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Eurodeputado Álvaro Amaro condenado a pena de prisão suspensa

O eurodeputado Álvaro Amaro e o autarca Luís Tadeu, ex-presidente e atual presidente da Câmara de Gouveia, respetivamente, foram hoje condenados a penas de prisão suspensas pelo Tribunal da Guarda no caso das parcerias público-privadas.

O tribunal absolveu o presidente da Câmara de Alcobaça, Hermínio Rodrigues.

Álvaro Amaro e Luís Tadeu foram ainda absolvidos da pena acessória da perda de mandato político, atendendo a que, entretanto, cumpriram “sucessivos mandatos”.


No âmbito do processo das parcerias público-privadas (PPP) realizadas pelos municípios de Trancoso, Gouveia (Guarda) e Alcobaça (Leiria), entre 2007 e 2011, o atual eurodeputado e ex-autarca de Gouveia e da Guarda, Álvaro Amaro, e o atual presidente do município de Gouveia, Luís Tadeu (na altura vice-presidente), foram condenados por prevaricação de titular de cargo político a três meses e meio de prisão, com pena suspensa, condicionada ao pagamento de 25 mil euros, no prazo de um ano.

O tribunal também condenou Júlio Sarmento, ex-presidente da Câmara Municipal de Trancoso, a uma pena única de prisão efetiva de sete anos, pelos crimes de prevaricação de titular de cargo político, corrupção e branqueamento de capitais.

Júlio Sarmento também vai ter de restituir ao Estado, no prazo de dez dias, um valor global de 552 mil euros.

No mesmo processo, o empresário Fernando Gouveia foi condenado a uma pena única de seis anos e seis meses de prisão.


Já o arguido Marco Carreiro, apesar da anomalia psíquica de que padece, foi condenado a cinco anos de prisão, por prevaricação, suspensa e condicionada ao pagamento de 25 mil euros.

A arguida Josefina Araújo foi condenada a uma pena suspensa de dois anos e meio de prisão por branqueamento de capitais.

Além do autarca de Alcobaça, Hermínio Rodrigues, o coletivo de juízes decidiu também absolver a empresa MRG – Engineering & Solutions, S.A. e o arguido Eduardo Nogueira dos crimes de que estavam acusados.

Na sala de audiências do Tribunal da Guarda, onde decorreu a leitura da súmula do acórdão, que durou perto de duas horas, estiveram ausentes os arguidos Júlio Sarmento, Josefina Araújo e Marco Carreiro.

O presidente do coletivo de juízes, que se encontrava sozinho a fazer a leitura do documento, sublinhou o “grau de ilicitude elevada” do crime de prevaricação de titular de cargo político, lembrando que, em causa, estavam processos com vários anos de duração e que envolviam “dirigentes máximos das autarquias”.

O juiz referiu-se, ainda, à frequência com que acontecem crimes no exercício de cargos públicos e políticos, o que, no entender do tribunal, põe em causa a imagem das instituições, e defendeu a necessidade de restabelecimento da confiança.

Após a leitura do acórdão, o advogado do arguido Luís Tadeu anunciou que pretendia apresentar um requerimento, o que motivou a suspensão da sessão, por mais de uma hora, até à chegada dos restantes elementos do coletivo.

O requerimento, com o qual Carlos Abreu arguiu a nulidade de um despacho proferido na quarta-feira, relativo ao indeferimento de várias diligências de provas (entre elas a audição de testemunhas), acabou por ser indeferido.

O juiz justificou a decisão com o facto de a arguição ser extemporânea, uma vez que deveria de ter ocorrido antes da leitura do acórdão, e de a não inquirição das testemunhas já estar justificada no despacho com o facto de não se revestir de interesse para a descoberta da verdade, tratando-se apenas de “uma diligência dilatória e supérflua”.

Os nove arguidos foram julgados por suspeita da prática de crimes de corrupção, prevaricação de titular de cargo político, branqueamento de capitais e participação económica em negócio, entre outros, num esquema de PPP alegadamente lesivo para as contas dos municípios de Trancoso, Alcobaça e Gouveia, entre 2007 e 2011.

O Tribunal da Guarda começou a julgar o caso das PPP no dia 10 de maio de 2022.

Penacova tem duas empresas Gazela

Pelo quinto ano, a Reninstal, empresa especializada em instalações técnicas, recebeu da Comissao de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) o galardão de empresa “Gazela”.


