidados e assistência aos utentes por parte da respetiva instituição”.

Inconformado com a decisão, o assistente recorreu para a Relação que lhe deu agora razão e pronunciou a Fundação e o seu presidente pelos factos descritos no requerimento de abertura de instrução, mantendo a decisão de não pronuncia quanto ao secretário do conselho executivo.

O acórdão do TRP refere que a generalidade das testemunhas inquiridas afirmou que a instituição não dispunha de funcionários suficientes para prestar adequadamente os necessários cuidados aos idosos, designadamente para prover à sua alimentação e higiene pessoal e, ainda, para a mobilização daqueles que, como a vítima, não se podiam movimentar sozinhos.

Uma antiga chefe de equipa do lar referiu que nos últimos três/quatro anos em que trabalhou na instituição “verificou que a qualidade dos serviços prestados aos utentes se deteriorava, passando os utentes com maior grau de dependência a estar mais tempo do que deviam na mesma posição, sem que fosse efetuada a rotação do corpo, assim como as fraldas eram mantidas mais tempo do que aquele que seria aconselhável”.

Assim, e ao contrário do decidido pelo Tribunal de Instrução Criminal, os juízes desembargadores concluíram ter havido uma situação de maus-tratos por parte da Fundação e do seu presidente, imputável a título omissivo, tendo o segundo arguido atuado, pelo menos, com dolo eventual.

“Comete o crime de maus-tratos, por omissão, a instituição e respetivo representante legal (presidente do conselho executivo), que, por não dispor da quantidade de funcionários suficiente, omite a prestação dos cuidados de alimentação, higiene e mobilização dos utentes mais vulneráveis e dependentes, com a frequência e qualidade necessárias, causando-lhes lesões e consequente sofrimento físico e psíquico-emocional”, refere o acórdão.

A Relação ordenou ainda a comunicação ao MP de factos que podem estar relacionados com a alegada prática do crime de maus-tratos por uma mulher, referenciada pela generalidade das testemunhas como sendo a “administradora do lar”.

Centro de Saúde de Oliveira do Hospital vai ser ampliado e remodelado com 2,5 ME

A remodelação e ampliação do edifício do Centro de Saúde da cidade de Oliveira do Hospital “vai avançar”, representando um investimento que se aproxima dos 2,5 milhões de euros (2,5 ME), anunciou hoje a Câmara Municipal.

Em comunicado de imprensa enviado à agência Lusa, esta autarquia do distrito de Coimbra informou que está a ser preparada a abertura de concurso público para a empreitada, que prevê “a ampliação (a norte) daquele equipamento, através da construção de um novo edifício com três pisos”.

O projeto, “financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência [PRR] a 100%”, pretende criar novas condições de conforto e segurança para os utentes e profissionais de saúde”.

Visa ainda “o aumento da eficiência energética do edifício e a melhoria dos aspetos relacionados com a acessibilidade”.

De acordo com a autarquia de Oliveira do Hospital, com as obras de remodelação e ampliação, o Centro de Saúde “cumprirá com as normas de dimensionamento e organização definidos pelo Ministério da Saúde”.

“A unidade será divida em dois corpos. No corpo principal, ficarão os gabinetes médicos, gabinetes de enfermagem e salas de tratamento”, descreve.

O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo, congratulou-se com o desfecho das negociações com o Ministério da Saúde, que inicialmente previa um financiamento de sensivelmente 1,2 milhões de euros e que foi aumentado em mais de um milhão de euros.

“Com este financiamento, vamos fazer um investimento estratégico na área da saúde, que dará novas condições de atendimento aos utentes e melhores condições de trabalho para os profissionais de saúde, destacou.

Segundo José Francisco Rolo, a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital está “a envidar todos os esforços para encontrar soluções que deem resposta ao nível da prestação de cuidados de saúde para toda a população”.

“Essa é uma grande prioridade”, referiu.

O autarca deu ainda nota de que, no âmbito do processo de transferência de competência na área da saúde para os municípios, está também sinalizada, no PRR, uma verba de 900 mil euros para obras de melhorias em extensões de saúde do concelho, “estando já a ser elaborados os respetivos projetos”.

Coimbra avança com projeto de mobilidade em três localidades do concelho

A Câmara Municipal e os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) estão a realizar um inquérito em Assafarge, Antanhol e Cernache para criar um sistema de mobilidade partilhado e integrado, foi hoje anunciado.

Os objetivos essenciais do projeto passam pela redução do uso de carros particulares, a partir do aumento da utilização de transporte público e meios não motorizados, referiu a Câmara Municipal de Coimbra (CMC), em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

“Pretende-se, também, promover a gestão da mobilidade e aumentar a integração modal, incluindo a relacionada com a bilhética e tarifário, diminuir as distâncias até à rede de transporte público em territórios de baixa densidade com habitação e população dispersa, algumas a mais de 600 metros das paragens de transporte público”, explicou.

