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Feira celebra 800 anos da primeira recriação do nascimento de Cristo com 800 presépios

Museu Convento dos Loios, Museu do Papel e Igreja da Misericórdia exibem a partir desta sexta-feira 800 presépios com que o município de Santa Maria da Feira assinala os oitos séculos de história dessas representações do nascimento de Cristo.

Fonte da referida autarquia do distrito de Aveiro e da Área Metropolitana do Porto explica que o objetivo da exposição “800 anos, 800 presépios – A inspiração de São Francisco de Assis” é celebrar o formato concebido por esse frade católico em 1223, quando, na localidade italiana de Greccio, juntou pela primeira vez alguns camponeses para recriar aquela que terá sido a disposição de pessoas, bens e animais por altura da natividade de Jesus.

Esse arranjo cénico com o menino deitado numa manjedoura ter-se-á baseado em informação que o próprio São Francisco reuniu nas suas viagens pela Terra Santa e, desde 1223, tornou-se um ícone mundial da cultura religiosa, inspirando ao longo dos séculos vários outros estilos de representação estética, sempre em atualização de acordo com o contexto social e as tendências plásticas da época.

“Para marcar esta efeméride, juntamos o número simbólico de 800 presépios de diferentes estilos, tamanhos, formas e feitios, o que levará a redescobrir a centralidade e grandeza desta representação na vivência do Natal”, adianta a organização da mostra.

Entre as 800 representações da Sagrada Família patentes ao público até 7 de janeiro incluem-se peças de várias nacionalidades, “parte delas adquiridas nos países de origem dos colecionadores que as cederam à exposição e muitas compradas a consagrados artesãos portugueses”.

Nessa oferta, há vários presépios que sobressaem por diferentes razões, como as visitas guiadas à coleção irão demonstrar, mas os organizadores da mostra destacam já três cenas de Natividade especiais: “o conjunto que coloca lado a lado a representação do nascimento de Cristo na perspetiva russa e na ótica ucraniana, e a recriação que retrata a Sagrada Família evocando a presente guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas”.

O conjunto de 800 presépios integra ainda 219 obras ecológicas concebidas por alunos da EB 2 e 3 de Paços de Brandão, com o apoio das respetivas famílias na aplicação de materiais reutilizados.

A exposição será acompanhada por um catálogo próprio, com tiragem inicial de 350 exemplares, e motiva também, na Biblioteca Municipal, a disponibilização de bibliografia específica sobre presépios, mediante uma seleção de 10 títulos de diversos autores portugueses e estrangeiros sobre o simbolismo dessas representações e a sua “relevância artística, cultural e espiritual em todo o mundo”.

A título paralelo, mas sujeito à mesma temática, o programa de animação natalícia do município da Feira prevê igualmente a mostra competitiva “O nosso presépio”, que, em parceria com o Cincork – Centro de Formação Profissional da Indústria de Cortiça, juntará na Loja Interativa de Turismo da Feira 12 peças realizadas maioritariamente nessa matéria-prima natural, por estudantes que frequentam desde o ensino pré-escolar até ao secundário.

Todos os sábados de 25 de novembro e 6 de janeiro, entre as 11:30 e as 12:30, as escadarias do edifício mais antigo da Câmara Municipal vão acolher ainda a encenação de um “Presépio Vivo”, com as personagens de Maria, José, o Menino, anjos, pastores, camponeses e os Reis Magos.

“Todos os elementos terão o seu lugar, as suas falas e atitudes, de acordo com a tradição bíblica. Esses diálogos serão complementados com cânticos, aos quais se juntarão vozes atuais lembrando os problemas de hoje”, conclui a organização, que confiou essa componente à Universidade Sénior da Feira.

Aplicação que controla o total de biorresíduos compostados testada em Montemor-o-Velho

Composting the Kitchen Waste

O Município de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, está a testar exclusivamente uma aplicação que monitoriza em tempo real a quantidade de biorresíduos compostados por agregado familiar participante.

