Início Site Página 850

Falsas Notificações PJ adverte e alerta

A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), no âmbito da sua atividade preventiva, alerta:

A nível nacional, através de correio eletrónico, circulam mensagens com conteúdo abusivo do logotipo da Polícia Judiciária e de outras instituições ligadas ao combate ao crime (ex: Europol, Interpol, PSP, GNR, entre outras) e supostamente assinadas por dirigentes ou entidades ligadas a este tipo de instituições.

Os cidadãos recebem no seu email pessoal ou institucional mensagens de correio eletrónico que mencionam no assunto expressões como “convocação”, “mandato”, “acusação contra você”, “processo judiciário”, entre outros títulos do mesmo género.

No corpo da mensagem, os autores das mensagens ameaçam com medidas de prisão, multa pelo cometimento de crimes de pornografia infantil, pornografia computorizada, ciberpornografia, entre outro tipo de ameaças.

Estas mensagens são falsas.

  • Os Órgãos de Policia Criminal e as instituições ligadas à Justiça não fazem este tipo de notificações;
  • Estas mensagens têm como único propósito a prática de crime de acesso ilegítimo e captura de dados pessoais das vítimas.
  • No caso de ter recebido uma mensagem com este teor, deverá bloquear o remetente, reportar o spam e apagar a mensagem;
  • A abertura deste tipo de mensagens e dos links que venham associados, auxiliam os criminosos a aceder a qualquer sistema informático (PC, Tablet ou Telemóvel) e a infetar com vírus ou software malicioso (malware) os seus dispositivos;

A Polícia Judiciária recomenda:

  • Nunca aceda a links ou anexos de mails estranhos;
  • A observação das características da mensagem (aspeto, eventuais erros ortográficos, argumentos persuasivos, que contenham ofertas generosas e despropositadas) ajudá-lo-ão a reconhecer a falsidade da mensagem;
  • Tenha cuidado com a curiosidade e desconfie de notícias e ofertas sensacionalistas;
  • Não se deixe guiar pelo tom ameaçador ou alarmista da mensagem;
  • Ninguém dá prêmios ou oferece um produto, se não estiver a participar num concurso;
  • Ninguém oferece produtos abaixo do preço que é praticado pelo mercado.
  • As instituições credíveis e sérias, não utilizam estes meios/formas para comunicar com os seus clientes;
  • Em caso de dúvida contacte previamente, por telefone, a empresa ou instituição cujo nome está a ser utilizado;
  • Não responda a este tipo de mensagens e apague-as imediatamente;
  • Passe este alerta a familiares, amigos e outras pessoas próximas, para evitar que também elas sejam vítimas.
  • Na dúvida contacte a Polícia Judiciária, para que possa ser esclarecido.

Exemplos de algumas das mensagens falsas que circulam na internet:

Assembleia Municipal aprova Orçamento para 2023

A Assembleia Municipal de Anadia aprovou, esta quarta-feira, 28 de dezembro, a proposta de Orçamento Municipal, no valor de cerca de 32 milhões de euros, bem como as Grandes Opções do Plano (GOP) e o Mapa do Pessoal para o ano de 2023. Os documentos foram aprovados por maioria, com 20 votos a favor, seis votos contra (3 do PS, 2 do PSD e PCP) e uma abstenção (PSD).

As zonas industriais, a habitação social e a rede de abastecimento de água são algumas das principais prioridades do executivo, liderado por Maria Teresa Cardoso, para o ano de 2023.

A ampliação da zona industrial de Amoreira da Gândara e a construção da zona industrial do Vale Salgueiro, em Anadia, são duas grandes prioridades da Câmara Municipal, dada a sua importância em termos económicos para o concelho, no sentido de atrair e captar mais investimento privado. Estes investimentos dotarão o concelho de áreas industriais infraestruturadas e mais amplas, para a atração e captação de investimento privado, nacional e estrangeiro.  

