Início Site Página 518

Município de Ílhavo homenageia a tradição do mar com a Gastronomia de Bordo

O Festival Gastronomia de Bordo, que visa homenagear as tradições, os cozinheiros e os pescadores do bacalhau, regressa de 30 de novembro a 10 de dezembro. 

Durante 11 dias, os restaurantes aderentes do Município adicionam ao menu habitual a sua própria interpretação da gastronomia de bordo, com pelo menos três pratos ou entradas. 

As propostas incluem abordagens tradicionais, como os bolinhos de bacalhau, as pataniscas, a chora, as línguas de bacalhau fritas e a feijoada de “sames”, e novas receitas, como bacalhau confitado com cogumelo crocante e guacamoleou arancini de bacalhau. As experiências gastronómicas são para uma ou duas pessoas. 

Para estimular a economia local e promover o seu património cultural, o Município de Ílhavo oferece aos clientes do Festival Gastronomia de Bordo um voucher de entrada gratuita num dos espaços museológicos municipais – Museu Marítimo de Ílhavo, Centro de Religiosidade Marítima ou Navio-Museu Santo André – e um vale de desconto na compra da aguardente bagaceira “Mata Bicho”, à venda nas lojas do Museu Marítimo de Ílhavo e nas lojas de Turismo. 

Os restaurantes aderentes à sexta edição do Festival Gastronomia de Bordo são Bela Ria, Canastra do Fidalgo, Casa Velha – Hotel Ílhavo Plaza, Clube de Vela, Costa do Sal Hotel, Dona Mena, Duna do Meio, Estrela do Mar, MarAdentro, Marisqueira da Barra, O Gafanhoto, O Navegante, o Peixe na Barra, Praia do Tubarão, Taberna Nobre e Tábua da Ria. 

As experiências gastronómicas podem ser consultadas no website visitilhavo.pt. 

Em dezembro, a magia do Natal invade a Cidade-Jardim com o Viseu Xmas Run

Ontem, dia 16 de novembro, decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho a Apresentação Pública da 8ª edição do Viseu XMAS RUN.

O Vereador do Desporto, Pedro Ribeiro, apresentou este evento totalmente solidário, promovido pelo Município de Viseu, e que este ano chega à sua 8ª edição, mantendo as mesmas características e contando com o envolvimento de toda a comunidade viseense no apoio a uma causa social.

O resultado do valor angariado na Corrida e Caminhada será canalizado pelo Município de Viseu para a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Viseu – APPACDM Viseu.

O Viseu XMAS RUN conta com uma forte componente de voluntariado e, nesse sentido, o Município desafia todos os viseenses que queiram participar desta iniciativa como voluntários a inscreverem-se através do email desporto@cmviseu.pt, enviando o seu nome e contacto.

“Para falar ao vento bastam palavras, para falar ao coração são necessárias obras, já dizia o Padre António Vieira, e é nisso que nos focamos com este tipo de eventos solidários. Ações que verdadeiramente podem fazer a diferença na vida destas crianças e jovens”, afirma o Presidente da Câmara Municipal de Viseu, Fernando Ruas.

Esta 8ª edição continua a apresentar percursos mais acessíveis para que todas as pessoas, com ou sem limitações físicas, possam participar neste evento. O percurso privilegia a zona histórica, o núcleo urbano e as ruas com decorações de Natal, em detrimento de zonas com maior afluência de trânsito como aquelas de acesso aos hospitais e grandes superfícies comerciais.

As inscrições já estão abertas sendo que, para a Caminhada de 5 quilómetros as inscrições realizam-se através da plataforma online: https://stopandgo.net/events/viseu-xmas-run-2023, até o dia 15 de dezembro, ou presencialmente no Pavilhão Cidade de Viseu, Juntas de Freguesia e nas Piscinas Municipais, até ao dia 13 de dezembro; para a Corrida de 10 quilómetros as inscrições são efetuadas exclusivamente online, através da plataforma anteriormente mencionada, até ao dia 15 de dezembro. O custo é de O custo é de 5 euros para a Caminhada e de 10 euros para a Corrida.

O tiro de partida está agendado para as 10H30, no largo do Rossio em frente à Câmara Municipal de Viseu, após as partidas do 61º Grande Prémio Internacional “Cidade de Viseu”.

