A Assembleia Municipal de Cantanhede aprovou por maioria o relatório de gestão da autarquia relativo a 2022. A votação ocorreu na sessão desta quarta-feira, 19 de abril, seguindo o sentido de voto registado em reunião de Câmara de 12 de abril.
No decurso de uma apresentação em que foram mostrados aspetos relevantes da atividade desenvolvida em diversos domínios, a presidente da Câmara Municipal explicou o modo como a edilidade geriu, “de uma forma assertiva”, os seus recursos durante o ano transato, marcado ainda pelos efeitos da pandemia, à qual se juntou a guerra na Ucrânia e as competências recebidas da Administração Central na área da Educação – que representaram um aumento de 96,5% da despesa (corrente e de capital) nesta rubrica.
Helena Teodósio congratulou-se com o “cumprimento do equilíbrio orçamental”, para o qual foi determinante “o rigor dos serviços camarários, quer na contenção da despesa, quer na concretização de um criterioso plano de investimentos”.
A propósito, destacou do lado da despesa, o crescimento da poupança na ordem dos 1,2 milhões de euros, face ao ano anterior, e no lado da receita o cumprimento da execução superior a 95%, mais 10% do que determina o regime financeiro das autarquias locais e das entidades intermunicipais.
Já o saldo de gerência orçamental a transitar de 2022 para o exercício económico de 2023 é superior a 2,8 milhões de euros.
Por outro lado, a Câmara Municipal encerrou as contas de 2022 sem dívidas a fornecedores e com todas as faturas entradas até 31 de dezembro liquidadas, “dados reveladores de uma disponibilidade de tesouraria muito favorável e que ajuda a explicar os 16 dias de prazo médio de pagamento aos fornecedores”.
A redução da dívida de curto prazo em 20,87% e do passivo em 4,9% relativamente a 2021 são outros dados relevantes do Relatório de Gestão destacados pela líder do executivo, concorrendo para a consolidação das contas da autarquia, cuja autonomia financeira melhorou, situando-se agora em 94,3%.
“Os resultados do desempenho económico-financeiro do Município de Cantanhede em 2022 são muito bons sob qualquer ponto de vista”, concluiu.
O cadáver de uma mulher foi encontrado hoje à tarde junto ao rio Mondego, tendo sido chamada ao local a Polícia Judiciária de Coimbra, disse à agência Lusa fonte da GNR daquela cidade.
Segundo a mesma fonte, o alerta a dar conta da situação foi dado via serviço de emergência 112.
“Ainda não foi possível identificar a pessoa. Não temos registo de desaparecimentos nos últimos dias”, adiantou à Lusa a GNR.
O Comando Sub-regional da Região de Coimbra referiu que o alerta foi registado pelas 16h17 e que foi relatado nessa ocasião que um cadáver estava nas margens do rio Mondego, na freguesia de Torres de Mondego.
Deslocaram-se para o local os Bombeiros Sapadores de Coimbra e a GNR de Coimbra.
Às 18h40, as autoridades aguardavam a chegada do delegado de saúde.
A Praia do Relógio, na Figueira da Foz, é o local de excelência para o RFMSOMNII “Melhor sunset de Sempre”, que este ano se realiza de 7 a 9 de Julho.
Os promotores do evento abriram “vagas para juntar 15 pessoas à equipa. Os novos RP (ou promotores) do festival vão ter a oportunidade de colaborar com a organização e ganhar prémios e comissões com a venda de bilhetes para o evento”, revela a organização do RFMSOMNII.
Nos dias 7, 8 e 9 de julho vai realizar-se mais uma edição do melhor festival de praia em Portugal. A equipa do evento mais esperado do ano, está a recrutar pessoas talentosas e dedicadas para promoverem o festival e ganharem vários prémios e recompensas com a venda por cada bilhete vendido.
Os candidatos têm de fazer a sua pré-inscrição, que será sujeita a uma avaliação por parte dos membros do festival.
Os 15 selecionados para RPs oficiais d’O Maior Sunset de Sempre serão contactados pela equipa para saberem todas as vantagens e condições.