“Vamos testar uma aplicação – a Compostuga –, que vai permitir fazer um acompanhamento da compostagem. Através de jogos e de outras ferramentas interativas, os munícipes vão poder saber quantos quilogramas de biorresíduos já compostaram, qual o impacto da compostagem feita para o planeta e quais os marcos atingidos, estimulando uma maior interação e uma maior compostagem”, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão.

Esta ‘app’ vai ser testada, de forma exclusiva, através de uma parceria com o município, no âmbito do projeto-piloto “Compostagem em MOVimento”, desenvolvido no âmbito do programa RecolhaBio – apoio à Implementação de Projetos de Recolha Seletiva de Biorresíduos, financiado pelo Fundo Ambiental.

A Compostuga foi desenvolvida em parceria com quatro alunos de mestrado da Nova School of Business and Economics, em Carcavelos, no município de Cascais (distrito de Lisboa), sob orientação do professor e mestre em Ciências da Computação Hugo Menino Aguiar.

“Mais uma vez, estamos na vanguarda. Com este projeto da Compostagem em MOVimento, Montemor-o-Velho é pioneiro na monitorização dos resíduos”, sublinhou o autarca.

A ‘app’ recolhe informações que são armazenadas na base de dados, nomeadamente o número de pessoas por agregado familiar, volume de biorresíduos compostados semanalmente e tipos de resíduos que estão a colocar no compostor.

As famílias que acumulam mais pontos de experiência podem “adquirir” uma floresta virtual, que será convertida na plantação de árvores no concelho.

Todos os residentes em Montemor-o-Velho têm acesso gratuito à Compostuga, de modo a incentivar a compostagem doméstica e permitir ao município uma melhor monitorização dos resultados deste projeto.

A aplicação é um ‘habit tracker’ (rastreador de hábitos) de compostagem que auxilia a monitorização do desvio de biorresíduos do fluxo de resíduos indiferenciados em tempo real, estimulando os utilizadores através de experiências interativas, como quadros de liderança e o cultivo de florestas digitais e gamificação.

Cada utilizador sabe exatamente quantos quilos de biorresíduos compostou e qual foi o impacto positivo disso para o planeta.

A Compostuga disponibiliza também relatórios mensais sobre os hábitos do utilizador, sendo-lhes comunicada as suas conquistas atingidas naquele mês.

Segundo a autarquia, é a primeira ferramenta de rastreio de biorresíduos em tempo real em Portugal.

“Em 2024, sendo obrigatória a separação dessa categoria de resíduos, a aplicação poderá revolucionar o setor”, sustentou o município.

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara afirmou que quer tornar o concelho de Montemor-o-Velho num território ainda mais sustentável, nomeadamente no que respeita à transição para uma economia circular.

“Temos de reduzir o envio de resíduos para aterro, o que vai implicar uma necessária e urgente mudança de comportamento que vai fazer com que a nossa fatura energética fique mais baixa, ao mesmo tempo que evitamos o desperdício e cuidamos do planeta para os nossos filhos e netos”, concluiu.

Continente investe 35 milhões de euros em 16 novas lojas de proximidade

O Continente anunciou hoje a abertura de 16 novas lojas de proximidade até ao final do ano, num investimento de 35 milhões de euros, que representa a criação de 512 postos de trabalho.

Desta forma, a marca de retalho alimentar da MC vai fechar o ano com mais de 180 lojas Continente Bom Dia em Portugal, onde trabalham cerca de 8.000 pessoas, informou em comunicado.

As novas lojas vão localizar-se em Paredes (Porto), Coruche (Santarém), Largo do Rato (Lisboa), Arroios (Lisboa), Vila Pouca de Aguiar (Vila Real), Gafanha de Nazaré (Aveiro), Alcácer do Sal (Setúbal), Arganil (Coimbra), Bolhão (Porto), Fajões (Oliveira de Azeméis), Oliveira de Frades (Viseu), São Pedro da Cova (Gondomar), Alcanena (Santarém), Leça da Palmeira (Matosinhos), Pousada de Saramagos (Vila Nova de Famalicão) e Pevidém (Guimarães).

Segundo a mesma nota, as lojas dispõem de um investimento conjunto em 9.530 painéis fotovoltaicos, com 4.8 Megawatts-hora (MWh) de potência instalada e 33 lugares de carregamento para veículos elétricos.