Este ano, o 61º Grande Prémio Internacional “Cidade de Viseu” acontece em simultâneo, aproveitando os mesmos recursos do Viseu XMAS RUN. O 61º Grande Prémio é a Prova Pedestre mais antiga do País, organizada pela Associação de Atletismo de Viseu, com o apoio do Município de Viseu, e pretende trazer os grandes valores do Atletismo Nacional e Internacional à Cidade-Jardim.

As inscrições têm o valor de 8 euros na Prova Geral e na Prova Seniores/Veteranos, sendo que a participação nas Provas de Infantis, Iniciados e Juvenis é gratuita.

As inscrições serão efetuadas em plataforma online: https://stopandgo.net/events/61-grande-premio-internacional-cidade-de-viseu.

Marcaram ainda presença na Apresentação Pública o Presidente da Câmara Municipal de Viseu, Fernando Ruas, o Diretor Técnico da Associação de Atletismo de Viseu, Raimundo Esteves, e o Presidente da APPACDM, Pedro Baila Antunes.

Estrangeiro de 41 anos detido em Leiria pela burla ‘Olá Pai, Olá Mãe’

Recorde-se que, nesta burla em específico, os burlões fazem-se passar pelos filhos das vítimas e recorrem ao envio de mensagens, através do WhatsApp, pedindo uma transferência de dinheiro urgente.

A Polícia Judiciária (PJ) deteve um cidadão estrangeiro, de 41 anos, pela conhecida burla ‘Olá Pai, Olá Mãe’. 

A detenção, avança o comunicado a que a TVC teve acesso, foi feita pelo Departamento de Investigação Criminal de Leiria. Na área, este tipo de burla supera as 200 denúncias, com valores que, no total, ultrapassam os 100 mil euros.

Como funciona o esquema?

O esquema fraudulento visa  burlar as vítimas, muitas delas pessoas de idade avançada. Estas, acreditando que estavam a falar com os filhos e que estes se encontram em dificuldades financeiras e/ou a necessitar de realizar pagamentos urgentes, dispunham-se de imediato a efetuar uma transferência/pagamento cujos valores variavam, mas que, nalguns casos, ascenderam a milhares de euros.

Através das denúncias, a PJ revela que foram estabelecidas coincidências entre inquéritos e “notou-se um uso bastante acentuado de números de telemóveis, irrepetíveis, de operadoras nacionais, para a prática deste tipo de ilícito”.

Após várias diligências e com autorização judicial, foi dado cumprimento a um mandado de busca domiciliária e detido, em flagrante delito, um cidadão estrangeiro pela prática do crime de burla qualificada.

Foram apreendidos sete modem’s que acoplavam 32 cartões SIM por aparelho, significando que operavam 224 cartões em simultâneo. Esta apreensão permitiu à PJ perceber o modus operandi da burla, concluindo que esta operabilidade “permitia a remessa / receção de mensagens, originando que num dia pudessem ser enviados milhares de mensagens o âmbito do esquema ‘olá pai, olá mãe'”.

O suspeito interagia com terceiros, em rede, podendo efetuar esquemas do género no território nacional, bem como noutros países. A investigação identificou ainda o uso massivo de cartões. Foram apreendidos “milhares de cartões, mais de sete mil cartões por utilizar e mais de mil e quinhentos já utilizados em práticas delituosas”, revela ainda a missiva.

A PJ revela, por fim, que o detido, de 41 anos, será presente às competentes autoridades judiciárias para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação.  

Esta não é a primeira detenção da PJ no âmbito desta burla. Em outubro de 2022 já tinha sido detido, também em Leiria, um cidadão estrangeiro de 25 anos. 

São João da Madeira prolonga estudo médico dos efeitos do exercício físico nas crianças

Três escolas de São João da Madeira viram prolongado o projeto de monitorização médica que avalia os efeitos do exercício físico na saúde das crianças, revelou a autarquia, anunciando um aumento de 276 para 360 participantes no projeto.

Destinado a alunos do 1.º Ciclo e coordenado por médicos cardiologistas do Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga (CHEDV), o denominado ‘Primus Great’ teve para isso uma injeção de 20.000 euros por parte do PAOITI – Plano de Ação da Operação Integrada do Território de Intervenção na zona sul da Área Metropolitana do Porto.

O presidente da Câmara Municipal de São João da Madeira, Jorge Vultos Sequeira, disse à Lusa que o objetivo do estudo é demonstrar como “a saúde beneficia da prática duradoura da atividade física, logo desde a infância”, e identificar, a partir dos melhores resultados, os fatores que facilitam ou dificultam essa qualidade de vida, para recomendar ajustes nas escolas e no agregado familiar.