A vice-presidente da Câmara da Figueira da Foz acusou hoje os vereadores do Partido Socialista de levantarem constantemente dúvidas sobre o contrato promessa de compra e venda do Cabo Mondego, que ainda não foi objeto de votação.
Anabela Tabaçó considerou que numa reunião realizada na terça-feira com os eleitos do PS para discutir a questão da compra do Cabo Mondego “não pareceu existir um clima de consenso para uma questão daquela natureza”.
Na resposta, os autarcas socialistas argumentam que foram colocadas questões técnicas “porque existem dúvidas”.
“É melhor esclarecer as dúvidas e depois avançar para a compra”, defendeu o eleito do PS Daniel Azenha.
A Associação de Moradores da Praia da Tocha (AMPT) inaugurou um Espaço Coworking na Biblioteca de Praia, em pleno areal. Trata-se de um projeto desenvolvido em parceria com a Câmara Municipal de Cantanhede e a Junta de Freguesia da Tocha.
A inauguração deste novo equipamento contou com a presença do vice-presidente do Município, Pedro Cardoso, do vereador e representante dos Compartes, Fernando Pais Alves, do presidente da Junta de Freguesia da Tocha, José Manuel Cruz, e do presidente da Associação de Moradores da Praia da Tocha, Alberto Oliveira, que esteve acompanhado por mais elementos da direção.
Na ocasião, o vice-presidente do Município, Pedro Cardoso referiu que “a criação deste espaço evidencia a capacidade de iniciativa da AMPT, que não se poupa a esforços para criar mais oportunidades e revelar as potencialidades desta Praia magnífica”.
“A importância deste espaço de trabalho, ainda que numa fase embrionária, é por demais evidente. Para além da localização privilegiada, aproveitando as instalações da Biblioteca de Praia, constitui uma resposta para um produtivo dia de trabalho, partilha de ideias ou de estudo, para moradores ou mesmo quem visita esta praia”, sublinhou.
O Espaço Coworking funcionará na Biblioteca de Praia entre outubro a maio, e na sede da AMPT no verão, de junho a setembro. O objetivo é proporcionar um espaço de trabalho e estudo moderno e funcional, que promova a economia local, o networking e a troca de ideias entre os membros da comunidade.
Além de atender às necessidades dos moradores locais, o Espaço Coworking constituirá também uma importante ferramenta para os turistas que visitam a região, pois disponibiliza informações, assim como um local adequado para trabalhar ou estudar durante a sua estadia.
Para os responsáveis da AMPT “esta iniciativa representa mais um passo em direção ao desenvolvimento sustentável e à promoção do bem-estar na Praia da Tocha”, impulsionando “o progresso económico e social da região”.
Mais informações sobre o Espaço Coworking e suas atividades podem ser obtidas pelo email ou online.
A Região de Aveiro lidera no número de Empresas Gazela da Região Centro, Viseu Dão Lafões tem o maior volume de negócios e a Região de Coimbra agrega o maior número de postos de trabalho, revelou a CCDRC. São 104 as Empresas Gazela que vão receber o galardão esta quarta feira, 26 de abril, em Águeda.
A região Centro tem este ano 104 empresas Gazela, que empregam 4.456 pessoas e geram um volume de negócios de 1.096 milhões de euros e 859 milhões de euros de exportações. Conclusões do último estudo, efetuado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), sobre as empresas Gazela existentes na região Centro em 2022.
Trata-se de empresas jovens que num curto espaço de tempo apresentam um crescimento acelerado no emprego e no volume de negócios. São uma reduzida percentagem do universo das empresas, mas estão presentes em todos os setores de atividade e diferenciam-se, também pelo seu posicionamento nos mercados e pela sua capacidade de gestão e de risco.
A presidente da CCDRC, sublinha que “as empresas da Região Centro continuaram a mostrar a sua resiliência após anos difíceis. É com muita satisfação que a Região Centro tem novamente mais de uma centena de empresas Gazela”.
Isabel Damasceno acrescenta que “apesar de representarem uma pequena percentagem do universo empresarial, são empresas com grande relevância pelo seu contributo para a economia regional, pela sua capacidade de criação de emprego e de riqueza de forma sustentada e galopante. Com estas 104, passam a ser 651 empresas que, ao longo destes últimos dez anos, conseguiram esta distinção, que destaca as suas capacidades de inovação, de criar emprego, de dinamizar o mercado e potenciar o desenvolvimento económico nos territórios em que se localizam”.