Na Educação, está prevista a conclusão da requalificação da Escola da Moita, bem como melhoramentos nos jardins de infância da Poutena e de Tamengos. A requalificação da EB2,3 de Vilarinho do Bairro é outra das preocupações do Município, estando a mesma identificada e mapeada nas prioridades de intervenção pelo Ministério de Educação.

Na Saúde, perspetiva-se a conclusão da obra de requalificação do Centro de Saúde de Anadia, objeto de candidatura ao Plano de Recuperação e Resiliência. Estão ainda previstas intervenções, ao nível da climatização, nas extensões de saúde de São Lourenço do Bairro e de Vilarinho do Bairro. O projeto de requalificação da extensão de saúde de Sangalhos encontra-se em fase de conclusão.

A Ação Social tem um incremento relativamente ao ano anterior, contemplando os diversos apoios a conceder enquadrados pelo Regulamento Geral de Ação Social do Município de Anadia, de modo a abranger os agregados mais carenciados e apoiar as IPSS`s nas respostas sociais que prestam. No que respeita à Estratégia Local de Habitação, o Município vai arrancar com a construção de 16 fogos na Quinta do Rangel, em Ancas.

Nos resíduos sólidos, o objetivo é concluir os investimentos, no âmbito da candidatura ao POSEUR, “Anadia Valoriza+ Biorresíduos” e implementar ações que permitam iniciar o programa de recolha de biorresíduos. Pretende-se ainda avançar com a 1ª fase da construção do Centro de Recolha de Resíduos.

No Desporto estão previstos investimentos em algumas infra-estruturas, nomeadamente a renovação do piso sintético do campo de 11 do Complexo Desportivo de Anadia, bem como a requalificação dos balneários do Campo de Rugby da Moita.

As transferências para as Juntas de Freguesia têm um ligeiro incremento orçamental, traduzindo-se em apoios para a atividade corrente e para a realização de investimentos. A Câmara Municipal continuará ainda a disponibilizar os equipamentos e a manter o apoio logístico e técnico às freguesias.

Música e fogo-de-artifício nas boas-vindas a 2023, em Viseu

Mundo Segundo, Richie Campbell e DJ Victor Pirez são os artistas convidados. Praça da Alimentação e Bairro da Restauração garantem oferta gastronómica a todos os viseenses e amigos

É já este sábado, dia 31 de dezembro, que Viseu se despede de 2022 e dá as boas-vindas a 2023, com uma programação feita à medida de uma noite de réveillon, ao ar livre, no Campo de Viriato.

O Presidente da Câmara Municipal de Viseu, Dr. Fernando Ruas, e o restante Executivo Municipal juntar-se-ão também a este grande evento na Cidade-Jardim.

Na noite de Passagem de Ano, o Campo de Viriato recebe um conjunto de artistas de excelência e renome nacional. Pelas 22H30, terá lugar a atuação do rapper Mundo Segundo, uma figura incontornável do hip-hop português e um dos mais ativos embaixadores do movimento. Segue-se, pela meia-noite, o habitual espetáculo de fogo-de-artifício, que terá como cenário o distinto recorte do nosso Centro Histórico.

Já com o pé em 2023, é Richie Campbell, um dos artistas nacionais mais importantes da última década, que sobe ao palco. O programa segue pela 01H30, com a atuação do DJ Victor Pirez, que continuará a animar viseenses e amigos já no primeiro dia do ano novo.

No Campo de Viriato, a partir das 12 horas, instala-se também uma Praça de Alimentação com diversos operadores, que irão proporcionar uma oferta variada de snacks, petiscos, doces, bebidas e outros. Também o Bairro da Restauração abre portas para acolher todos aqueles que queiram aqui usufruir da boa gastronomia beirã ou simplesmente de um petisco rápido e saboroso.

“Estão todos convidados para esta celebração”, reforça o Presidente da Câmara. “Viseu apresenta um programa atrativo, gratuito e de qualidade. Reúne um conjunto de ingredientes-chave para se destacar nas escolhas dos viseenses, visitantes e turistas. Somos, claramente, um destino de Natal e de réveillon para famílias e amigos, nesta que se quer uma quadra festiva e de união”, sublinha o autarca.

