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Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia de Ílhavo apto para receber gatos

A Câmara Municipal de Ílhavo vai inaugurar na próxima segunda-feira, dia 20, às 16h, a obra de ampliação do Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia de Ílhavo (CROACI).

O CROCI passa a ter sensivelmente o dobro do espaço e melhores condições de receção e acolhimento de pessoas e animais.

Com um investimento total de 82.191,66 euros, esta obra conta com o financiamento de 15 mil euros, no âmbito do Programa de Concessão de Incentivos Financeiros para a Construção e Modernização de Centros de Recolha Oficial de Animais de Companhia, no âmbito da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional Centro (CCDRC).

O CROACI é um espaço da responsabilidade da Câmara Municipal de Ílhavo, que se localiza junto aos Armazéns Gerais, na Gafanha de Aquém, em Ílhavo, e tem as seguintes competências:

  • Captura/recolha, transporte e alojamento de animais abandonados, errantes ou vadios;
  • Alojamento obrigatório dos animais para sequestro ou quarentena sanitária, ou o alojamento resultante de recolhas compulsivas, determinadas pelas Autoridades Competentes;
  • Alojamento de animais provenientes de entregas voluntárias, nos casos definidos na lei;
  • Occisão de animais, nos casos expressamente previstos na Lei e no respetivo Regulamento;
  • Execução das ações de profilaxia médica e sanitária, consideradas obrigatórias pelas Autoridades Sanitárias Veterinárias Competentes;
  • Identificação animal;
  • Recolha, receção e eliminação de cadáveres de animais;
  • Adoção de animais.

No CROACI existem animais de raça pura ou “puros” rafeiros, que foram, na sua maioria, abandonados e posteriormente capturados, não tendo sido reclamados pelo seu dono dentro do prazo previsto por Lei (15 dias).

Em 2022, foram recolhidos na via pública 85 animais e entregues no CROACI 11. Foram restituídos ao seu dono 27 e adotados 64.

Já este ano de 2023, foram adotados três cachorros abandonados à porta do CROACI.

Atualmente, o CROACI conta com 21 cães, quase todos disponíveis para adoção.

Carlos Moedas vai receber bombeiros que estiveram a ajudar na Turquia

No total, foram 15 os operacionais do Regimento de Sapadores Bombeiros que fizeram parte da missão portuguesa a ajudar na Turquia, após os sismos que assolaram o país.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, vai receber na segunda-feira os quinze operacionais do Regimento de Sapadores Bombeiros, que estiveram dez dias a ajudar nas operações de busca e salvamento na Turquia, após os sismos que assolaram o país.

Em comunicado, este domingo enviado às redações, a autarquia revelou ainda que os operacionais serão “homenageados”. “Um reconhecimento a todos pela coragem e bravura com que enfrentaram esta missão e integraram a Força Operacional Conjunta que representou Portugal em tão exigente missão”, lê-se.

A Força Operacional Conjunta (FOCON) – coordenada pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e composta por 52 elementos da Força Especial de Proteção Civil da ANEPC, GNR, Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa e Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e por seis cães – esteve mais de uma semana na cidade turca de Antáquia, atingida em 6 de fevereiro por dois fortes sismos, e regressou ontem a Lisboa.

Na cerimónia de chegada da equipa portuguesa, no terminal militar de Figo Maduro, em Lisboa, estiveram presentes os ministros da Defesa Nacional, Helena Carreiras, e da Administração Interna, José Luís Carneiro, e os secretários de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, e da Saúde, Ricardo Mestre.

Segundo o mais recente balanço, mais de 44 mil pessoas morreram na Turquia na sequência dos abalos que atingiram o país e o norte da Síria.

Sever do Vouga: Cerca de 60 obras estarão patentes até 4 de março

INAUGURADA EM SEVER DO VOUGA PRIMEIRA EXPOSIÇÃO EM NOME PRÓPRIO DE ARTISTAS DA APCC

Foi inaugurada ontem (19 de fevereiro), no Centro das Artes do Espetáculo de Sever do Vouga, a primeira exposição em que artistas que desenvolvem a sua atividade na Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC) se apresentam em nome próprio.