“Investimos também nos locais em que nos localizamos, tanto ao nível das pessoas, como no património arquitetónico, na sustentabilidade e nos apoios diários que a Missão Continente mantém com as instituições de solidariedade, nas mais de 300 lojas Continente em todo o país”, afirmou o diretor-geral do Continente Bom Dia, Amaro Amaral, citado na mesma nota.

Centro para as Migrações do Fundão vai ter nova ala com 24 quartos

O Centro para as Migrações do Fundão, a funcionar no antigo seminário da cidade, viu aprovada uma candidatura ao Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração (FAMI) para a requalificação de uma nova ala, com mais 24 quartos.

Segundo a vereadora com o pelouro da Ação Social, Inclusão e Igualdade na Câmara do Fundão, Alcina Cerdeira, trata-se de um investimento de 634 mil euros, comparticipado em 75%, que vai permitir acolher mais 32 a 35 migrantes em 24 quartos.

“Esta nova ala vem aumentar a nossa capacidade de resposta e o nosso objetivo é continuar a acolher”, sublinhou, em declarações à agência Lusa, a autarca.

Alcina Cerdeira realçou que essa zona do antigo seminário do Fundão está muito degradada e a requalificação dessa área vai permitir albergar mais gente no Centro para as Migrações, onde atualmente residem cerca de 250 pessoas.

O prazo de execução da obra é de 240 dias e o período para a entrega de propostas decorre até 18 de dezembro.

A autarca espera que até ao final do ano seja possível adjudicar a empreitada.

Uma parte do edifício tinha sido alvo de intervenção, no valor de 900 mil euros, também no âmbito de uma candidatura ao FAMI, para acolher cem pessoas oriundas da Ucrânia.

A vereadora acentuou que o investimento vai ao encontro da política do município enquanto “terra de acolhimento” e, além “da perspetiva humanitária”, a autarquia pretende também atrair mão-de-obra para dar resposta às necessidades da região, tanto de pessoas altamente qualificadas como de outras que recebem formação em diferentes áreas onde há procura e possibilidades de empregabilidade.

Ainda de acordo com Alcina Cerdeira, residem no Fundão pessoas de 70 nacionalidades e a região pretende continuar a receber migrantes também para tornar o território mais competitivo, uma vez que o concelho tem “um índice de envelhecimento de 328” e tem perdido população.

Os migrantes são apoiados por uma equipa multidisciplinar que faz o acompanhamento em vários domínios e ajuda na integração e no processo de autonomização dos residentes, além de monitorizar quando já se encontram a trabalhar e nas sua próprias casas.

O Centro de Migrações do Fundão, no distrito de Castelo Branco, contempla uma residência para requerentes de asilo e para refugiados, por onde já passaram cerca de 300 pessoas.

O edifício tem ainda em funcionamento uma residência para alunos estrangeiros e uma residência para trabalhadores temporários, com capacidade para cem a 120 pessoas.

Ucraniano julgado em Viseu não se entregou com medo de máfias de imigração ilegal

Um ucraniano acusado de ter matado um russo à facada em Viseu, em 2002, disse hoje, em tribunal, que não se entregou às autoridades policiais porque teve medo de ser apanhado por elementos de máfias de imigração ilegal.

Há uma semana, acompanhado de uma tradutora e perante um tribunal de júri, o ucraniano Sergiy Uvarov confessou o crime, mas não a intenção de o cometer, argumentando que esfaqueou o russo David Iliutchenko quando o empurrava para o tentar afastar.

Sergiy Uvarov está acusado de um crime de homicídio, de que foi vítima o russo David Iliutchenko, apontado como elo de ligação entre máfias de imigração ilegal. Está também acusado de dois crimes de homicídio na forma tentada, por alegadamente ter ferido os ucranianos Valeriy Bigvava e Igor Garcucha.

O arguido continuou a ser ouvido hoje de manhã no Tribunal de Viseu e contou que só suspeitou que David Iliutchenko tinha morrido dois dias após os factos, quando andava fugido, cheio de fome e de sede, sem dinheiro e à procura de trabalho.