Para isso, a autarquia do distrito de Aveiro definiu um programa de cinco horas semanais de exercício nas escolas, onde os professores verificarão, em cada criança abrangida pelo ‘Primus Great’, um conjunto de “importantes parâmetros antropométricos e de pressão arterial” previamente definidos pelos cardiologistas Carla Araújo e Rui Batista.

Os pais das crianças envolvidas também participam no estudo, mediante o preenchimento de questionários sobre as práticas alimentares do agregado, as suas rotinas de exercício, antecedentes clínicos familiares que possam ter influência nos resultados, etc.

Miguel Paiva, que preside ao conselho de administração do CHEDV, realça que a dupla vertente escola-casa confere “ainda mais valor científico” a este projeto de investigação, que assim, “além de envolver uma coorte muito bem definida e disponível por um longo período temporal, também abrange os agentes que, fora do recinto escolar, são os principais responsáveis pelas escolhas alimentares destas crianças”.

O ‘Primus Great’ tem financiamento garantido até 2025, podendo depois ser prolongada em moldes a definir por autarquia e centro hospitalar.

Durante o mês de novembro, as escolas EB1 de Fundo de Vila, das Fontaínhas e dos Ribeiros vão proceder à reavaliação física dos 276 alunos que participaram no projeto durante o ano letivo 2022/2023 e realizar a auscultação inicial das 84 crianças que farão parte do estudo em 2023/2024.

“É um trabalho minucioso, mas vai permitir reunir prova científica útil para diversas entidades, sobre a ligação entre a obesidade infantil e os indicadores económico-sociais familiares”, conclui Miguel Paiva, afirmando que “quem tem menos dinheiro pode nem sempre comer menos, mas come pior”.

Câmara de Figueira de Castelo Rodrigo com orçamento de 21 ME para 2024

O orçamento da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo para 2024 ronda os 21 milhões de euros, com propostas que pretendem o desenvolvimento estratégico do concelho.

Numa nota enviada à agência Lusa, aquela autarquia do distrito da Guarda, liderada pelo social-democrata Carlos Condesso, precisou que o orçamento municipal para o ano de 2024, no valor de 20.948.774 euros, representa “um “reforço financeiro de 5.174.556 euros em comparação com o ano transato”.

O reforço está relacionado com o incremento de oportunidades de financiamento sustentado no trabalho para a captação de fundos comunitários em articulação com as autoridades de gestão.

A autarquia ressalvou que apesar do contexto atual de “incerteza e imprevisibilidade”, o documento “está orientado e sustentado numa estratégia bem delineada para o desenvolvimento do concelho e para promover o bem-estar da população de Figueira de Castelo Rodrigo”.

A Câmara assegurou que no orçamento para 2024 mantém-se “o compromisso de prosseguir o estímulo à inovação, ao tecido empresarial local, à requalificação da oferta turística e o apoio social à população”.

Citado no comunicado, o presidente da Câmara Municipal defendeu que se trata de um orçamento “ambicioso, rigoroso e responsável”, que garante “respostas e qualidade de vida à população, promovendo o progresso do concelho”.

Carlos Condesso defendeu que “há a necessidade de atender principalmente à população mais carenciada e mais envelhecida, não esquecendo as condições de atratividade para os mais jovens”.

O autarca destacou as medidas de apoio à população, nomeadamente no que diz respeito aos cuidados de saúde que estão bem identificadas no orçamento.

Apontou ainda o investimento na habitação a custos acessíveis para a reabilitação de 15 fogos no centro histórico e as obras de reabilitação do Quartel da GNR de Figueira de Castelo Rodrigo.

Prevê-se também o início da construção de um Parque de Lazer e de uma Praia Fluvial na Barragem de Santa Maria de Aguiar, a beneficiação e reparação de edifícios onde funcionam os diversos serviços municipais e a conclusão do projeto para a execução da pedovia entre Figueira de Castelo Rodrigo e o Convento de Santa Maria de Aguiar.

O município vai continuar a apostar nos eventos “com o objetivo de dinamizar a economia local, atraindo visitantes ao longo do ano”.