Além dos artistas em causa – Eugénio Santos, Mário Carvalho, Sara Barros, António Castanheira, Valdemar Cordeiro, Ricardo Rebola, Nelson Pires e Paulo Loureiro – marcaram presença também o presidente da APCC, Carlos Condesso, e os vereadores da Cultura e da Ação Social da Câmara Municipal de Sever do Vouga, Ricardo Silva e Paula Coutinho, respetivamente.

O enquadramento desta exposição foi dado por Suzete Azevedo e Paulo Ferreira, do Departamento de Artes Plásticas da APCC, que descreveram o percurso de cada um dos oito criadores e a qualidade do seu trabalho, sublinhando a importância desta iniciativa para cada um deles e para as suas carreiras, mas também para o objetivo mais global de lhes permitir, e a outros artistas, entrar no circuito da arte e, dessa forma, combater conceitos que podem ser geradores de exclusão, como o de ‘arte inclusiva’.

A 60 obras expostas na galeria do Centro das Artes do Espetáculo de Sever do Vouga dividem-se pela pintura, desenho e escultura e representam oito projetos distintos e outras tantas identidades artísticasCada uma reivindica, portanto, um lugar específico no universo das artes plásticas. Globalmente, transportam a mensagem de que a condição orgânica do indivíduo não o limita, antes contribui para a sua multidimensionalidade pessoal, social e artística.

A Exposição Coletiva de Artes Plásticas APCC estará patente até ao dia 4 de março, nos seguintes horários: de terça-feira a sábado, das 10H00 às 12H30 e das 14H00 às 17H00, e aos fins de semana à noite, apenas em dias de espetáculo.

No Departamento de Artes Plásticas da APCC, a arte é encarada com o grande propósito da expressão, de comunicação de ideias, do desenvolvimento de competências e autoconhecimento e na elevada responsabilidade da edificação de ideias político-sociais. O trabalho ali realizado pode ser visto também no Instagram (www.instagram.com/artesplasticas_apcc).

São, aliás, várias as atividades de índole artística desenvolvidas na Associação, nomeadamente nas áreas da música (em vertentes como a musicoterapia, educação musical e expressão musical), teatro (tanto através de dinâmicas no âmbito da expressão dramática, como de apresentações ao público) e artes plásticas (na pintura, escultura, multimédia e outros campos).

Adiado prazo para se saber localização de novo hospital do Oeste

O ministro da Saúde foi sensível às preocupações manifestadas em relação ao estudo de localização do novo hospital do Oeste e prolongou por um mês o prazo do parecer final, disse hoje o presidente da Câmara das Caldas da Rainha.

“Fomos informados sobre esta decisão de alongar o prazo para a decisão numa audiência conjunta, [dos presidentes de câmara das] Caldas e Óbidos com o senhor ministro, onde fomos apresentar as nossas preocupações em relação ao estudo pela falta de critérios que tem, para que se possa tomar uma decisão correta e de tipologia também”, disse Vítor Marques (independente), em declarações à Lusa.

O estudo, encomendado pela Comunidade Intermunicipal do Oeste, aponta o Bombarral (no distrito de Leiria), como a localização ideal para o hospital que deverá servir todos os concelhos do Oeste, uma escolha contestada pelos municípios das Caldas da Rainha, de Óbidos e de Rio Maior, que defendem a construção do equipamento na confluência destes concelhos.

O parecer final estava previsto para o fim de março, mas, referiu Vítor Marques, os municípios das Caldas da Rainha e de Óbidos (presidido por Filipe Daniel, do PSD) conseguiram “mostrar que há muitos mais critérios a pôr na equação da localização do que aqueles que estão inscritos no estudo” atual.

Vítor Marques adiantou ainda que os autarcas estão “a preparar um dossiê com os critérios que devem ser tidos em conta para a utilização de um investimento desta natureza”.

“Trata-se de um investimento, para já, de extrema importância e de necessidade, acima dos 150 milhões de euros; um investimento que perdura no tempo mais de 30 anos. Os critérios que o estudo tem de tempo e distância são poucos”, sublinhou.

Segundo o autarca, existem muitas diferenças no estudo apresentado e nos critérios que os municípios defendem: o documento “assentou na localização de tempo e distância, o que em saúde e urgência é importante”, mas considerou apenas os utentes e não teve em conta as patologias, os profissionais de saúde, os serviços e o território.