Recorde-se que as comemorações de fim de ano em Viseu irão implicar cortes de trânsito nas principais artérias adjacentes ao Campo de Viriato, entre as 19 horas de sábado, dia 31, e as 05 de domingo, dia 1, conforme informação previamente remetida.

A VISEU MARCA garante a produção executiva da Passagem de Ano em Viseu.

Direção de Cultura do Centro lança concurso para digitalizar património

A Direção Regional de Cultura do Centro (DRCC) lançou concurso público internacional, com um valor base global de 600 mil euros, para virtualizar e digitalizar património móvel da região, foi hoje anunciado.

O concurso público para aquisição de serviços de virtualização e digitalização, aberto até 18 de janeiro de 2023, está dividido em dois lotes, um no valor de cerca de 0,5 milhões de euros e outro de 100 mil euros, afirmou hoje a DRCC, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

O projeto pretende assegurar a digitalização em 2D e 3D do património móvel da região Centro, num total de cerca de 5.000 peças abrangidas, incluindo oito tesouros nacionais, acrescentou.

O investimento está integrado no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), tendo em vista a digitalização de acervos de museus sob a gestão da DRCC.

“Após o concurso público para a realização da empreitada de requalificação do Museu José Malhoa, cuja obra iniciou no dia 10 de outubro de 2022 com o prazo de execução de dez meses, a Direção Regional de Cultura do Centro lança agora segundo concurso público no âmbito das intervenções do PRR”, realçou.

Segundo a DRCC, até ao final do primeiro semestre de 2023 “está prevista a abertura do concurso público para produção de quatro visitas virtuais a equipamentos museológicos sob tutela” daquela entidade.

Esse procedimento pretende assegurar visitas virtuais no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha (Coimbra), Museu José Malhoa e Museu da Cerâmica (Caldas da Rainha) e Museu Dr. Joaquim Manso (Nazaré).

Coimbra: Detidas duas pessoas após fuga com carro furtado

Os suspeitos já tinham antecedentes criminais

Foram detidas na quarta-feira duas pessoas no concelho de Coimbra, em Antuzede, depois de terem furtado um veículo e fugido da polícia, arremessando objetos contra as autoridades durante a fuga.

Em comunicado, o Comando Territorial da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Coimbra explica que as autoridades responderam à denúncia de um furto, encontrando os suspeitos em fuga.

“Após a denuncia de um furto em veículo, os militares da Guarda realizaram diligências policiais que permitiram localizar os suspeitos, que tentaram a fuga mas foram intercetados e detidos. Durante a ação policial, constatou-se que os suspeitos arremessaram vários objetos do interior do veículo que usaram para tentar a fuga que se apurou tratar-se de material furtado”, afirma a GNR.

Os suspeitos são um homem, de 34 anos, e uma mulher, de 22. O primeiro suspeito foi também acusado por condução perigosa e por conduzir sem carta de condução.

Além do veículo, foram apreendidos 380 euros em numerário, peças de ouro, peças de vestuário, artigos pessoais e documentos de identificação.

“Os detidos, ambos com antecedentes criminais por furtos, foram constituídos arguidos e os factos comunicados ao Tribunal Judicial de Coimbra”, acrescentam as autoridades.

IPO de Coimbra quer continuar a ser uma referência nacional aos 60 anos

O Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra, que hoje completou 60 anos, pretende continuar a afirmar-se como uma instituição de referência no Serviço Nacional de Saúde (SNS) na prestação de cuidados com qualidade e em tempo oportuno.

“Assumimos com orgulho o nosso passado, a nossa história, cultivamos no presente os valores que nos foram transmitidos ao longo de gerações e acreditamos que a nossa maior força é colocar o doente no centro do cuidar”, salientou hoje Margarida Ornelas, presidente do conselho de administração, em conferência de imprensa.