Estudantes de Coimbra rejeitam ter arrombado porta para ocupar edifício devoluto

O grupo de estudantes que ocupou simbolicamente um edifício devoluto da Universidade de Coimbra (UC), no dia 25 de Abril, rejeitou hoje que tenha arrombado as portas do imóvel, como está acusado numa queixa-crime da reitoria.

Em conferência de imprensa, os representantes do grupo de 29 estudantes identificados no processo judicial salientaram que o antigo edifício dos Serviços Médicos da instituição estava de portas abertas e que a ocupação simbólica decorreu de forma “ordeira e pacífica”.

Considerando as queixas da reitoria “desadequadas”, a estudante de psicologia Maria João entende que não houve crimes contra o património e que a acusação de que são alvo não é aplicável, uma vez que “o edifício está devoluto e não houve danos morais”.

“O relatório policial não evidencia qualquer tipo de arrombamento”, disse a jovem universitária, frisando que aquele documento fala também de uma saída “pacífica e ordeira” do edifício depois da intervenção da PSP e após a reitoria da Universidade não ter atendido um telefonema do grupo de estudantes.

Joana Coelho, estudante de biologia, acusou a reitoria de falta de transparência e comunicação com o grupo e de adotar uma estratégia de “intimidação e perseguição, para demover os estudantes de ações mais combativas”

A iniciativa estudantil pretendeu chamar a atenção para a falta de alojamento e o direito à habitação consagrado na Constituição da República portuguesa, nomeadamente o facto de os custos com habitação terem atingido um nível que os “estudantes não conseguem suportar”.

“Lutamos pela habitação, que é um problema sistémico”, sublinhou Maria João, realçando que os edifícios devolutos da UC devem ser alocados para alojamento e que as promessas de habitação social têm de ser concretizadas.

A ex-estudante Catarina Silva, também representante do grupo, frisou que as “promessas da UC às repúblicas e residências universitárias têm de ser cumpridas nos prazos adequados” que deve existir “mais transparência com os estudantes, que devem ser envolvidos nos processos de decisão”.

Segundo Joana Silva, está previsto no Plano Nacional de Alojamento para o Ensino Superior a transformação do antigo edifício dos Serviços Médicos da UC em residência universitária, com 41 camas, num investimento de 1,3 milhão de euros.

As obras deveriam estar concluídas este ano, “mas isso não aconteceu e o prazo foi alargado até 2026”, acrescentou.

Em resposta escrita enviada na quarta-feira à agência Lusa, a reitoria da UC afirmou que, “na situação reportada, um grupo de cerca de 20 pessoas ocupou um imóvel da Universidade de Coimbra (antigo edifício dos Serviços Médicos da UC), arrombando a porta de entrada”.

O edifício “apresenta condições estruturais frágeis e encontra-se fechado, a aguardar obras de reabilitação, não apresentando condições de segurança que permitam a sua utilização”.

“Estas circunstâncias foram transmitidas aos ocupantes, tendo-lhes sido pedido que saíssem voluntariamente, sensibilizando-os que a permanência no interior do edifício constituía uma situação de perigo e de risco grave para a sua própria segurança”.

Os participantes na ação não acederam e “após várias horas de ocupação do edifício e de diálogo com os ocupantes, foi necessário participar a situação às autoridades competentes (tendo o procedimento seguido os seus trâmites normais) para que pudessem intervir, assegurando que o imóvel fosse desocupado e garantindo, desta forma, a salvaguarda da integridade física das pessoas que se encontravam no interior de um espaço da UC”.

Centro para a Economia e Inovação Social inicia formação na Guarda

O Centro para a Economia e Inovação Social (CEIS), com sede na cidade da Guarda, anunciou hoje que deu início às atividades formativas através das quais conta capacitar 13 mil pessoas nos próximos dois anos.

Em comunicado, o CEIS explica que a formação iniciada hoje na Guarda irá ser alargada a todo o país em formato presencial e ‘online’ com o objetivo de “capacitar trabalhadores para o setor social”.

Nas próximas semanas vão também ser lançados os primeiros cursos de formação para dirigentes e quadros técnicos de instituições da economia social e terá início a formação executiva em contratação pública para estas organizações.

O CEIS, precisa na nota, que a formação deverá chegar a 13 mil pessoas nos próximos dois anos em ações a desenvolver em todo o país “com o objetivo de capacitar as entidades da economia social, através da qualificação e requalificação de trabalhadores e respetivos dirigentes e gestores”.