Segundo Sergiy Uvarov, nesse dia encontrou dois ucranianos aos quais perguntou se tinham trabalho, porque precisava de dinheiro para comer, e que eles comentaram que há “dois ou três dias tinha havido uma briga”, que tinha morrido um homem e que andavam à procura de quem o matou para se vingarem.

Apesar de não terem dito nomes, Sergiy Uvarov pensou que poderiam estar a referir-se a ele, acrescentou.

Quando um dos juízes lhe perguntou o motivo de não ter ido à polícia contar a sua versão, o arguido respondeu que, por um lado, não tinha a certeza se a situação a que se referiram os ucranianos era aquela que tinha vivido e, por outro, porque “estava com medo que os da máfia, os amigos dele [David Iliutchenko]”, fossem à sua procura.

Sergiy Uvarov garantiu que, só 20 anos depois, teve a certeza de que David Iliutchenko morreu, quando, ao tentar fugir da guerra na Ucrânia para se ir encontrar com a família em Itália, foi detido na Polónia.

Hoje, foi ouvida a mãe de David Iliutchenko, que vive em Portugal há 22 anos e cujo depoimento ficou marcado por contradições e lapsos de memória, o que levou a que fosse confrontada com as declarações que prestou perante as autoridades policiais na noite a seguir aos factos.

O tribunal admitiu que, mais de 20 anos depois dos factos e atendendo ao choque sofrido pela morte do filho (que obrigou a tratamento psiquiátrico), era normal a mulher ter falhas de memória, mas não a ponto de não se lembrar de praticamente nada do que disse naquele dia.

Segundo Sergiy, a morte de David Iliutchenko ocorreu no dia seguinte ao russo ter dado indicações para que ele, Boris Nikandrov e Roman Lysenko esperassem numa paragem de autocarro por uma pessoa de uma empresa de construção que lhes iria dar trabalho e alojamento.

Como não aparecia ninguém, ele e Boris telefonaram para David, que inicialmente lhes ia dizendo para esperarem e depois desligou o telemóvel. Os três acabaram por passar a noite junto ao cemitério, “sem dinheiro, sem água e sem comida”, e só na manhã seguinte conseguiram regressar a casa de autocarro, acrescentou.

De acordo com Sergiy, Boris terá sido espancado porque confrontou David com o facto de eles os três lhe terem pago dinheiro para ele lhes arranjar trabalho e não ter cumprido o acordado. Posteriormente, David também lhe bateu quando procurava o telemóvel para pedir ajuda para o amigo.

Sergiy, que na altura tinha 24 anos, disse que pagou 300 euros a “uma agência turística” da Ucrânia e depois mais 480 euros a David, que seria a pessoa encarregada de resolver “todas as questões” em Portugal. Do dinheiro que trouxe para Portugal, ficou apenas com cerca de 50 euros.

PSP teve de retirar passageiro “alterado” de avião. Agente foi agredido

Homem estava a “incomodar” a tripulação e os outros passageiros. Acabou detido, depois de agredir um polícia.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve, no dia 18 de novembro, no Aeroporto de Lisboa, um homem, de 31 anos, suspeito da prática do crime de ofensas à integridade física.

Em comunicado, esta terça-feira, explica que o suspeito, que se encontrava na “qualidade de passageiro” dentro de uma aeronave, estava “muito alterado a incomodar a tripulação bem como os restantes passageiros e que caso embarcasse colocaria em causa a segurança do voo”.

Nesse sentido, o suspeito foi “removido da posição de estacionamento da aeronave na Zona Restrita de Segurança do Aeroporto”.

Durante o percurso, o homem “mostrou-se muito agressivo, chegando mesmo a desferir um soco no peito do Polícia que o conduzia, tentando prosseguir com as agressões”. Face ao exposto, foi detido.

O detido “foi constituído arguido e prestou termo de identidade e residência, por não ter residência em Portugal, sendo presente na Instância Criminal de Lisboa – Secção de Pequena Criminalidade, sita Campus de Justiça.