Numa sessão para apresentar o programa comemorativo dos 60 anos de atividade, que se vai estender ao longo de 2023, sob o lema como “Construindo o presente entre o passado e o futuro”, a administradora frisou que a unidade hospitalar preparou o futuro para reforçar “o compromisso com o doente oncológico e reafirmar o nosso papel de centro de referência em oncologia do SNS”.

Margarida Ornelas sublinhou que o IPO de Coimbra, que tem 181 camas e emprega mais de um milhar de pessoas, “tem crescido e modernizado”, salientando os investimentos em curso de requalificação e ampliação do edifício da cirurgia e imagiologia, cuja conclusão está prevista para novembro do próximo ano.

A empreitada, no valor de 27,9 milhões de euros, que começou no final do ano passado, “marcará o futuro não só do IPO de Coimbra, como da própria região Centro, por permitir melhorar a qualidade e segurança dos cuidados prestados, em condições hoteleiras mais alinhadas com os atuais padrões”.

“Sendo um investimento imprescindível e estruturante em áreas clínicas, permitirá a gestão dos recursos disponíveis, alicerçada em critérios de eficácia e eficiência, numa perspetiva de obtenção de valor, permitindo reforçar a confiança, quer dos doentes, quer dos profissionais”, reforçou a presidente do conselho de administração.

No início deste ano, a unidade hospitalar concluiu a instalação de dois aceleradores lineares, num investimento global de 5,83 milhões de euros.

Segundo Margarida Ornelas, neste momento encontra-se em fase de concurso a aquisição de dois equipamentos de tomografia computorizada e uma câmara gama com tecnologia híbrida de tomografia computorizada, num investimento previsto de 2,1 milhões de euros.

Desde o início do ano até novembro, o IPO de Coimbra realizou 24.869 primeiras consultas médicas e 133.526 consultas subsequentes e contabilizou 4.771 doentes saídos do internamento.

Para sinalizar o “marco histórico” dos 60 anos de atividade, o conselho de administração do IPO de Coimbra nomeou uma comissão organizadora, que vai promover um conjunto de atividades durante o próximo ano, de modo a “dignificar a história, o presente e o futuro da instituição”.

A coordenadora Regina Silva adiantou que o programa das comemorações assenta em seis eixos: pessoas, comunidade, cuidado, memória, ciência e futuro, sendo que cada um terá uma ou mais atividades, que incluem conferências, exposições e sessões de trabalho, entre outras.

Para o encerramento das comemorações, em novembro de 2023, está previsto a colocação de uma cápsula do tempo, com testemunhos de profissionais, representativos de cada grupo profissional, com a finalidade de serem lidos futuramente, a realização de uma gala no Convento São Francisco, em Coimbra, e a inauguração de uma peça escultória, coordenada pelo pintor Vítor Costa, que vai envolver artistas nacionais e internacionais.

Ovar: Criação de Unidades Locais de Saúde não limita escolha dos utentes

A direção executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS) esclareceu hoje que os cidadãos de Ovar vão poder continuar a escolher hospitais onde querem ser tratados que não pertençam à Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro.

“A criação das Unidades Locais de Saúde (ULS) em nada limita a livre escolha dos utentes, incluindo por unidades hospitalares que não pertençam a estas ULS, nomeadamente em matéria de consultas externas, cirurgias, meios complementares de diagnóstico e acesso ao serviço de urgência”, refere a equipa liderada por Fernando Araújo.

A informação consta de uma nota enviada à Agência Lusa, após a Câmara de Ovar ter rejeitado, por unanimidade, a proposta de integração dos Cuidados de Saúde Primários de Ovar e do Hospital Francisco Zagalo na futura Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro.

Em resposta à Lusa, a direção executiva do SNS refere que a escolha dos utentes de Ovar, pela sua proximidade geográfica, do Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga ou Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia e Espinho “continuará a ser possível de realizar, de forma livre e esclarecida, sem qualquer constrangimento”.