A Reninstal foi fundada em 2014 por Rúben Renato Rodrigues e tem-se afirmado pela inovação, qualidade de serviços e mão de obra qualificada, contando atualmente com mais de meia centena de colaboradores. Entre os serviços prestados destacam-se as instalações elétricas, aquecimento, ventilação e ar condicionado (AVAC) e climatização, redes hidráulicas, sistemas de segurança e telecomunicações. A empresa tem sede em S. Mamede (Lorvão) e armazém em Coimbra.


As empresas “Gazela” são empresas jovens que, num curto espaço de tempo, apresentam um crescimento acelerado no emprego e volume de negócios.
Para além da Reninstal, a CCDRC distinguiu também a Collares Soares, empresa do setor dos transportes, com sede nos Covais, Travanca do Mondego.
A Collares Soares nasceu em 2014 e está em Penacova desde 2020, contando atualmente com mais de uma dezena de colaboradores. Tal como a Reninstal tem-se distinguido pelo elevado desempenho.


A cerimónia de entrega de galardões “Gazela” aconteceu em Águeda, na presença da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, que destacou o facto das 104 empresas estarem distribuídas por um número, cada vez maior, de concelhos da região centro.
Presente na cerimónia, o presidente da Câmara Municipal de Penacova, Álvaro Coimbra, destacou a importância das distinções: “é um justo reconhecimento pelo esforço, empenho e dedicação destes empresários. A Reninstal e a Collares Soares são dois bons exemplos de empresas inovadoras. Mesmo num contexto de pós-pandemia e de economia de guerra, mantiveram uma atitude resiliente e agora o seu esforço é reconhecido. Para Penacova é um orgulho terem recebido o galardão ‘Gazela’. Espero que, num futuro próximo, outras empresas possam seguir os seus passos”, referiu o autarca.


AS 104 empresas distinguidas empregam mais de 4400 pessoas e geram um volume de negócios acima dos mil milhões de euros.

Incêndios. GNR procura pessoas para postos de vigia no distrito de Leiria

O Comando Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana (GNR) tem abertas as inscrições para candidatos a postos de vigia em 11 concelhos do distrito, no âmbito da prevenção de incêndios.

Segundo informação colocada na rede social Facebook, este comando informou que se encontram “por ocupar vagas para o exercício das funções de vigilante da Rede Nacional de Postos de Vigia” para Batalha, Caldas da Rainha, Castanheira de Pera (2), Figueiró dos Vinhos, Marinha Grande (2), Nazaré, Leiria, Pedrógão Grande, Peniche, Pombal e Porto de Mós (2).

A GNR explicou que a Rede Nacional de Postos de Vigia “assegura a deteção fixa das ocorrências de incêndios e garante a confirmação da localização dos mesmos, contribuindo para um célere despacho dos meios de combate, em todo o território do continente”.

À agência Lusa, o major Paulo Sousa, chefe da secção de Proteção da Natureza e do Ambiente do Comando Territorial de Leiria, explicou que no distrito “existem 17 postos de vigia” sob a responsabilidade da GNR.

“Três são considerados postos de vigia da rede primária, ou seja, trabalham num período maior ou mais alargado durante esta época em que nós contribuímos na prevenção dos fogos, dos incêndios rurais, e outros 14 que começam a trabalhar entre 29 de junho e 15 de outubro”, esclareceu.

Segundo este responsável, no “Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais, a Guarda Nacional Republicana tem uma série de responsabilidades, quer na vigilância, na deteção e na própria fiscalização”, assim como na supressão dos fogos, através da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro.

“A Rede Nacional de Postos de Vigia é fundamental para uma garantia na nossa responsabilidade da vigilância”, declarou.

Explicando que “asseguram a deteção fixa das ocorrências de incêndio”, de forma a “garantir e confirmar a localização”, o major realçou que esta infraestrutura permite, também, assegurar uma “maior celeridade nos chamados despachos de meios junto da Proteção civil”.

Por norma um posto de vigia está operacional 24 horas por dia, sete dias por semana, pelo que o ideal é, haver, “para cada um dos postos, no mínimo, três operadores”, referiu.

De acordo com o major, tem havido, nos últimos anos, “alguma dificuldade em contratar operadores de vigia” para trabalhar com a GNR, quer no Comando de Leiria, como noutros.

“É uma responsabilidade que algumas pessoas não querem ter e é o facto de ser limitado a um período sazonal”, pelo que o contrato de trabalho remunerado é por um período curto, considerou.