De acordo com o estudo efetuado pela CCDRC, destas 104 empresas Gazela da região Centro destacam-se os seguintes aspetos:
Em termos de distribuição geográfica estão disseminadas pelo território, repartindo-se por 49 municípios da Região Centro, sendo os municípios de Leiria e Viseu (com 9 empresas cada), os que têm um maior número, seguidos pelos municípios de Aveiro e Torres Vedras (com 6 empresas cada) e Coimbra e Ovar (com 5 empresas cada). Com quatro e três empresas gazela surgem, os municípios de Águeda (4), Castelo Branco (3), Oliveira do Hospital (3) e Vagos (3). Os municípios de Abrantes, Batalha, Caldas da Rainha, Cantanhede, Covilhã, Figueira da Foz, Guarda, Idanha-a-Nova, Ílhavo, Marinha Grande, Ourém e Vouzela apresentam duas empresas gazela, cada. Em termos sub-regionais, destacam-se os territórios correspondentes às NUTS III da Região de Aveiro (24), Região de Coimbra (18), Viseu Dão Lafões (16), Região de Leiria (15) e o Oeste (11).
A maioria das empresas gazela (65%) continuam concentradas nas quatro NUTS III do litoral da Região Centro, tendo-se, no entanto, observado, uma diminuição gradual desta percentagem (face a 2019, a diferença é de 19 pontos percentuais), o que evidencia algum crescimento a assinalar do interior da Região Centro;
Estas empresas têm um elevado potencial para gerar novos postos de trabalho, tendo quase triplicado as pessoas ao serviço entre 2018 e 2021, passando de 1.630 trabalhadores para 4.456 trabalhadores;
O volume de negócios cresceu mais de seis vezes entre 2018 e 2021, pois estas 104 empresas Gazela faturaram 181 milhões de euros em 2018 e 1.096 milhões de euros em 2021;
Mais de metade (56% do total) das 104 empresas Gazela apresentam valores de exportações. O total de exportações destas empresas soma cerca de 859 milhões de euros, em 2021, o que representa, em termos médios, 87% do volume de negócios;
36% destas empresas desenvolve as suas atividades nas indústrias transformadoras, que, em conjunto com o setor da construção (20%), representam mais de metade das empresas Gazela da região;
Quase dois terços das empresas Gazela apuradas foram constituídas nos anos de 2016 (17%), 2017 (25%) e 2018 (23%);
No final de 2022, 40 das 104 empresas Gazela tinham apresentado um total de 86 candidaturas aos Sistemas de Incentivos do Portugal 2020. Destas, 69% foram enquadradas no Programa Operacional Regional – Centro 2020. Em termos de projetos aprovados, as 40 empresas Gazela que se candidataram aos Sistemas de Incentivos do Portugal 2020 estão já a ser apoiadas na totalidade das 86 candidaturas (que representam 71 milhões de euros de incentivo).
O evento de reconhecimento das Empresas Gazela realiza-se no dia 26 de abril, pelas 19h30, em Águeda, e conta com a presença da Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa.
A Rede Aldeias Bauhaus EUROACE foi ontem formalmente constituída como Organismo de Cooperação Territorial, no Seminário Rede de Aldeias para o Futuro, ocasião em que a Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, parceiro-líder do projeto, assumiu a presidência da Rede até ao final de 2024, na sequência da assinatura dos protocolos de cooperação entre os 6 Municípios envolvidos (Pampilhosa da Serra, Sabugal, Reguengos de Monsaraz, Arronches, Moraleja e Llerena).
A sessão, realizada nas instalações da CCDR Centro, em Coimbra, juntou vários parceiros do projeto e decisores políticos de Portugal e Espanha que, partindo da apresentação do Quadro Conceptual para esta rede, refletiram sobre os desafios e oportunidades para as aldeias, numa perspetiva de cooperação territorial e tendo como enquadramento estratégico os pilares da Nova Bauhaus Europeia: Sustentabilidade, Inclusão e Estética.