O inquérito ‘online’ sobre mobilidade (disponível em https://forms.office.com/e/TWSE1tqKhg ) está a ser levado a cabo na União de Freguesias de Assafarge e Antanhol e na Freguesia de Cernache.

O projeto surgiu no âmbito da candidatura do município ao Seamless Shared Mobility, programa financiado pelo Horizon Europe, da União Europeia, em que Coimbra é um dos nove municípios que participam no ‘piloto’ que pretende criar um sistema de mobilidade partilhado e integrado, aclarou a autarquia.

O inquérito “pretende caracterizar o serviço atual, bem como avançar para o modelo a realizar, sempre como foco no objetivo de transformar as redes de mobilidade atuais em novos e inovadores sistemas de mobilidade partilhados e integrados”, referiu a Câmara de Coimbra.

Segundo o município, o projeto europeu “pretende oferecer serviços acessíveis e soluções confiáveis, considerando as necessidades de todas as partes interessadas, como utilizadores finais, empresas privadas e autoridades públicas urbanas”.

No final, o projeto vai apresentar “um conjunto de soluções, incluindo previsão, agendamento, bilhética, transportes públicos integrados e meios não motorizados em tempo real”.

“Este ecossistema pretende reduzir os tempos totais de viagem porta-a-porta usando os novos sistemas de mobilidade integrados. Isso pode mudar o comportamento de 34% dos utilizadores habituais de carros particulares e 17% dos viajantes céticos quanto ao uso de meios não motorizados”, salientou o município, realçando que o projeto conta com acesso a “ferramentas e conhecimentos inovadores”.

APA dá parecer favorável condicionado ao troço Oiã-Soure da alta velocidade

A Agência Portuguesa do Ambiente deu parecer favorável condicionado ao troço Oiã-Soure da futura linha de alta velocidade ferroviária que vai ligar o Porto a Lisboa, de acordo com a Declaração de Impacto Ambiental (DIA).

“Ponderando os impactes negativos identificados, na generalidade suscetíveis de minimização, e os impactes positivos significativos perspetivados, emite-se decisão favorável condicionada”, pode ler-se na DIA, consultada pela agência Lusa.

A DIA sujeita o projeto à adoção da alternativa 2 no trecho Sul, a alternativa 1 no trecho Centro (com respetiva quadruplicação da linha do norte entre Taveiro e Coimbra e ampliação da Estação de Coimbra-B) e alternativa 1 no trecho Norte.

Algumas das alternativas que terão de ser adotadas vão ao encontro das pretensões dos municípios, sendo exceção o município de Coimbra, no trecho Centro (que preferia outra alternativa), assim como o município de Cantanhede, afetado no trecho norte (que defendia a alternativa 5) e o município de Anadia, que se manifestou desfavorável a todas as alternativas apresentadas.

As escolhas das alternativas de traçado escolhidas são aquelas que são consideradas “ambientalmente mais favoráveis”, estando também em causa fatores de ordem socioeconómica e de ordenamento de território.

Para além da adoção deste traçado, o projeto estará sujeito à necessidade de realização de vários estudos de caracterização de zonas ambientais afetadas, sondagens geoarqueológicas, a elaboração de um plano de salvaguarda do património cultural, um plano de gestão e controlo de espécies invasoras em toda a área expropriada, um estudo de impacte social e outro sobre o impacte nas atividades económicas.

Como medidas de compensação, na zona afetada na Mata do Choupal, em Coimbra, terá de ser afeta àquela zona verde terrenos confinantes de superfície e valor, “pelo menos, equivalente” à área a ser desafetada.

A DIA obriga também a um plano de compensação de desflorestação, um programa de medidas compensatórias socioeconómicas, nomeadamente realojamento de famílias afetadas em habitação “própria, digna e semelhante à sua habitação na situação de origem”, e identificação de localização alternativa para atividades económicas afetadas, estando previsto também “apoio económico” para a deslocalização da atividade.

Para as comunidades diretamente afetadas pelo troço da alta velocidade, estão previstas bolsas de estudo para crianças e jovens, dinamização de atividades de tempos livres para crianças e idosos, apoio a projetos locais, um programa de reabilitação de habitações não afetadas diretamente, mas que estão situadas na comunidade envolvente, e a construção de travessias pedonais e viárias para assegurar a mobilidade nas localidades atravessadas pela linha ferroviária.

A DIA prevê ainda vários programas de monitorização, nomeadamente do ruído e das vibrações.

O troço entre Oiã (Oliveira do Bairro) e Soure da futura linha de alta velocidade que vai ligar Lisboa ao Porto deverá implicar um investimento de 1,3 mil milhões de euros.

Este troço é o lote B da ligação entre Porto e Soure, que corresponde à primeira fase da linha de alta velocidade Porto-Lisboa.

Acidente de trabalho em pedreira causa ferido grave em Alcobaça

Um homem ficou hoje gravemente ferido num acidente de trabalho numa pedreira, na freguesia de Aljubarrota, no concelho de Alcobaça, após ter sido esmagado por uma serra, informaram os bombeiros.