A equipa de gestão do SNS refere que a estratégia assegura ainda o reforço de serviços no Hospital Francisco Zagalo, nomeadamente em termos de resposta cirúrgica, consulta externa (com a inclusão de novas especialidades, que nunca existiram nesta instituição) e meios complementares de diagnóstico, permitindo assim “aumentar a proximidade e a resposta em saúde aos cidadãos, bem como manter todos os profissionais”.

“O plano de negócios inclui ainda os investimentos delineados pelas várias instituições, os projetos em curso e os que estavam em fase de preparação para o futuro, nas vertentes assistencial, de formação e de investigação, incluindo a passagem de uma para duas salas cirúrgicas do Hospital de Ovar, o que vai permitir duplicar a produção cirúrgica na instituição”, refere a mesma nota.

Por último, a equipa de gestão do SNS sublinha que os cuidados de saúde primários sempre estiveram no Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Vouga, sem que tenha havido “qualquer problema ou questão”, e que “a organização gestionária em nada impacta na escolha dos utentes em termos de serviços de saúde hospitalares”.

Na quarta-feira, a câmara de Ovar emitiu um comunicado a anunciar que tinha tomado uma posição formal e rejeitado, por unanimidade, a proposta de integração dos Cuidados de Saúde Primários de Ovar e do Hospital Francisco Zagalo na futura Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro.

A autarquia liderada por Salvador Malheiro (PSD) defendeu a “inclusão” destes serviços de saúde e do Hospital de Ovar “no estudo que decorre para a criação da Unidade Local de Saúde de Entre Douro e Vouga (Santa Maria da Feira)”.

Independentemente do modelo que vier a ser adotado pelo Governo, o município vareiro considera indispensável que o Ministério da Saúde proceda à abertura do Serviço de Urgência Básica no Hospital de Ovar e ao reforço do respetivo bloco operatório, sem esquecer a reabertura dos Polos de Saúde de Maceda e Arada.

A Câmara defende ainda a necessidade de serem salvaguardados os postos de trabalho e os atuais vínculos laborais no Hospital Francisco Zagalo e nos Cuidados de Saúde Primários de Ovar.

“Pela proximidade que temos com as nossas gentes, sabemos bem que elas querem ser referenciadas para o local mais próximo, e não para o local que mais convém ao Ministério da Saúde”, afirmou o presidente da Câmara de Ovar, citado na mesma nota.

“Sabemos que anseiam pelo Serviço de Urgência no Hospital de Ovar e que querem todos os Polos de Saúde a funcionar em pleno”, acrescentou.

Oficiais de Justiça pedem reunião do Conselho de Estado

O Sindicato dos Oficiais de Justiça apelou hoje ao Presidente da República para convocar o Conselho de Estado, alegando que os órgãos de soberania estão em crise, devido à falta de funcionários para assegurar serviços.

A posição do sindicato surge após a publicação de um aviso sobre destacamentos excecionais de oficiais de justiça para os núcleos de Sintra e Cascais, na página da Direção-geral da Administração da Justiça, como “medida excecional para dar resposta a uma situação urgente”.

“Esgotados todos os meios ao alcance dos órgãos de gestão daquela Comarca e desta Direção-Geral, não é possível assegurar o funcionamento dos serviços nos núcleos de Sintra e de Cascais”, lê-se na publicação.

O sindicato recordou, em comunicado, que tem vindo a alertar para a falta de oficiais de justiça e para os problemas relacionados com o congelamento da carreira.

“De salientar que também o Conselho Superior da Magistratura reconheceu, através de deliberação datada de 27 de setembro de 2022 que a escassez de oficiais de justiça, agravada com o último movimento de trabalhadores – abril de 2022 -, coloca em causa o regular funcionamento dos tribunais”, alegou o sindicato.

A estrutura sindical responsabilizou o Governo e considerou que, perante a ausência de medidas, “nada mais resta” do que apelar ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para convocar o Conselho de Estado, no sentido de ser “avaliada a matéria em apreço”.