Para o responsável, “os postos de vigia são mais um complemento, mais uma ajuda” à videovigilância através de 12 câmaras fixas que existem no distrito, “além das comunicações” que são feitas pelas pessoas a alertar para fogos.

Os candidatos devem ter mais de 18 anos, sem processos-crime pendentes ou estarem inibidos de exercer funções públicas, sendo que os interessados devem contactar o posto territorial da sua área de residência.

Homem ferido após fuga de gás que originou incêndio no concelho de Ourém

Um homem ficou hoje ferido na sequência de uma fuga de gás que deu origem a um incêndio numa habitação em Rio de Couros, concelho de Ourém, disseram à agência Lusa fontes da Proteção Civil.

Segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários de Caxarias, Nuno Mendes, tratou-se de “uma fuga de gás que deu origem a um incêndio”.

O incidente provocou um ferido ligeiro, um homem com cerca de 50 anos, que foi transportado para o Hospital de Santo André, em Leiria.

Nuno Mendes esclareceu que a casa ficou parcialmente destruída e que o Serviço Municipal de Proteção Civil de Ourém (Santarém) foi contactado, “mas não houve desalojados”.

Fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Médio Tejo adiantou que o alerta chegou às autoridades às 17:17, tendo acorrido ao local 13 operacionais apoiados por cinco viaturas, das corporações de Caxarias e Ourém e da Guarda Nacional Republicana.

“O incêndio foi prontamente extinto pelos bombeiros”, acrescentou esta fonte.

Festival em Condeixa-a-Nova acolhe apreciadores do cabrito durante 9 dias

Doze restaurantes de Condeixa-a-Nova vão participar na 10ª Semana do Cabrito, que começa no sábado e se prolonga até 07 de maio.

Cabrito assado de Condeixa, o melhor de Portugal!” é o lema do município para mais uma edição do festival gastronómico, que faz valer a qualidade dos pastos dos caprinos, entre as terras férteis do Baixo Mondego e os calcários da Serra de Sicó.

O presidente da Câmara Municipal, Nuno Moita, disse hoje aos jornalistas, na apresentação da iniciativa, que esta mobiliza 12 restaurantes, menos quatro do em 2022, e que a autarquia ponderou “uma contenção de custos” nos incentivos ao programa, atendendo à atual situação económica do país.

Assim, custeia 10 cabritos para cada uma das empresas aderentes, a fim de valorizar a gastronomia do concelho e da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra, cujo presidente, Emílio Torrão, interveio também na apresentação do evento.

No ano passado, os comensais da Semana do Cabrito de Condeixa pagavam 15 euros por um prato de cabrito assado, preço que nesta edição sobe para 17,50, incluindo a bebida, uma escarpiada (sobremesa local à base de massa de pão, açúcar amarelo e canela) e um café.

Nuno Moita convidou as pessoas a visitarem o concelho, no distrito de Coimbra, durante a Semana do Cabrito, sublinhando que, “apesar da crise”, a autarquia “tenta equilibrar” os custos de produção dos restaurantes com o referido apoio.

Com essa ajuda, a Câmara pretende ainda que os apreciadores da gastronomia tradicional “tenham a oportunidade” de comer cabrito no forno a preços que “continuam a ser convidativos”.

No final de cada refeição, segundo Nuno Moita, “o cliente vota no seu favorito”, contribuindo para a escolha do restaurante vencedor, que será agraciado com o prémio “Cabrito de Ouro”.

Neste concurso “para promover o prato de maior tradição do concelho”, onde está situada a antiga cidade romana de Conímbriga, o galardão fica em exposição no restaurante vencedor até à edição do ano seguinte do festival Sabores de Condeixa — Semana do Cabrito.

Nuno Moita entregou hoje o prémio ao restaurante O Filipe, na povoação do Sebal, que ganhou o “Cabrito de Ouro 2022”, relativo à nona edição da iniciativa gastronómica e turística.

“Este é um trabalho de promoção de um produto endógeno e de um concelho” ao qual, na opinião de Emílio Torrão, cabe “aprimorar o resultado”.

Para o líder da CIM, também presidente do vizinho município de Montemor-o-Velho, o cabrito assado “é mais um dos produtos a valorizar a gastronomia” da Região de Coimbra, que reúne 19 municípios.

Moedas pede rapidez na escolha da nova localização do aeroporto de Lisboa

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, pediu hoje rapidez na escolha da localização do futuro aeroporto de Lisboa, frisando que “o custo de não fazer nada é muito superior ao custo de fazer”.