A vitima, de 49 anos, “sofreu um esmagamento na zona da coluna, provocado por uma serra de grandes dimensões, usada para cortar pedra”, disse à agência Lusa o comandante dos Bombeiros de Alcobaça, Leandro Domingos.

De acordo com a mesma fonte, o homem “estava a preparar o equipamento para iniciar o trabalho”, tendo sofrido “ferimentos graves a nível interno”.

A vítima foi transportada para o Hospital de Leiria “para ser estabilizada”, acrescentou.

O acidente ocorreu às 11:18, na empresa Ricarle Stone, em Ataíja de Cima, freguesia de Aljubarrota, no concelho de Alcobaça, no distrito de Leiria.

No local estiveram três veículos dos bombeiros de Alcobaça e uma ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) da mesma corporação, a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Hospital de Leiria e a GNR.

Sindicato Nacional dos Enfermeiros realiza hoje greve nacional

O Sindicato Nacional dos Enfermeiros (SNE) inicia hoje às 08:00 uma greve de 24 horas por causa da “ausência de resposta e indisponibilidade do ministro da Saúde em iniciar um processo negocial” com os profissionais.

Em comunicado, o SNE acusou o Governo de não responder aos “graves problemas que afetam os doentes” nem “aos apelos do Presidente da República para que o ministro da Saúde reunisse com os sindicatos do setor”.

Por isso, “dada a manifesta ausência de resposta e indisponibilidade do ministro da Saúde em iniciar um processo negocial com os enfermeiros”, o SNE convocou uma greve nacional, “a que se juntarão novas formas de luta”.

Os enfermeiros reclamam “a negociação de um Acordo Coletivo de Trabalho Global aplicável aos enfermeiros e a revisão da tabela salarial”.

O SNE refere que “a maioria das reivindicações dos Enfermeiros se relaciona com a defesa da qualidade da enfermagem e do acesso dos doentes a cuidados de Saúde em tempo útil e de qualidade”, propondo “condições de trabalho dignas, planeamento e organização do serviço público e uma política correta de gestão de recursos humanos”, com “aumento da capacidade de resposta, desde os cuidados de saúde primários, passando pelos internamentos hospitalares, serviços de urgência, blocos operatórios e pela rede nacional de cuidados continuados integrados”.

Aos enfermeiros, o SNE pede que “denunciem todas as situações de potencial falência de segurança clínica, que podem causar dano ou custar a vida aos doentes”, aconselhando a entrega de “declarações de denúncia à Ordem dos Enfermeiros” e recomendando que não prestem serviço em condições de falta de segurança clínica, de acordo com as suas regras deontológicas.

Na quarta-feira, o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, disse que o Governo está a examinar as condições para voltar a negociar com os sindicatos médicos, reconhecendo que, apesar de estar em plenas funções, “não pode olhar para o futuro como antes da crise política”.

Na terça-feira da semana passada, o governante disse que está a fechar dossiês pendentes e recebeu na terça-feira o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) sobre a reclassificação da carreira dos enfermeiros, uma matéria que, segundo o governo, estava já na fase final de negociações.

Coimbra. Estudantes bloqueiam Departamento de Matemática da Universidade

A entrada principal foi fechada com recurso a tubos e cola, enquanto as restantes portas foram barricadas pelo grupo.

Os estudantes do núcleo Fim ao Fóssil bloquearam, na manhã desta segunda-feira as entradas no departamento de Matemática do polo I da Universidade de Coimbra.

Em comunicado, o movimento refere que “a porta principal foi bloqueada pelos próprios estudantes que se colaram às portas e utilizaram tubos para se prenderem uns aos outros”.

Por sua vez, “as portas traseiras que dão acesso ao departamento foram também barricadas por dentro, impedindo assim qualquer acesso ao interior”, pode ler-se.

Os ativistas penduraram ainda uma faixa nas janelas com a frase ‘Em 1969 pedimos a palavra. Hoje exigimos ação!’.

Segundo o Fim ao Fóssil, a escolha deste departamento em específico “não foi aleatória”, mas sim devido “ao seu passado histórico”.

“É uma escolha que remete para a luta estudantil, já que foi aqui que, há 54 anos, o estudante Alberto Martins pediu a palavra durante a inauguração do edifício e não só esta lhe foi negada, como o estudante foi também detido. Este foi um evento catalisador para a luta estudantil e crise académica de Coimbra”, declarou a porta-voz da ação, Inês Morais, citada na mesma nota.

Nesta ação, os jovens reivindicam “o fim ao fóssil até 2030 e eletricidade 100% renovável e acessível a todos até 2025”, assim como exigem que “as instituições de ensino sejam espaços onde os estudantes possam expressar a sua voz livremente”, atacando ainda a parceria da universidade com o Banco Santander, que dizem “investir ativamente na exploração de combustíveis fósseis”.

Entretanto, através do Telegram, o grupo afirma que “a polícia de choque dispersa estudantes da frente do departamento, mantendo-se apenas as estudantes coladas”.

Destaques