Relativamente ao problema da falta de oficiais de justiça nos núcleos de Sintra e Cascais, a Lusa questionou ao início da tarde o Ministério da Justiça, mas até às 18:15 não obteve qualquer resposta.

Demissão de Pedro Nuno Santos? “Parece uma República das Bananas”

O antigo primeiro-ministro, Pedro Santana Lopes, falou esta quinta-feira sobre a apresentação da demissão do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos.

O antigo primeiro-ministro, Pedro Santana Lopes, falou esta quinta-feira sobre a apresentação da demissão do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, salientando que “é bom as pessoas ponderarem o que pode acontecer”. 

De acordo com o atual presidente da câmara da Figueira da Foz, em declarações à Rádio Observador, a Constituição da República Portuguesa “permite estas situações completamente disfuncionais”, lembrando o momento em que Jorge Sampaio dissolveu o governo que liderava, depois da saída de Durão Barroso, apesar de se tratarem de “circunstâncias diferentes”.

“O sistema continua a estar manifestamente desequilibrado para a esquerda porque quando as mesmas situações acontecem à esquerda há uma aceitação, um encaixe e uma tolerância absolutamente diferentes de quando acontecem no centro-direita, mesmo sendo o Presidente da República dessa área política”, referiu ainda Santana Lopes.

Sobre a postura de Marcelo Rebelo de Sousa, denotou que tem mantido uma “atitude institucionalmente correta, embora com muita polémica no segundo mandato à mistura”, esclarecendo que prefere que “presidentes tenham uma atitude correta com os governos do que andem à guerra com os governos”.

No entanto, na sua opinião, apesar do Presidente ter tido sempre uma “atitude prudente”, considera que era mais benéfico se “falasse menos, a menos que fossem assuntos que lhe compete”.

“Parece uma República das Bananas”, frisou Santana Lopes, explicando que o primeiro-ministro, António Costa “tem de ter a legitimidade de continuar a governar mas com um governo novo”.

“O primeiro-ministro tem responsabilidade objetiva mas o presidente deve convidá-lo a criar novo governo”, reforçou ainda.

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, apresentou, na quarta-feira, a demissão ao primeiro-ministro, António Costa, que já aceitou o pedido.

A decisão acontece após nova polémica com a TAP, que envolveu a indemnização de 500 mil euros paga à ex-secretária de Estado do Tesouro Alexandra Reis.

Fernando Tavares Pereira defende bonificação no tempo de reforma para os trabalhadores do interior

O empresário Fernando Tavares Pereira quer uma bonificação na contagem do tempo de reforma para os trabalhadores das regiões do interior do país. O empresário defende uma majoração de meio ano anual, até um máximo de 20 anos, na contagem do tempo de contribuições.

“No tempo da guerra colonial havia uma majoração para aqueles que eram mobilizados para o Ultramar. Actualmente, as regiões do interior estão a travar uma guerra contra a desertificação. Esta medida, que começaria a contar do próximo ano, passaria atribuir aos trabalhadores do interior uma majoração de meio ano anual, durante um período máximo de 20 anos de trabalho”, defende o empresário. “Era uma forma de captar empresas e população, uma vez que os nossos governantes não se preocupam em aplicar medidas de descriminação positiva em termos de IRS e IRC para facilitar o investimento nas regiões do interior”, atira.

Fernando Tavares Pereira chama ainda a atenção para o facto de os municípios destes territórios estarem a receber cada menos do Estado Central, via Fundo de Equilíbrio Financeiro (FEF), uma vez que a verba é calculada em função da população de cada município. “Este estado de coisas tem conduzido a quebras de receitas transferidas para as autarquias ao longo dos anos, diminuindo a capacidade de investimento e criação de condições atrair pessoas e investimento”, sublinha o empresário que se mostra cáustico para com os autarcas locais. “Os nossos políticos também têm culpa. Não reivindicam e ainda batem palmas”, frisa.

In O Correio da Beira Serra

Destaques