Transdev reforça frota de autocarros elétricos da AveiroBus

AveiroBus, do grupo Transdev, anunciou hoje que vai colocar em operação mais dez autocarros elétricos na rede de transportes públicos de Aveiro.

“A partir de agora, 45% da frota é elétrica e 60% dos quilómetros passam a ser feitos por viaturas com zero emissões poluentes”, anunciou hoje a empresa.

De acordo com a informação divulgada à comunicação social, com os novos autocarros elétricos a emissão de dióxido de carbono (CO2) da operação da AveiroBus vai reduzir-se em 383 toneladas por ano.

A apresentação das novas viaturas decorrerá quinta-feira com a presença do presidente da Câmara Municipal de Aveiro, José Ribau Esteves e do presidente do conselho de administração da Transdev, Sérgio Soares.

Na quinta-feira cada um dos dez novos autocarros elétricos vai sair de uma das dez freguesias de Aveiro, em direção ao terminal rodoviário da cidade, onde decorrerá a apresentação oficial.

A Câmara de Aveiro aprovou recentemente uma adenda contratual para reforçar a rede de transportes públicos, num investimento de meio milhão de euros, que irá densificar a frequência das carreiras, nomeadamente na cidade.

Os transportes públicos municipais rodoviários e marítimos foram concessionados ao grupo Transdev, através da empresa ETAC / Aveirobus, a 01 de janeiro de 2017.

Por essa razão, o Município de Aveiro foi o único a ficar de fora da concessão do serviço público de transporte na Região, concessionado à empresa Busway do grupo israelita Afifi.

A Busway, após ganhar o concurso público por 1,2 milhões de euros, passou a servir 10 dos 11 municípios da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro, num universo de cerca de 400 mil pessoas.

Taxista cobra 3,65 euros a mais. Foi detido, mas devolveu o dinheiro

Questionado por agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP), o homem terá admitido a falha.

Um taxista de 43 anos foi detido, na sexta-feira, depois de ter cobrado 3,65 euros a mais a um passageiro, em Lisboa.

Questionado por agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP), o homem terá admitido a falha e entregado, “de livre vontade”, o valor remanescente do indicado pelo taxímetro aos lesados, mas foi detido e constituído arguido, de acordo com um comunicado daquela força de segurança.

O suspeito prestou também termo de identidade e residência e foi presente a primeiro interrogatório.

A sua viatura foi, além disso, apreendida como medida cautelar, aguardando-se apreciação da entidade judicial.

Indivíduo “perigoso” com mandado europeu pendente detido em Nelas

Pendia sobre o homem um segundo mandado de detenção emitido em Portugal.

Um homem de 44 anos foi detido no dia 17 novembro, no concelho de Nelas, depois de a Guarda Nacional Republicana (GNR) ter apurado que pendiam sobre si dois mandados de detenção, um dos quais europeu e emitido pelas autoridades alemãs, que o consideraram “perigoso”.

A detenção ocorreu “na sequência de uma denúncia sobre a circulação de um indivíduo suspeito na vila de Nelas”, segundo detalhou a GNR, em comunicado enviado às redações.

“No decorrer da ação, foi possível apurar que pendiam dois mandados de detenção sobre o suspeito, um emitido pelas autoridades judiciais portuguesas, para cumprimento de pena de prisão pelos crimes de falsificação de documento, associação criminosa, auxílio à emigração ilegal e uso de documento de identificação alheia, e um mandado detenção europeu, emitido pelas autoridades judiciais alemãs, pelas quais o indivíduo é considerado perigoso”, complementou a mesma nota.

A GNR revelou ainda que o suspeito estava a cumprir pena de prisão mas, em 2012, não regressou ao estabelecimento prisional, após uma licença de saída jurisdicional. Em 2015, acabou por ser declarado contumaz, tendo mais de quatro anos de pena por cumprir.

Após a detenção, o homem foi conduzido ao Estabelecimento Prisional de Viseu.

Esta foi uma ação do Comando Territorial de Viseu, através do Posto Territorial de Nelas.

Leiria prevê início de funcionamento da Polícia Municipal em 2025

A Câmara de Leiria prevê que a Polícia Municipal esteja em funcionamento em 2025, com 30 elementos numa fase inicial, disse hoje o vereador com o pelouro da Proteção Civil, Luís Lopes.