Segundo a autarquia, a Pampilhosa da Serra, propôs-se desde o início a liderar este projeto-piloto, com o intuito de procurar respostas para 3 dos principais desafios, que de forma transversal se colocam às áreas rurais, e em particular às aldeias: perda demográfica, perda de valor económico, social e cultural, e ainda a transição digital e ecológica.
Estes constrangimentos, alguns deles com uma tendência secular, são amplamente conhecidos, pelo que Jorge Custódio, presidente da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, considerou de modo reivindicativo que este projeto “tem de dar o clique e fazer diferente”, acrescentando que para o efeito é preciso o apoio “regional e nacional”. “Todos temos consciência de que ainda que os Municípios possam ir tomando algumas medidas que minimizem estes impactos, isso não é suficiente. Tem de haver uma mão mais forte por parte dos governos centrais, para que consigamos inverter esta tendência”, expressou.
Para o vereador da Câmara Municipal, Rui Simão, este projeto, que no concelho de Pampilhosa da Serra incide sobre a aldeia de Dornelas do Zêzere, procura perceber “qual é o papel que as aldeias têm para revitalizar territórios do interior”, permitindo, a partir de um referencial conjunto, “encontrar soluções que podem vir a ser faróis que se replicam noutros contextos geográficos”. Rui Simão destacou ainda o “eixo vertical” diferenciador da Rede de Aldeias para o Futuro, num trabalho conjunto que vai “desde a União Europeia, até aos países, às regiões, aos Municípios, às aldeias e dentro das aldeias às comunidades”, ligando a “ambição do dia-a-dia das pessoas e a Europa”, num exemplo de “verdadeira democracia participativa e moderna”.
No discurso de encerramento do seminário, a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, garantiu o “compromisso” do Governo para “acompanhar e apoiar esta rede de aldeias”, nomeadamente através da criação de estratégias que permitam que os “Fundos da Política de Coesão, do Horizonte Europa, do Programa Life”, entre outros instrumentos financeiros, “cheguem aos territórios”.
“Os novos habitantes querem encontrar aldeias com serviços de cidade e temos de encontrar este equilíbrio”, notou ainda Ana Abrunhosa.
Num universo de 87 candidaturas, o projeto Rede de Aldeias para o Futuro, foi um dos 20 vencedores da primeira convocatória da Nova Bauhaus Europeia dedicada a iniciativa locais, sendo que é liderado pela Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra e abrange seis Aldeias da região EUROACE: Alentejo, Centro de Portugal e Extremadura espanhola.
500 pássaros espalhados por todo o concelho de Santa Maria da Feira promovem reflexão sobre liberdade e igualdade durante as comemorações do 25 de Abril.
A iniciativa vai chegar a todo o território concelhio na tarde de 24 de abril. Cerca de meio milhar de origamis de papel em forma de pássaro – numa alusão à liberdade – estarão espalhados pelos espaços públicos mais movimentados da cidade de Santa Maria da Feira e restantes freguesias e uniões de freguesias do concelho, contendo várias respostas à pergunta “Somos todos/as livres e iguais?”.
A iniciativa é do Plano Municipal para a Igualdade de Género e Não Discriminação, em parceria com a Cooperativa Casa dos Choupos, através do Espaço Trevo, e pretende motivar um exercício exploratório e de reflexão no âmbito do 25 de Abril, tendo como ponto de partida o artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que estabelece que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos.
“Mas seremos, efetivamente, todos/as iguais?”, questionam os promotores desta campanha, apresentando 25 respostas a esta pergunta, tendo como base dados estatísticos do estudo “Igualdade de Género em Portugal – Boletim Estatístico 2022” da Comissão para a Igualdade de Género.
Todas as juntas e uniões de freguesia do concelho foram desafiadas a acolher esta iniciativa que assinala o 25 Abril. Os origamis serão colocados na tarde de segunda-feira, 24 de abril, e vão manter-se expostos nos dias seguintes. Serão ainda distribuídos folhetos informativos alusivos a esta campanha.