Em relação aos terrenos, acrescentou, o estudo considerou “uns sem maturidade técnica, outros sem dimensão e outros ainda com orografias complexas”, além de que outros se encontram “perto de aterros sanitários” e outros “atravessados pela A8 [autoestrada] e pela ferrovia”.

Considerando que o documento “poderá ter algum enviesamento”, Vítor Marques lembrou também que não foram considerados serviços já instalados no território, quer de saúde pública, quer de saúde privada e de ação social, referindo que o “Oeste Norte é muito mais limitado do que o Oeste Sul nesta natureza de serviços”.

O autarca defendeu que o futuro hospital esteja bem integrado na rede hospitalar nacional, tendo em conta os serviços contíguos dos hospitais de Leiria, de Santarém, de Vila Franca e de Loures.

“Se considerarmos também estas ‘nuances’, vemos que realmente o Oeste Norte é aquele que tem menos condições, menos ofertas”, sublinhou.

No início do janeiro, o município de Rio Maior (distrito de Santarém) juntou-se aos de Óbidos e das Caldas da Rainha (Leiria) na defesa da localização do novo hospital do Oeste neste último concelho, alegando que parte da sua população é servida na unidade desta cidade.

O presidente da Câmara de Rio Maior, Filipe Santana Dias (PSD), alegou que “deslocalizar para fora do concelho das Caldas da Rainha esta unidade hospitalar” deixará cerca de 12 mil pessoas do seu concelho com “menos disponibilidade de serviços e menos qualidade de serviço, a partir do momento em que a distância ao hospital se torna maior”.

De acordo com o autarca, apesar de Rio Maior ter como referência o hospital de Santarém, “grande parte da população continua a ser servida nas Caldas da Rainha, nomeadamente nos serviços de Obstetrícia”.

Em alternativa ao Bombarral, os três municípios defendem que o novo hospital seja construído num terreno na confluência de Óbidos e Caldas da Rainha, com um área total de 196 mil metros quadrados e uma área bruta de construção de 75 mil metros quadrados, que permitirá servir uma população de perto de 360 mil pessoas dos concelhos de Torres Vedras, Alcobaça, Caldas da Rainha, Alenquer, Peniche, Lourinhã, Rio Maior, Nazaré, Bombarral, Cadaval e Óbidos.

Acessível através das Autoestradas 8 (que liga a Lisboa) e 15 (que liga a Santarém), ao Itinerário Principal 6 (que liga a Peniche) e com ligações a estações rodoviárias e ferroviárias o local, permitirá ainda a construção de 1.700 lugares de estacionamento.

O Centro Hospitalar do Oeste integra os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, tendo uma área de influência constituída pelas populações dos concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra.

Carnaval de Ovar com “espírito em alta” e a equacionar economia circular

O Carnaval de Ovar saiu hoje à rua com “espírito em alta” após dois anos de interregno, reaproveitando carros e adereços que ficaram por utilizar em 2022 e equacionando vender depois esses materiais para maior sustentabilidade económica e ambiental.

No desfile que hoje e na terça-feira leva a esta cidade do distrito de Aveiro mais de 4.000 participantes, um dos grupos carnavalescos que defendem essa economia circular é o Vampiros, que em 2023 assinala 52 anos de uma atividade em que se afirmou como especialista na conceção de maquetes à base de esponja e foi “pioneiro no bilhete-turista”, que permite a visitantes externos integrarem o corso.

Ascendino Silva integra a direção do grupo, traja a rigor para a gala dos “Simcuentras (e 2)” — que é a festa a decorrer no carro alegórico onde atuam imitadores de Toy e Quim Barreiros — e começa por dizer que “este ano toda a gente que participa no Carnaval tem o espírito em alta, depois de tanto tempo de pandemia, com as sedes quase vazias, sem desfiles para preparar, sem ambiente”.

O carro que os Vampiros agora fazem desfilar por Ovar foi concebido para o Entrudo de 2022, mas, após o cancelamento do evento nessa data, manteve-se guardado para utilização posterior. “Não se podia desperdiçar aquele trabalho todo, porque só em material estão ali uns 22.500 euros. É por isso que eu defendo que devíamos começar a ter uma política de reutilização destas peças, por um lado para evitar o desperdício de material que, no fim do Carnaval, vai diretamente para o lixo e, por outro, para ajudar à sustentabilidade financeira dos grupos”, explica.