“Gostei muito da apresentação. Os critérios que são importantes para mim estão incluídos, só faltou o critério da rapidez. Nós temos de resolver esta situação com alguma rapidez”, disse Carlos Moedas (PSD).

O autarca falava aos jornalistas no final da apresentação, pela coordenadora-geral da Comissão Técnica Independente (CTI), Rosário Partidário, dos resultados das atividades desenvolvidas na primeira fase da Avaliação Ambiental Estratégica sobre o aumento da capacidade aeroportuária para a região de Lisboa.

Nessa apresentação foram anunciadas nove opções possíveis para o novo aeroporto de Lisboa.

Assim, às cinco opções avançadas pelo Governo – Portela+Montijo; Montijo+Portela; Alcochete; Portela +Santarém; Santarém – foram adicionadas as opções Portela+Alcochete; Pegões; Portela+Pegões; e Rio Frio+Poceirão, totalizando sete localizações e nove opções estratégicas.

Na ocasião, Carlos Moedas alertou que “o custo de não fazer nada é muito superior ao custo de fazer”.

“Temos de parar em Portugal de olhar para soluões, soluções, soluções e não decidir. Nós temos de decidir. O custo de não decidir é enorme neste caso”, frisou.

O autarca escusou-se ainda a indicar a solução que prefere para não condicionar a Comissão Técnica Independente, enumerando apenas os critérios importantes para os lisboetas na escolha de um local para o futuro aeroporto: proximidade (20 a 30 quilómetros da cidade), rapidez da solução “porque tem de ser feito rapidamente” e preocupações ambientais.

“Estes critérios estão ali, só não vi o critério da rapidez. Porque há soluções que estão ali que demoram muito tempo. Não sou contra as soluções que demoram muito tempo, só quero saber o que faço no intermédio”, afirmou.

Segundo o presidente da Câmara de Lisboa, algumas soluções apresentadas vão demorar seis ou sete anos a serem concretizadas, defendendo nesse caso uma solução intermédia, que deverá passar por obras de melhoramento no Aeroporto Humberto Delgado.

O autarca lembrou que o Governo prometeu obras no aeroporto, que até agora não aconteceram, e exortou o executivo a “exigir essas obras”.

“Qualquer das soluções exige que o Aeroporto Humberto Delgado continue a funcionar, por isso, repito, que as obras no Aeroporto Humberto Delgado são essenciais”, afirmou.

“Temos contrato de conceção com a Vinci. A Vinci tem dinheiro para fazer obras no aeroporto de Lisboa e essas obras não estão a ser feitas porquê? São para melhorar o aeroporto, não estamos aqui a fazer nenhum tipo de obras para aumentar o aeroporto, são para melhorar o aeroporto”, acrescentou.

Carlos Moedas recordou que o aeroporto “está no limite”, que a “cidade está nos limites” e que a câmara quer continuar a investir no turismo porque “cria postos de trabalho e é bom para cidade”.

O presidente da Câmara de Lisboa lembrou ainda que a capital vai receber a Jornada Mundial da Juventude em agosto e que as obras ainda não estão feitas.

“Todas as soluções que aqui falámos não são soluções que vão ser de um dia para o outro, elas vão demorar o seu tempo. Nós não podemos estar a receber os turistas sem ter um aeroporto decente e aquilo que está escrito e contratado é que são obras de 300 ME que vão ser feitas no aeroporto para melhorar o aeroporto e isso é uma exigência que tem de ser feita. Não podemos estar aqui a estudar, temos de fazer”, frisou.

Afirmando que estará do “lado da solução”, o autarca terminou pedindo ao Governo uma decisão política ainda este ano.

Exclusivo TVC: Pequenas empresas terão apoio local para receber fundos do Portugal 2030

O Governo anunciou ontem que a gestão dos fundos europeus vai incluir um “sistema de incentivos base territorial” em que os apoios comunitários a “pequenos projetos de investimento” sejam “geridos diretamente e apenas pela Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional”.

A ministra da Coesão Territorial afirmou em entrevista à TVC, que é a “primeira vez” que este sistema é implementado de “forma sistemática desde o início do quadro comunitário”. Ana Abrunhosa referiu que o objetivo é “apoiar aquelas empresas que normalmente não ‘conseguem ir aos avisos’ onde vão as empresas maiores, como as empresas exportadoras.