Em Montemor-o-Velho, o projeto VirtuALL, desenvolvido pela AD ELO – Associação de Desenvolvimento Local da Bairrada e Mondego, deu mais um passo na promoção do envelhecimento ativo, saudável, participativo e interativo. No dia 21 de abril, na Biblioteca Municipal Afonso Duarte, foi assinado o memorando de entendimento com os diversos parceiros, dando origem à “Comunidade VirtuALL”, expandindo, deste modo, o projeto no território nacional.
Na sessão de apresentação, o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão, na qualidade de presidente da direção da AD ELO, lembrou o início do projeto, a sua abordagem inovadora e destacou: “O VirtuALL é um projeto que quebra a solidão, sendo um motivo para os nossos seniores saírem de casa e conviverem. Com a criação da Comunidade VirtuALL o projeto ganha um novo salto qualitativo e quantitativo porque sei que vamos fazer mais seniores felizes.
Em desenvolvimento desde 2019, o “VirtuALL” já levou a combinação da inovação social com a inovação tecnológica a cerca de mil seniores abrangidos pela AD ELO (Cantanhede, Figueira da Foz, Mealhada, Mira, Montemor-o-Velho e Penacova) e, a partir de agora, estão criadas as condições para que as experiências com a realidade virtual e aumentada e com os diversos equipamentos de promoção de um envelhecimento saudável e ativo cheguem a um universo mais alargado de seniores de outros Municípios e Associações de Desenvolvimento Local.
Assim, o memorando de entendimento, assinado pela Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, AD ELO – Associação de Desenvolvimento Local da Bairrada e Mondego, ADIBER – Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra, ADRACES – Associação para o Desenvolvimento da Raia Centro-Sul, LEADER OESTE – Associação para o Desenvolvimento Rural e os municípios de Cantanhede, Mira, Montemor-o-Velho e Penacova (Figueira da Foz e Mealhada assinam posteriormente) vai continuar a promover a coesão territorial e social em intercâmbio com a tecnologia e a inovação social.
A sessão do lançamento da “Comunidade VirtuALL” contou ainda com apresentação das temáticas “Ecossistema VirtuALL”, a cargo de Mário Fidalgo, diretor executivo da AD ELO, e “O Papel da Tecnologia no Envelhecimento”, por Manuel Teixeira Veríssimo, presidente da Seção Regional da Ordem dos Médicos, bem como com uma demonstração de alguns elementos das turmas atuais do “VirtuALL” de Arazede e com os seniores da Academia Sénior de Penamacor que experimentaram apanhar uvas e encher os cestos virtuais com o PEPE (Portable Exergame for Elderly People).
Recorda-se que o uso de tablets, para a realização de jogos cognitivos, do Physiosensing (plataforma de pressão que permite avaliar e treinar o equilíbrio), do PEPE (Portable Exergame for Elderly People) – equipamento de realidade aumentada que possibilita a realização de jogos sérios (jogos de ambiente simulado que permitem treinar e melhorar movimentos e posturas) adaptados para a pessoa idosa, ou os Oculus Quest 2 – óculos de realidade virtual são algumas das soluções tecnológicas utilizadas pelo “VirtuALL”.
“Comunidade VirtuALL” nasce para levar tecnologia a mais seniores
Em Montemor-o-Velho, o projeto VirtuALL, desenvolvido pela AD ELO – Associação de Desenvolvimento Local da Bairrada e Mondego, deu mais um passo na promoção do envelhecimento ativo, saudável, participativo e interativo. No dia 21 de abril, na Biblioteca Municipal Afonso Duarte, foi assinado o memorando de entendimento com os diversos parceiros, dando origem à “Comunidade VirtuALL”, expandindo, deste modo, o projeto no território nacional.
Na sessão de apresentação, o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão, na qualidade de presidente da direção da AD ELO, lembrou o início do projeto, a sua abordagem inovadora e destacou: “O VirtuALL é um projeto que quebra a solidão, sendo um motivo para os nossos seniores saírem de casa e conviverem. Com a criação da Comunidade VirtuALL o projeto ganha um novo salto qualitativo e quantitativo porque sei que vamos fazer mais seniores felizes.