Considerando que “o apoio da Câmara é de 7.900 euros, que as quotas dos 40 elementos do grupo não chegam para tudo, que é cada vez mais difícil ter patrocinadores e que a situação não vai melhorar com a guerra e a inflação”, Ascendino Silva pensa nas seis crianças que esse ano se iniciam com os pais na performance dos Vampiros e propõe: “Temos que ser conscientes. Podíamos criar uma feira para grupos de Carnaval de todo o país, em que se mostrasse o material que ainda pode ser utilizado outra vez e cada um comprasse o que lhe desse jeito para próximas edições.”

Beatriz Ventura, do grupo de ‘passerelle’ Joanas do Arco da Velha, aprecia a ideia, embora note que a ‘performance’ que partilha com as suas cerca de 80 colegas cria menos resíduos por ser totalmente apeada e não envolver carros. “Mas lembro-me que, noutros anos, ao desmaquilhar-me depois dos desfiles, me custava ver aquele ‘glitter’ todo a ir pelo lavatório abaixo, sabendo que ia parar ao oceano”, recorda.

As decisões quanto à compra de materiais mais ecológicos para o grupo não passam por ela, mas Beatriz tenta fazer a sua parte ao prolongar “ao máximo” o uso das roupas: “Guardo os meus fatos todos, para usar noutras ocasiões, e também vou buscar muitos à minha tia, que começou nas ‘Joanas’ há uns 30 anos e tem vários para me emprestar, que eu vou usando nos diferentes dias do Carnaval.”

Cada um desses trajes vem sendo feito, diz a estudante de 17 anos, “com muito cuidado e rigor”, o que se verificou também este ano, com fatos “de elite militar” em que casacos com colarinhos em padrão camuflado e botões dourados, por exemplo, prestam “uma homenagem às muitas ‘task forces’ de Forças Armadas, enfermeiros, médicos, etc. que ajudaram o país a ultrapassar a pandemia”.

Beatriz gostava era de ver esse esforço reconhecido também por um júri e daí lamentar que este ano não haja competição entre os grupos, numa decisão justificada com o facto de muitas das maquetes e adereços terem transitado da edição que se suspendeu em 2022.

“Nós demos o máximo na mesma e chegámos a ter reuniões só para discutir se devíamos trazer esta meia vermelha a espreitar acima das botas, em contraste com o verde, mas sabemos que nem toda a gente levou as coisas tão a sério. Haver competição era bom para nos incentivar”, argumenta a jovem.

Além disso, o anúncio dos vencedores constituía também um ritual: “Na terça-feira à tarde íamos sempre à Tenda [do Carnaval] conhecer os classificados. Acabar sem isso vai ser estranho… É como se a festa ficasse inacabada.”

Perante uma plateia constituída por 5.000 pessoas dispostas por bancadas e 11.000 espetadores apeados, alguns dos quais fantasiados de Minions, Rainha de Copas ou Harley Quinns, o primeiro corso do Carnaval de Ovar exibe ainda grupos com máscaras como as de “Empregado do Mês”, varredores de lixo, jogadoras de basebol, piratas, dançarinos tribais e vendedores de bijuteria cubana.

Um das figuras que se destacam no desfile é Ricardo Queirós, que, de fato roxo, óculos de massa zebrada e larga fita métrica amarela ao pescoço, é o único a não usar saia entre as Melindrosas, grupo de ‘passerelle’ cujos fatos são este ano inspirados em acessórios de costura.

É de São João da Madeira, só participa no Entrudo vareiro há duas edições e, quando o desfile ainda mal está a começar, já conta, bem “alegre”, que não tinha noção de como era esta festa: “As pessoas de cá vivem isto de uma maneira louca, param tudo para trabalhar no Carnaval! E ser o único homem num grupo com umas 90 mulheres, todas maravilhosas e espetaculares? É um privilégio, caraças! Vocês não fazem ideia!”.

“Grave carência”. Comarca de Coimbra precisa de dezenas de funcionários

A falta de dezenas de recursos humanos, especialmente oficiais de justiça, está entre as maiores carências da Comarca de Coimbra, identificadas no relatório anual de 2022, que indica a necessidade de mais de 30 funcionários para estas funções.