O CEIS é um centro protocolar de âmbito ibérico, que resulta de uma parceria entre o Instituto do Emprego e Formação Profissional, a Cooperativa António Sérgio para a Economia Social, a Confederação Portuguesa de Economia Social, o Centro de Estudos Ibéricos e o Instituto da Segurança Social, bem como entidades congéneres de Espanha.

O Centro tem sede na Guarda, cidade onde foi lançado, em abril do corrente ano, numa cerimónia presidida pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, e pela homóloga do Governo de Espanha, Yolanda Díaz.

Ana Mendes Godinho considerou na ocasião que o CEIS é um “instrumento poderoso” para a Economia Social.

“A Economia Social passa hoje a ter um instrumento poderoso de união e de transformação dedicado às competências, no ano, aliás, em que a Europa está a comemorar as qualificações de todos os trabalhadores”, disse a ministra na cerimónia de inauguração do CEIS, que tem a sede no edifício da Segurança Social, na Guarda.

Testemunha com identidade ocultada viu agressões a homem assassinado na Figueira da Foz

Close up on the scales of justice on a small bronze statue over a blue background with copy space conceptual of law and order

Uma testemunha com identificação ocultada contou ontem ao Tribunal de Coimbra que assistiu às agressões que levaram à morte de um homem na Figueira da Foz, em agosto do ano passado, identificando alguns dos cinco arguidos.

O Tribunal de Coimbra começou ontem a julgar um pai e três filhos da Figueira da Foz, que estão acusados de matar um homem e esconder o corpo, em 2022, sendo ainda acusado um outro filho por omissão de auxílio.

Pai e três dos seus filhos respondem por um crime de homicídio qualificado e um crime de profanação de cadáver, enquanto outro filho é acusado de omissão de auxílio e detenção de arma proibida.

Durante a primeira sessão do julgamento, a defesa solicitou que as duas testemunhas de identificação ocultada, que estavam convocadas para o dia de ontem, fossem ouvidas presencialmente.

No entanto, o coletivo de juízes decidiu manter a sua audição por teleconferência, com voz e imagem distorcidas, por “motivos de segurança ligados à vida e não só à sua integridade física”.

O depoimento por teleconferência ocorreu em edifício público, sendo acompanhado por um juiz nomeado para o efeito, a quem coube identificar e ajuramentar as duas testemunhas, bem como zelar para que as suas identidades não fossem reveladas.

Depois de uma primeira testemunha ter indicado que reconheceu “a carrinha maior” do arguido mais velho e de ter dito que viu dois homens mais novos colocarem a vítima de 32 anos na viatura, a segunda testemunha, também ela com identificação ocultada, relatou com maior pormenor as agressões a que assistiu, do local onde se encontrava.

Ao Tribunal de Coimbra referiu que viu dois indivíduos mais jovens a agarrarem a vítima e a colocarem-no na carrinha, da qual tentou escapar, por duas vezes.

Ao cair no chão, depois da sua segunda tentativa de fuga, o homem terá gritado por ajuda e pedido para chamarem a polícia, sendo nesta altura agredido a murro e a pontapé pelos dois jovens.

De acordo com a testemunha, posteriormente terá saído da carrinha, da parte atrás do condutor que identificou como sendo o pai e dono do veículo, um dos seus filhos que lhe terá batido com um pau.

Disse ainda que outro filho, que levava consigo um taco de beisebol, também se aproximou da carrinha, sem que, no entanto, o tenha agredido.

A vítima, “que já não gritava” e “não se debatia como antes”, acabou por ser novamente colocada na carrinha, tendo esta finalmente arrancado com o condutor e outros três homens.

Durante o dia de ontem foram também ouvidos três inspetores da Polícia Judiciária (PJ) da Diretoria do Centro, que participaram na investigação e na detenção dos suspeitos.

Já os cinco arguidos, quatro deles em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional do Porto, optaram por não prestar declarações nesta fase do julgamento.

Ainda relacionado com este homicídio, em outubro deste ano, foi detido mais um filho do arguido mais velho, sendo, também ele, suspeito da prática de um crime de homicídio qualificado e de profanação de cadáver.

O julgamento prossegue a 23 de novembro.

Câmara de Coimbra realça cooperação com Universidade para lançar agenda digital

O presidente da Câmara de Coimbra, José Manuel Silva, enalteceu hoje o trabalho conjunto da autarquia com a Universidade de Coimbra (UC) para a criação da agenda digital que agrega as atividades de cultura e lazer da região.