Em desenvolvimento desde 2019, o “VirtuALL” já levou a combinação da inovação social com a inovação tecnológica a cerca de mil seniores abrangidos pela AD ELO (Cantanhede, Figueira da Foz, Mealhada, Mira, Montemor-o-Velho e Penacova) e, a partir de agora, estão criadas as condições para que as experiências com a realidade virtual e aumentada e com os diversos equipamentos de promoção de um envelhecimento saudável e ativo cheguem a um universo mais alargado de seniores de outros Municípios e Associações de Desenvolvimento Local.
Assim, o memorando de entendimento, assinado pela Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, AD ELO – Associação de Desenvolvimento Local da Bairrada e Mondego, ADIBER – Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra, ADRACES – Associação para o Desenvolvimento da Raia Centro-Sul, LEADER OESTE – Associação para o Desenvolvimento Rural e os municípios de Cantanhede, Mira, Montemor-o-Velho e Penacova (Figueira da Foz e Mealhada assinam posteriormente) vai continuar a promover a coesão territorial e social em intercâmbio com a tecnologia e a inovação social.
A sessão do lançamento da “Comunidade VirtuALL” contou ainda com apresentação das temáticas “Ecossistema VirtuALL”, a cargo de Mário Fidalgo, diretor executivo da AD ELO, e “O Papel da Tecnologia no Envelhecimento”, por Manuel Teixeira Veríssimo, presidente da Seção Regional da Ordem dos Médicos, bem como com uma demonstração de alguns elementos das turmas atuais do “VirtuALL” de Arazede e com os seniores da Academia Sénior de Penamacor que experimentaram apanhar uvas e encher os cestos virtuais com o PEPE (Portable Exergame for Elderly People).
Recorda-se que o uso de tablets, para a realização de jogos cognitivos, do Physiosensing (plataforma de pressão que permite avaliar e treinar o equilíbrio), do PEPE (Portable Exergame for Elderly People) – equipamento de realidade aumentada que possibilita a realização de jogos sérios (jogos de ambiente simulado que permitem treinar e melhorar movimentos e posturas) adaptados para a pessoa idosa, ou os Oculus Quest 2 – óculos de realidade virtual são algumas das soluções tecnológicas utilizadas pelo “VirtuALL”.
A Feira do Bolo de Ançã está de volta ao Terreiro do Paço, em Ançã, Cantanhede, no dia 30 de abril. Para promover a iniciativa, a junta de freguesia levou esta sexta feira, o Bolo de Ançã à Escola Básica local.
As cerca de 140 crianças do Centro Escolar tiveram oportunidade de conhecer mais de perto o Bolo de Ançã. Segundo revela o presidente da junta, “todas puderam ‘meter a mão na massa’, partir e tender e seguir o processo de cozedura e fabrico do Bolo de Ançã. No final da “aula prática” levaram cada um uma miniatura do Bolo para poderem ver o resultado final e disfrutar desta maravilha”.
Para Cláudio Cardoso, “é importante despertar nas crianças o gosto pelas tradições e património e, quem sabe, despertar em alguma delas o gosto pela arte, assegurando no futuro a continuidade deste doce e da sua tradição”.
A visita foi organizada conjuntamente pela APEBA – Associação de Pais, Junta de Freguesia de Ançã, AVANÇA e Centro Escolar de Ançã, tendo como parceiros da iniciativa – Boleiras (os): Aldina Rasteiro, Eliseu Henriques, Mónica Gomes/Héber e Avó Madalena.
No sábado, 29 de maio, começa a exposição sobre o Bolo de Ançã e as Boleiras, com acompanhamento musical. Seguindo-se no domingo a Feira do Bolo de Ançã.
O evento é organizado pela AVANÇA, Associação de Boleiras, Junta de Freguesia de Ançã e com o patrocínio do município de Cantanhede, revela a junta de Freguesia.
Segundo a autarquia, a Feira do Bolo de Ançã “visa homenagear uma tradição secular que se reflete na vida quotidiana da vila histórica. Trata-se de uma iniciativa que muito tem contribuído para divulgar e valorizar o caráter genuíno desta especialidade regional, servindo também para preservar o uso das técnicas tradicionais na confeção das suas três versões conhecidas: o Bolo Fino, o Bolo de Cornos e o Bolo de Ovos”.