De acordo com o relatório anual de 2022, a que a agência Lusa teve acesso, são necessários mais 31 oficiais de justiça para que seja cumprido o quadro legal, que deveria totalizar 305.

Em funções estão 274 oficiais de justiça, cuja média de idades ultrapassa os 56 anos.

O relatório, assinado pelo juiz presidente do Tribunal Judicial da Comarca de Coimbra, Carlos Oliveira, que foi remetido para o Conselho Superior da Magistratura, aponta a necessidade de “aumentar o número de oficiais de justiça, sobretudo de escrivães adjuntos e técnicos de justiça adjuntos”.

Para além de solicitar o preenchimento integral do quadro de oficiais de justiça da Comarca de Coimbra, é ainda pedido que se promova o seu rejuvenescimento.

“[Preconiza-se] colocar assistentes operacionais, assistentes técnicos para o arquivo e funcionários administrativos”, acrescentou.

De acordo com o documento, as secretarias judiciais debatem-se com dificuldade de recursos humanos, “continuando a aumentar a vacatura de lugares no quadro de funcionários judiciais, causada pelos movimentos apenas internos, sem admissão de novos funcionários, pelas aposentações, mas também pelas ausências e comissões/dispensa de serviço e pela saída de funcionários ao abrigo do regime de mobilidade e por concurso para outros serviços da Administração Pública”.

“Repetindo o já afirmado no anterior relatório anual [2021], esta realidade exponencia a situação de grave carência decorrente da insuficiência estrutural do número de funcionários afetos à Comarca, constatando-se que o quadro legal é claramente insuficiente para responder adequadamente ao desejo de prestação de um serviço expedito e de qualidade ao cidadão”, sustentou.

A situação é “de tal modo séria”, que “praticamente todos os serviços e Juízos estão no limiar mínimo ao nível de recursos humanos”.

“Caso percam mais algum funcionário, entrarão em rotura de funcionamento, a qual não poderá ser colmatada por recurso a outros Juízos, também eles já depauperados e a funcionar no limite, e geograficamente distantes”, alertou.

Por isso, sublinha a absoluta premência da admissão de novos funcionários, por forma “a permitir o preenchimento do quadro carenciado da Comarca” e “a revisão em futuros movimentos de oficiais de justiça do seu número de funcionários”.

Para além da carência de oficiais de justiça, é ainda vincada a necessidade de se dotar o quadro do Juízo Local Cível de Cantanhede de mais um juiz de direito.

“Ponderando o inequívoco aumento do número de processos entrados no Juízo de Família e Menores de Coimbra, e nos Juízos Locais Cíveis de Coimbra e de Cantanhede, refletindo certamente uma alteração na sociedade e economia locais conjugado com a já evidente sobrecarga de trabalho que a alteração legislativa ao regime jurídico do processo de inventário (com a sua rejudicialização parcial) acarreta, torna-se cada vez mais premente, a nível legislativo, a opção de criação de mais um lugar de juiz de direito nos quadros dos referidos Juízos”, justificou.

O relatório destacou também que, ao longo do ano, para manter o normal funcionamento dos vários Juízos, a Comarca de Coimbra implementou medidas de acumulação de serviço para juízes, para além de terem sido alocados juízes de quadros complementares.

No que toca ao número de procuradores da República, o quadro legal deveria contar com 51, no entanto, apenas 43 encontram-se em funções.

“A ausência dos juízes, conjugada com a carência de oficiais de justiça, continuaram a ser um dos mais sensíveis problemas de gestão da Comarca, não tendo o Quadro Complementar de Juízes, não obstante a sua criteriosa, inteligente e hábil gestão pelo Conselho Superior de Magistratura, sido capaz de responder a todas as necessidades sentidas, por falta de juízes”, concluiu.

A área de competência da Comarca de Coimbra abrange o espaço geográfico dos municípios de Arganil, Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Góis, Lousã, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela, Soure, Tábua e Vila Nova de Poiares.

‘Teia Dourada’. Acusadas 16 pessoas por dezenas de assaltos violentos

O Ministério Público (MP) acusou 16 pessoas no âmbito do processo ‘Teia Dourada’ relacionado com dezenas de assaltos violentos, principalmente a residências de idosos, nos distritos de Aveiro e Coimbra, que renderam mais de 600 mil euros.