Assumindo o sistema de incentivos de base local como uma “novidade deste quadro comunitário”, Ana Abrunhosa revelou ainda que haverá um “aviso especial para empresas que queiram constituir-se e iniciar a sua atividade”.

“Nós vamos iniciar o Portugal vinte trinta e muito em breve abriremos os avisos para apoiar o investimento empresarial. Abriremos os avisos com cerca de quatrocentos milhões de euros. Metade desta verba será para investimento no interior, ou seja abrimos um aviso dedicado ao investimento em territórios do interior.” – recordou.

Os quatrocentos milhões de fundos constituem os primeiros avisos do Portugal 2030. “Estamos a dar aqui um sinal de que as empresas são importantes na criação de emprego na retenção de quadros qualificados na criação de riqueza, nas exportações e estamos e continuaremos a canalizar os apoios dos fundos para as empresas”.

Ana Abrunhosa falava à TVC Televisão do Centro durante a entrega das distinções às empresas Gazela, que decorreu esta quarta feira, 26 de abril, em Águeda.

São 104 empresas jovens da Região Centro que em 2022 se destacaram pelos resultados as galardoadas pela distinção Empresa Gazela.

Na sessão, para além dos representantes das empresas, estiveram autarcas que falaram à TVC sobre as realidades municipais e empresariais desta tipologia de empresas.

Tribunal da Guarda sentencia caso das PPP que envolve Álvaro Amaro

O Tribunal da Guarda profere hoje a sentença do caso das parcerias público-privadas que envolve três municípios e que tem como arguidos autarcas de Gouveia e Alcobaça e os ex-presidentes da Guarda e de Trancoso, Álvaro Amaro e Júlio Sarmento.

A leitura do acórdão do caso das parcerias público-privadas (PPP) está marcada para as 10h00, para o Tribunal da Guarda.

Na sessão do dia 03 de março, para quando estava prevista a leitura da sentença, o coletivo de juízes adiou a decisão para o dia de hoje, devido a “alterações não substanciais e da qualificação jurídica dos factos que constavam da acusação”.

O anúncio do coletivo levou os advogados dos arguidos a pedirem o prazo de 20 dias para se pronunciarem e apresentarem a defesa devido às alterações produzidas.

O Tribunal da Guarda começou a julgar o caso das PPP no dia 10 de maio de 2022.

O Ministério Público (MP) deduziu acusação contra nove arguidos que são suspeitos da prática de crimes de corrupção, prevaricação de titular de cargo político, branqueamento de capitais e participação económica em negócio, entre outros, num esquema de PPP alegadamente lesivo para as contas dos municípios de Trancoso, Alcobaça e Gouveia, entre 2007 e 2011.

Entre os nove arguidos, estão o eurodeputado Álvaro Amaro, na altura presidente da Câmara de Gouveia, o presidente da Câmara de Alcobaça (na altura vice-presidente), Hermínio Rodrigues, e o presidente da Câmara de Gouveia, Luís Tadeu Marques (na altura vice-presidente daquela autarquia).

Para estes três arguidos, por se manterem a exercer funções políticas, o MP pede a perda de mandato, segundo a acusação a que a agência Lusa teve acesso.

São também arguidos o ex-autarca de Trancoso Júlio Sarmento, o empresário Fernando Gouveia, a empresa MRG – Engineering & Solutions, S.A., um consultor, uma empresária e um economista.

No caso de Trancoso, segundo o MP, a PPP entre a autarquia e a MRG levou à construção de três equipamentos – campo da feira, Centro Cultural de Vila Franca das Naves e central de camionagem – registando-se um encargo de 23,6 milhões de euros por 24 anos em rendas mensais que o município tem de pagar à empresa de construção civil.

Neste caso, o MP contabilizou uma vantagem patrimonial ilícita de pelo menos 3,6 milhões de euros por parte da empresa de construção civil.

Em Alcobaça, a MRG terá obtido uma vantagem patrimonial ilícita de pelo menos um milhão de euros, registando rendas no valor global de 63 milhões de euros no âmbito da PPP ao longo de quase 24 anos, refere a acusação.

No caso da Câmara de Gouveia, a MRG apresentou uma proposta de PPP com o objetivo de requalificar o mercado municipal e zona adjacente, um projeto de requalificação urbana da zona de Belinos e a infraestruturação da zona industrial das Amarantes.

No entanto, sem qualquer financiamento bancário, as obras acabaram por não avançar, sendo que as despesas alegadas pela MRG até à extinção da sociedade de capitais mistos não chegaram a ser pagas.