“Hoje, fizemos uma pequena revolução”, afirmou o autarca, ao intervir na apresentação da plataforma tecnológica, em que também usou da palavra o reitor da UC, Amílcar Falcão.

Ao realçar que as duas entidades parceiras “fizeram o que tinham obrigação de fazer”, José Manuel Silva disse que os cidadãos, a partir de hoje, têm a possibilidade de “aceder à atividade cultural de Coimbra, que é imensa”, bem como a outras realizações de lazer, desportivas, cívicas e associativas.

“Temos um grande ecletismo cultural, não só na cidade”, mas também nas freguesias rurais do concelho e na região, onde, enfatizou, “acontece muita coisa e de boa qualidade”.

José Manuel Silva adiantou que a plataforma “Agenda.Coimbra”, que numa primeira fase divulga informação apenas em português, deverá acolher igualmente traduzir os seus textos noutras línguas, designadamente em inglês.

“Este é um ponto focal que nos reúne a todos e a todas”, assegurando “uma divulgação de eventos para o mundo”, graças a “um trabalho conjunto pela cultura que era essencial”, na ótica do município e da Universidade de Coimbra, sublinhou na cerimónia, realizada hoje no Convento de São Francisco.

Disponível no endereço https://agenda.coimbra.pt/, a “Agenda.Coimbra”, segundo a autarquia, reunirá “todas as informações essenciais sobre os eventos de cultura e de lazer previstos para o concelho”, em diferentes categorias, como cinema, dança, exposições, literatura, música e teatro, além de conferências, acontecimentos desportivos, folclore e gastronomia.

Para Amílcar Falcão, trata-se de “uma ferramenta importante para a cidade e a região”, sendo o acesso à plataforma “uma forma de quem visita Coimbra saber ao que vem”.

“Estamos num domínio novo de projeção da cidade”, que constitui também “uma forma de promover a atratividade” de Coimbra, acentuou o reitor da Universidade.

A “Agenda.Coimbra” deverá “contribuir para a promoção e para a divulgação de todos os eventos realizados no concelho, permitindo o acesso rápido, fácil e intuitivo à vasta oferta”, informou hoje a Câmara Municipal.

Numa primeira fase, “agrega automaticamente os eventos” do município, do Convento São Francisco, da UC e do Teatro Académico de Gil Vicente, ficando ainda “aberto a todas as associações” culturais, desportivas e recreativas da região e juntas de freguesia do concelho.

Intervieram igualmente na apresentação o vice-reitor da UC Delfim Leão, a diretora do Departamento de Cultura e Turismo da Câmara Coimbra, Maria Carlos Pego, e Jorge Gamito, responsável da UC Framework, a empresa tecnológica da Universidade que concebeu a ferramenta digital.

PSP deteve suspeito de vários crimes na Marinha Grande

A Polícia de Segurança Pública (PSP) anunciou hoje a detenção em flagrante delito de um homem de 48 anos, que é suspeito dos crimes de falsificação de documento, furto, detenção de arma proibida e recetação, na Marinha Grande.

Em comunicado, o Comando Distrital de Leiria da PSP esclareceu que no âmbito de uma investigação relativa a crimes de falsificação de documentos e de furto desencadeou hoje uma operação, que visou o cumprimento de um mandado de busca domiciliária e dois não domiciliários, no concelho da Marinha Grande.

No decorrer da operação, foi detido um homem suspeito dos crimes de falsificação de documentos (onde se incluem matrículas de viaturas), detenção de arma proibida e furto/recetação de viaturas furtadas.

A PSP apreendeu cinco viaturas (quatro automóveis e um motociclo), ostentando chapas de matrículas falsificadas, sobre as quais existe o registo do furto de, pelo menos, uma delas.

“Foram ainda apreendidas várias armas brancas, botijas de gás pimenta e uma arma de alarme”, revelou a PSP.

Fonte da PSP disse à agência Lusa que a investigação decorre há cerca de três meses e que o suspeito tem antecedentes policiais por crimes contra o património.

A mesma fonte adiantou que, além do detido, foi constituído arguido um outro homem, suspeito da prática de crimes da mesma natureza.

A operação foi desenvolvida pela Esquadra de Investigação Criminal da Divisão Policial de Leiria.

O arguido vai ser presente na sexta-feira às autoridades judiciárias.

Destaques