A acusação do MP, consultada hoje pela Lusa, imputa aos arguidos dezenas de crimes de roubo, furto na forma consumada e tentada, resistência e coação sobre funcionário, condução sem habilitação legal, detenção de arma proibida, introdução em lugar vedado ao público, dano e recetação.

Os investigadores falam numa “teia criminosa” que os arguidos foram “tecendo” ao longo do tempo e que foi desmontada numa megaoperação policial realizada pela PSP, em julho de 2022.

Em menos de meio ano, os arguidos terão realizado 36 assaltos a residências, estabelecimentos comerciais, instalações de empresas, estaleiros de obras e outros espaços, em vários municípios dos distritos de Aveiro e Coimbra.

Os alvos foram na sua maioria pessoas idosas que, pela fragilidade física inerente à própria idade, bem como pela circunstância de residirem sozinhas, seriam, logo à partida, seguramente incapazes de lhes oferecer resistência.

De acordo com a investigação, os arguidos estudavam as características e as rotinas dos utilizadores dos espaços que pretendiam assaltar, estroncavam portas e janelas para entrar nas habitações e surpreendiam os moradores a dormir nos seus quartos, ameaçando-os de morte se não indicassem os locais onde se encontravam os objetos valiosos.

Os assaltos foram realizados por um grupo de seis homens, cinco dos quais encontram-se em prisão preventiva, estando os restantes arguidos (sete homens e três mulheres) acusados de recetação.

Entre os arguidos está o dono de uma ourivesaria que comprava os objetos em ouro e de joalharia que os arguidos roubavam, sem qualquer registo ou documentação, e um empresário que além de adquirir frequentemente os bens roubados também está acusado como coautor moral de três dos roubos.

O MP requereu que seja declarado o perdimento a favor do Estado de 615 mil euros, correspondente ao valor mínimo global dos bens e valores subtraídos pelos arguidos.

A operação ‘Teia Dourada’, que resultou de um inquérito desenvolvido pela esquadra de investigação criminal da PSP de Aveiro, culminou com a detenção de sete pessoas, por suspeita da prática dos crimes de roubo e recetação, em julho de 2022.

Para além dos detidos, foram ainda constituídos arguidos mais oito pessoas, pela suspeita da prática dos crimes de posse de arma proibida e recetação.

Durante a operação, foi dado cumprimento a 37 mandados de busca e apreensão (em residências, estabelecimentos comerciais e veículos) em 11 concelhos dos distritos de Aveiro, Coimbra e Porto (Aveiro, Águeda, Lousã, Sever do Vouga, Oliveira do Bairro, Albergaria-a-Velha, Ílhavo, Vagos, Murtosa, Porto e Matosinhos).

Foram ainda apreendidos centenas de objetos furtados, nomeadamente 28 armas (12 das quais armas de fogo), centenas de cartuchos e munições, sete veículos automóveis, largas dezenas de peças em ouro, cerca de 200 mil euros em dinheiro, cerca de 300 gramas de estupefaciente (haxixe e liamba), dezenas de ferramentas elétricas e outras de construção civil, diversa maquinaria de apoio à agricultura, material de construção civil, eletrodomésticos de grande e pequeno porte, dispositivos eletrónicos e bens alimentares, entre outros.

PSP encerra temporariamente espaço de diversão noturna em Coimbra

A PSP de Coimbra deteve ainda, nas últimas horas, três homens: dois por infrações rodoviárias e um por furto de viatura.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) de Coimbra determinou, “na última madrugada”, o encerramento temporário de um estabelecimento de diversão noturna, localizado na Avenida Sá da Bandeira, informa um comunicado a que a TVC teve acesso. 

A medida foi tomada no âmbito de uma operação de fiscalização, pelo facto do espaço não cumprir as medidas de segurança obrigatórias – “designadamente a não existência de câmaras de vigilância em número suficiente”, explica a nota.

A PSP de Coimbra deteve ainda, nas últimas horas, três homens: dois por infrações rodoviárias e um por furto de viatura.

A primeira detenção ocorreu pelas 12h de quinta-feira, na Estrada Nacional 111, na Figueira da Foz. “Um homem de 74 anos foi intercetado a conduzir um automóvel sem habilitação para o efeito”, explicou a autoridade.