Apesar de a PPP no caso de Gouveia não se ter materializado em obras realizadas, o MP salientou que os dois autarcas – Álvaro Amaro e Luís Tadeu Marques – não fizeram qualquer avaliação dos custos diretos e indiretos da parceria e tinham “intenção de obtenção de benefícios para os próprios” e para a empresa MRG.

Comemorações do 25 de abril em Anadia

O 49º aniversário do 25 de abril de 1974 foi assinalado, esta terça-feira, pela Assembleia e Câmara Municipal de Anadia, com uma sessão solene comemorativa da efeméride.

A Praça do Município de Anadia foi o palco principal das celebrações que tiveram o seu início com os cumprimentos à Guarda de Honra composta por elementos do Corpo de Bombeiros Voluntários de Anadia. Seguiu-se o hastear das bandeiras, ao som do Hino Nacional pela Orquestra Ligeira de Anadia, e a solta de pombos pelo Grupo Columbófilo da Bairrada e pela União Columbófila do Cértima.

A cerimónia contou ainda com a presença de elementos do Destacamento de Anadia da GNR e uma grande representatividade de associações do concelho, nomeadamente desportivas, culturais e recreativas, assim como uma boa adesão de público.

A sessão solene extraordinária da Assembleia Municipal de Anadia contou com os habituais discursos pelos representantes dos partidos e movimentos independentes com assento na Assembleia, bem como pelos presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal.

Na ocasião, a presidente da Câmara Municipal de Anadia, Maria Teresa Cardoso, considerou que o 25 de abril de 1974 “foi, é e continuará a ser uma lição incontestável que importa passar de geração em geração, enquanto herança que pode contribuir para um país mais justo, mais próspero e mais solidário, que espera sempre mais e melhor”.

A autarca sublinhou que “a coragem, a ambição e a união de outrora são fundamentais para ultrapassar as muitas dificuldades que estamos a viver, tanto a nível regional como nacional”, acrescentando que “a inflação, guerra, juros, crise, instabilidade e seca, são palavras que ouvimos diariamente e que nos deixam preocupados e receosos”.

Maria Teresa Cardoso aproveitou para enaltecer as empresas do concelho que, no seu entender, “merecem ser publicamente reconhecidas, pelo esforço que têm feito para se manterem ativas e pela adaptação a todas as circunstâncias, apesar das muitas dificuldades sentidas”, referindo ainda que, dos 11 concelhos que integram a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro, “Anadia é o que apresenta uma menor taxa de desemprego”.

Finalizou a sua intervenção considerando que “se cada um de nós fizer o que está ao seu alcance por um concelho melhor e por um país melhor, o pouco poderá transformar-se em muito e fazer igualmente diferença na vida de muitas pessoas”.

A sessão terminou com a intervenção do presidente da Assembleia Municipal, Manuel Pinho, que considerou que, após quase meio século de liberdade, “assistimos e vivemos tempos de incertezas e inquinamentos na sociedade e da sociedade, cuja arquitetura está debilitada”, sublinhando que “a cegueira ideológica tem justificado medidas e comportamentos arrogantes e sobranceiros que têm penalizado o país em detrimento da luta contra as iniquidades e o empobrecimento”.

Manuel Pinho manifestou-se ainda preocupado com o que se está a passar em algumas áreas da sociedade, nomeadamente na Educação, Saúde, Justiça, Ação Social, Imigração, Economia e na política.

Incêndio deflagra em armazém de materiais de construção na Guarda

Cerca de 70 operacionais estão a combater um incêndio que deflagrou pelas 16:37 num armazém de materiais de construção civil em Porto da Carne, no concelho da Guarda, segundo fonte da proteção civil.

De acordo com uma fonte do Comando Sub-Regional das Beiras e Serra da Estrela, na Guarda, pelas 17:50 as chamas estavam a ser combatidas por um total de 69 operacionais e 23 viaturas.

“O incêndio está ativo, mas confinado a uma zona do armazém onde se encontra material inflamável”disse a fonte à TVC.

Segundo o Comando Sub-Regional das Beiras e Serra da Estrela, os meios que se encontram no terreno “já são suficientes” para dominar o incêndio.

Estão no local elementos de várias corporações de Bombeiros Voluntários da região (Guarda, Celorico da Beira, Famalicão da Serra, Trancoso, Vila Franca das Naves, Gouveia, São Romão e Seia), da proteção civil municipal da Guarda e da GNR.

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