Considerando que o primeiro ano da Polícia Municipal é de formação e estágio, 2025 será o ano zero”, afirmou Luís Lopes, que falava à agência Lusa na sequência de uma reunião, na segunda-feira, na qual foi apresentado o estudo de criação da Polícia Municipal.

Na reunião, estiveram o executivo municipal, representantes de alguns partidos com assento na Assembleia Municipal, elementos das juntas de freguesia e os presidentes da Associação de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo da Região de Leiria, da Associação Empresarial da Região de Leiria e do Politécnico de Leiria, segundo uma nota de imprensa da Câmara.

Quanto aos recursos, Luís Lopes apontou, numa fase inicial, um corpo de Polícia Municipal com 30 elementos, mas salvaguardou a necessidade de serem estudadas as necessidades do concelho.

No encontro, Luís Lopes, citado numa nota de imprensa, destacou que este trabalho está a ser desenvolvido em articulação com a Guarda Nacional Republicana e Polícia de Segurança Pública (PSP).

Acrescentou que “a Polícia Municipal exerce funções de polícia administrativa do Município, prioritariamente nos domínios da fiscalização e aplicação das decisões das autoridades municipais”.

Em 11 de julho, a Lusa noticiou que a Câmara estava a analisar a viabilidade de criação da Polícia Municipal.

“Aquilo que o município está a fazer – e já iniciou essa análise – é naquilo que são as competências da Polícia Municipal, nomeadamente na ocupação de espaço público, na fiscalização do estacionamento e, noutras circunstâncias, dos regulamentos municipais, se é viável ou não, e depois, qual o dimensionamento para Leiria de uma polícia municipal”, afirmou na ocasião o vereador.

Hoje, o autarca salientou ser viável a instalação da Polícia Municipal em Leiria.

Já sobre a sede da Polícia Municipal, Luís Lopes declarou que, neste momento, estão a ser analisadas duas localizações na zona urbana.

Na mesma nota de imprensa, a Câmara explicou que “a decisão de avaliar a criação de uma Polícia Municipal em Leiria resulta do aumento da pequena criminalidade”, como “atos de violência em espaço público e junto a estabelecimentos de diversão noturna, aumento de casos de estacionamento indevido, atos de vandalismo e queixas de ruído”.

De acordo com a autarquia, o objetivo é continuar a garantir o sentimento de segurança à população, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida no concelho.

Ainda de acordo com a nota, no âmbito desta reunião foram pedidos “contributos às entidades presentes”, para “continuar a aprofundar o trabalho, com o propósito de melhor definição do dimensionamento e das competências que a Polícia Municipal deve assumir”.

Depois, será apresentada uma proposta de quadro de pessoal e de regulamento à Assembleia Municipal para aprovação, seguindo-se a análise do processo pelo Ministério da Administração Interna e PSP, e consequente negociação de contrato-programa com o Governo, que assume o investimento inicial da criação da Polícia Municipal.

Entre as funções da Polícia Municipal estão a vigilância de espaços públicos e nos transportes urbanos, intervenção junto das escolas ou a regulação e fiscalização do trânsito rodoviário e pedonal.

A Polícia Municipal tem ainda competências em matérias como a fiscalização do cumprimento dos regulamentos municipais e da aplicação das normas legais, designadamente nos domínios do urbanismo, da edificação, da defesa e proteção da natureza e do ambiente, do património histórico/cultural e dos recursos cinegéticos.

Estacionamento, circulação rodoviária, incluindo a participação de acidentes de viação que não envolvam procedimento criminal, são outras das competências, tal como a execução coerciva dos atos administrativos das autoridades municipais.

Acresce a detenção e entrega imediata, a autoridade judiciária ou a entidade policial, de suspeitos de crime punível com pena de prisão, em caso de flagrante delito, e a denúncia dos crimes de que tiverem conhecimento no exercício das suas funções, bem como a prática dos atos cautelares necessários e urgentes para assegurar os meios de prova até à chegada do órgão de polícia criminal competente.

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