Uma outra aconteceu, por outro lado, na madrugada desta sexta-feira, pela 1h20, na Rua do Carmo, em Coimbra. “Efetivos da polícia abordaram um indivíduo, com 36 anos de idade, a conduzir embriagado. Sujeito ao teste de alcoolemia, acusou uma taxa de álcool no sangue (TAS) de 1, 69 gramas por litro (g/l)”, elaborou a PSP.

Também em Coimbra, mas pelas 4h20, um homem de 48 anos foi detido por ter, minutos antes, furtado uma viatura no entroncamento entre a Avenida de Conímbriga e a Praça das Cortes de Coimbra. O indivíduo foi, depois disso, intercetado pelo proprietário do automóvel.

Governo vai apoiar construção de ponte pedonal na Figueira da Foz

O município da Figueira da Foz vai poder candidatar a construção da ponte ciclável sobre o rio Mondego, no âmbito do percurso Eurovelo 1, com o apoio do Fundo Ambiental, anunciou hoje o presidente da Câmara.

Na sessão de Câmara de hoje à tarde, Pedro Santana Lopes informou que o ministro do Ambiente lhe transmitiu o apoio do Fundo Ambiental e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro para levar por diante o projeto, que tinha sido chumbado em julho de 2022.

No final, em declarações aos jornalistas, o autarca disse que a estrutura será candidatada a uma linha de financiamento diferente, que seja compatível com o Fundo Ambiental, tendo esperança de que o esforço financeiro do município seja residual ou inexistente.

A nova travessia, a leste da Figueira da Foz, no distrito de Coimbra, entre as freguesias de Vila Verde, na margem direita, e Alqueidão, na margem esquerda, prevê uma faixa de rodagem para automóveis e via ciclável e pedonal, num investimento de cerca de cinco milhões de euros.

A candidatura anterior tinha sido chumbada pelo facto de a ponte incluir também uma faixa de rodagem para automóveis e o montante não “caber nos tetos disponíveis, tendo em conta as candidaturas existentes”.

“O projeto que existe permite o financiamento pelo Fundo Ambiental, porque a ponte é essencialmente pedonal e contribui para o caminho de sustentabilidade que está traçado”, sublinhou Santana Lopes.

A Eurovelo 1 integra a rota europeia da Costa Atlântica, com uma extensão de 83 quilómetros, entre o sul do concelho da Figueira da Foz e o norte do município de Mira, atravessando, pelo litoral, o município contíguo de Cantanhede e passando por locais como o Museu Etnográfico da Praia de Mira, as Matas Nacionais e as lagoas aí existentes, o Cabo Mondego, estuário do Mondego ou o Mosteiro de Seiça, entre outros.

A construção da ponte sobre o rio Mondego, cujo prazo de construção previsto era de 18 meses, é importante para a ciclovia cumprir os 83 quilómetros com que foi idealizada.

Município de Ílhavo investe nas acessibilidades da Praia da Barra 

A Câmara Municipal de Ílhavo aprovou a abertura de procedimento concursal para a execução da empreitada “Passeios na Praia da Barra – 3.ª fase”, tendo como objetivo principal garantir a melhoria das condições de acessibilidade, principalmente das pessoas com mobilidade condicionada, nos acessos aos espaços públicos e de lazer.   

Esta terceira fase do projeto, com o valor base de 420 mil euros e um prazo de execução de 6 meses, prevê a intervenção de passeios em alguns arruamentos na Praia da Barra, em especial na definição da salvaguarda da circulação pedonal, nomeadamente na Rua da Praia – Tramo Sul, Rua do Pocinho, Rua dos Emigrantes, Rua de Ílhavo, Avenida Vasco da Gama – Troço II e Rua das Ostras.

  

Trata-se da criação de uma área acessível de 7.612.82 metros quadrados, através da requalificação de passeios, alguns já definidos e a remodelar, bem como outros de nova construção, de forma a dar continuidade funcional ao conjunto da malha urbana que lhe está associada. 

Este projeto, aprovado por deliberação de câmara a 5 de maio de 2022, foi objeto de candidatura ao Programa de Intervenção nas Vias Públicas do Plano de Resolução e Resiliência, encontrando-se neste momento a candidatura aprovada com Termo de Aceitação assinado, com apoio de 303.142,50 euros e conclusão obrigatória até janeiro de 2024.  

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